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sábado, 29 de agosto de 2015

Remédio pra viver

Sentia dor.
Dor no coração.
Foi ao médico.
Fez exames.
Seu Dr. Falou:
- Moça, a sua dor não é minha especialidade.
Fitou os olhos no Doutor procurando uma resposta.
- Sua dor é sintoma de viver. Não sei curar viver.
Olhou nos olhos do Doutor novamente, olhou para baixo e pisou firme a caminhar.
Olhou pro alto e viu o céu.
Conversou com Deus pedindo-lhe:
- Oh! Meu Deus, a dor é imensa, dá-me um remédio pro meu viver!
Deus respondeu através do sol e das nuvens.
Paralisou o olhar no céu e sorriu.

“Serei a cura do meu viver”.

Da série de posts preferidos do meu antigo blog (dessa vez nunca postado) e que estão se encaixando perfeitamente na minha vida hoje. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Deu errado ou deu certo?


Passei a maior parte desse ano brigando com meu travesseiro. Todas as noites ele não me deixava dormir, me fazia sempre lembrar das minhas preocupações, frustrações, tristezas, e me trazia a saudade que, como dizia Bob Marley: "é um sentimento que quando não cabe no peito escorre pelos olhos". Junto disso tudo vinha sempre uma pergunta no final: "o que foi que deu errado?".
Daí vinha sempre na minha mente uma frase que criei pra minha mensagem de nova etapa profissional: "não existe dar errado, as coisas sempre dão certo de alguma maneira".
Por inúmeras vezes quetionei essa minha teoria quando meu travesseiro não me deixava dormir. Tentava imaginar o que foi que deu certo preu poder acreditar em mim mesma.
Hoje, ainda não totalmente recuperada mas um pouco mais tranquila e dando uma trégua pro meu travesseiro, entendo que as coisas acontecem com um propósito e que sim, elas vão dar certo.
Nesse meu tempo de bad trip total, conversei com amigas, família, pais, enfim, conversei com um monte de gente que sempre tinha uma história de "não deu certo ontem mas deu certo hoje". Nem todos tiveram o mesmo trauma ou passaram pelas mesmas situações que eu, mas sempre serviram de incentivo pra que eu acreditasse no hoje e no amanhã também.
Sabe, quando resolvi mudar de emprego, eu sabia que ia sofrer pelo laço afetivo que tinha construído, mas muita gente torceu por mim. Muita gente e até mesmo eu, sabia que o lugar pra onde eu estava indo não era o mais amável de todos, no entanto, ninguém fez oposição quanto à minha ida. As vezes me dava raiva e pensava: "por que fulano não me falou que eu não ia gostar de lá?". Mais calma, me respondia: "porque fulano não tem o direito de tomar as decisões por mim". Então, hoje, vejo que na época em que tive que tomar essa decisão, a tomei por um misto de sentimentos: raiva e mágoa por não ter reconhecimento financeiro e profissional, chateação com atitudes repetitivas de algumas pessoas, cansaço de sempre ter que aguentar o inconformismo com meu "não", frustração por não me darem esperança nenhuma de crescimento, ânimo pra um novo desafio, sonhos crescentes, desespero pra querer ajudar mais minha família e medo da minha vida profissional virar um comodismo igual virou a vida profissional do meu pai por um tempo e, medo de ter que deixar sonhos pra trás.
Até hoje ninguém realmente sabe que foram todos esses motivos ou sentimentos, acham apenas que saí porque tinha que voar longe. Talvez por isso não entendam a complexidade do problema emocional que me causou quando minhas expectativas foram frustradas. Não imaginam que eu não queria apenas "voar", eu queria ser feliz em um novo emprego e não consegui. Seria complexo demais as pessoas entenderem meus motivos quando me olham e dizem: "mas você é nova ainda, não tem família pra sustentar". As pessoas não fazem ideia que quando se é jovem ainda, uma frustração pode inibir seus sonhos e te tornar a pessoa mais incompetente/errada do mundo, porque você realmente acredita que é.
Depois, bom, depois você se recupera e se dá conta que tudo foi um momento e se conforma de que vai passar por isso algumas outras vezes. Quando se está mais velho e calejado, ver um jovem sofrer "por tão pouco" parece uma desimportância. Mas a verdade é que sempre alguém vai te dizer acompanhado daquela frase do "jovem ainda": "se na época X não tivessem me mandado embora" ou "se meu chefe tivesse me dado a oportunidade de crescer". Ou seja, sempre vão ter uma frustração que tá lá guardada porque também o magoou naquele momento.
Todo mundo acha que alguma coisa não deu certo na vida. Só que não se dá conta de que não adianta procurar o que foi o errado, porque ele não existiu. O "errado" foi uma oportunidade pro certo. Então sempre as coisas vão dar certo de alguma forma em algum momento, seja presente ou futuro.
Posso concluir que a paz com o travesseiro não existe em definitivo. É tudo uma questão de viver um dia de cada vez, e então poder dizer: "dessa vez eu acertei!".

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Vestido da alegria (Since 2010)

Às vezes a alegria me parece ser um vestido. Mas não um vestido qualquer, mas sim aquele vestido que você tem uma paixão a primeira vista e depois essa paixão se torna amor eterno. Você veste e se sente bem, se sente a pessoa mais linda do mundo e gosta tanto que não quer mais tirá-lo, gosta tanto que nem tendências tornam-o feio.
Às vezes parece que visto a alegria e não quero mais tirá-la, o não querer tirar é tão forte que esqueço que é apenas uma "roupa" cobrindo problemas inacabáveis, tristezas inconsoláveis.
Vesti-me com o vestido da alegria e esqueci que também tenho problemas que me atormentam, me entristecem. Escondi por debaixo do vestido a parte "podre" da minha vida. Só que fiz questão de esconder bem, a ponto que aos olhos externos eu fosse só alegrias sempre.
Quis acreditar que o meu vestido era o mais lindo e por isso eu não o tiraria, e assim acreditei que eu estava vestindo-o quando na verdade eu não tinha roupa alguma em meu corpo.
Tinha só o confuso e instável, cheio de problemas sem soluções, cheio de desesperanças, sem sonhos, sem afeto, tinha só o eu verdadeiro.
E então quando percebi minha nudez, não procurei me vestir. Encontrei duas opções: assumir o real ou colocar o vestido da alegria e nunca mais tirá-lo.
Decidi vestir-me, mas não com o vestido, vesti-me com uma roupa que eu possa brevemente cansar-me dela e procurar outra. Ir vestindo-me, mudando sempre pra ver se eu encontro meus sonhos de volta, se encontro a solução pros meus problemas, a esperança, enfim buscando a roupa onde eu me encontre por completa e não mais um só sentimento.

Por Larissa em 07/02/10


Da série de posts preferidos do meu antigo blog e que estão se encaixando perfeitamente na minha vida hoje. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Confiança



Consegui definir o que é confiança há alguns dias atrás. 
Sabe, esse ano tive vários tropeços que me mostraram o quão difícil é confiar em alguém. Eu, na minha ingenuidade, acreditava nas pessoas que me passavam algum tipo de confiança. O problema é que não existe um tipo de confiança. Existe confiança e ponto.
Hoje, eu sei o que é uma traição. Mesmo que ela tenha sido profissional, foi uma traição. Afinal se existe um tipo só de confiança, também existe um tipo só de traição não é mesmo?
O sentimento que a traição causa é um pouco assustador. No começo, você fica rindo de si mesmo pensando baixo: "eu já sabia que isso ia acontecer", mas depois, depois que você percebe que foi lesionado de alguma forma, você sente raiva, quer descontar tudo em todos e no fim você acaba chorando, se entristecendo por aquilo que não valia a pena e que já passou. Até aí eu sabia o que era traição. Mas e como descobrir o que é confiança? Como voltar a confiar em alguém?
Acreditava que confiança poderia ser definida apenas por uma tirinha do Snoopy: para alguém ser 100% confiável só se latir ou miar. Ainda penso isso também, mas consegui da maneira mais pura, simples e ingênua possível descobrir uma outra definição de confiança:

Confiança é quando uma criança pequena pega na sua mão e te deixa levá-la para qualquer canto e mesmo quando você solta da mão dela e ela continua caminhando sozinha, ela volta e novamente pega na sua mão permitindo que você a guie para onde quer que seja o lugar em que está indo, pois ela tem certeza que você não a fará mal. 

domingo, 7 de junho de 2015

No divã

Desde o ano passado, minha carreira profissional estava me gerando muitas dúvidas e conflitos internos, o que refletia no meu lado pessoal causando insegurança, irritabilidade e desânimo. Então estava decidida que quando o ano virasse eu iria tomar uma decisão e ser feliz com ela.
Por mais que ainda tivesse esperanças das coisas ocorrerem da forma mais fácil possível, sabia que ia ser difícil. O problema é que eu estava bem desequilibrada e imatura emocionalmente falando. Então as coisas foram beeeeeem difíceis, desde a saída de um emprego até a entrada e a adaptação em outro. Parece que piorei todos aqueles sentimentos ruins que estavam já bem sensíveis. Pra ajudar o meu psicológico, o antigo emprego me chama de volta como se tudo já estivesse certo e então preciso novamente tomar uma decisão que agora tinha se tornado mais difícil ainda devido a tudo o que vivi anteriormente.
Tinha que pensar no lado profissional, no "fazer o que ama", no lado financeiro, em todas as mágoas que eu carregava do antigo emprego e das novas mágoas que tinha adquirido com o novo.
Pra mim, foi tudo demais pra um curto espaço de tempo.
Então, vejo que não consigo fazer as coisas sozinhas. Peço ajuda pra família, pros amigos e mais dúvidas se formam. Eu já sabia a resposta do meu coração, o problema é que eu não poderia ser tão emocional assim em um momento importante como este. Prometi a mim mesma amadurecer emocionalmente e tomar a decisão 100% coração, não iria ser a decisão mais sábia. Por outro lado, a decisão tomada anteriormente, a de mudar de emprego, foi 100% racional e descobri que não foi uma decisão sábia.
Entrei em muitos conflitos e decidi que precisava de uma ajuda profissional. A princípio pensei em procurar um coach, afinal eles direcionam a carreira profissional não é? Mas daí desisti sem nem ter tentado, achei que ia ficar caro demais e eu não iria ter um resultado breve, o que era imprescindível. Então fui atrás de uma psicóloga.
Nunca fui em psicólogo, mas já senti que precisava fazer uma terapia antes desse acontecimento. Confesso que a timidez, e o fato de ter que contar minha vida pra um desconhecido me deixavam sem paciência pra isso. Talvez na verdade eu quisesse um psiquiatra imaginando que ele daria um remédio que me faria sentir apenas coisas boas.
Mas enfim, estava eu lá de cara com uma estranha, num sofá mesmo, sem divã, que procurou me deixar confortável na medida do possível. Eu não estava confortável. Me senti como quando tive que apresentar um trabalho na faculdade pra um auditório com todos os meus outros colegas de sala. A voz trêmula, um tremor de frio, boca seca, suador e o olhar tentando fugir de tudo. Eu sabia exatamente o que tinha pra falar, mas naquele momento, eu não sabia mais nada. Eu não queria falar.
Respirei fundo e com voz trêmula mesmo, falei. Contei apenas a parte da decisão que eu tinha que tomar, não entrei em detalhes de pessoas que eu tinha convivido e o caráter delas. Quis facilitar pra psicóloga, ou não.
Acho que deixei claro pra ela o que meu coração tinha escolhido e que a minha razão não iria ser capaz de barrá-lo. Ela não disse qual decisão era a melhor pra mim, obviamente. Seria muita prepotência da parte dela escolher o melhor pra outra pessoa.
Ela tentou me orientar como pôde, dizendo coisas que algumas pessoas já tinham me dito e me dizendo que nós sempre temos que olhar para o presente, afinal ele é um presente lindo que a gente recebe todos os dias mas fazemos questão de não abrir, queremos sempre o presente do ontem ou o do amanhã. E que nossas escolhas são baseadas em momentos, temos sempre que olhar para aquilo que temos no momento e acreditar que a escolha feita era a melhor para aquele momento pois naquele momento você não tinha uma outra opção.
No final, foi bom. Me senti aliviada por perceber que eu não estava tão perturbada assim. Ficou claro pra mim mesma que naquele momento, o meu coração iria tomar uma decisão e que minha vida ia ser conduzida pelo o que eu tinha e não pelo o que deixei de ter.
A sensação de estar frente a frente com uma psicóloga não foi a das melhores e mais satisfatórias que tive, principalmente naquela parte em que você abre a carteira e deixa ali o preço por "ouvir". Na verdade, me senti comprando um "ouvido amigo", o que não foi nada agradável. Me senti como se pudesse comprar tudo, até minhas decisões, mas eu sabia que não podia.
No dia seguinte, peguei o telefone e tomei a decisão.
Infelizmente, tive um desgaste emocional em vão, pois a minha decisão não foi correspondida como eu queria. A expectativa pode ser o melhor ou o pior sentimento de todos.
Dizem que de tudo a gente tira uma lição não é? Com toda essa situação, eu pude me conhecer um pouco melhor e talvez tenha amadurecido um pouco o meu lado emocional.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Estrada da vida


Seria muito mais fácil poder ver se no futuro seremos felizes e realizados de acordo com nossas escolhas, ainda que nem tudo na vida possamos escolher de fato. Ou então ver o quão desastroso foi nosso futuro por ter feito uma escolha errada e ter a oportunidade de ir pra outro caminho no presente ainda. Mas nossa vida não é uma estrada em linha reta recém construída, sem imperfeições, e cercada de muito verde pra que possamos passar horas caminhando e sorrindo. Nossa vida é uma estrada em linha reta, mas que uma hora passamos pelas imperfeições e enfrentamos bifurcações sem um GPS para ter certeza de qual destino escolher pra alcançar um objetivo como ser feliz.
Ninguém controla os rumos que a vida toma, por mais que algumas coisas dependam de uma escolha, nunca de fato você tem certeza no resultado dessa escolha. Então surgem os medos, as ansiedades, as inseguranças e todos outros fantasmas de uma vida infeliz. E se eu pegar o caminho errado e não puder mais voltar? E se eu sair em outro rumo com mais bifurcações? E se eu encontrar um buraco bem grande depois dessas bifurcações? Como volta? Volta? Vai em frente? Vai? Para? Sai da estrada e entra nas árvores na esperança de ter um outro caminho bem diferente? Para? Vai? Volta?
A vida da gente vai ser essa constante estrada sem fim, uma estrada que todos passam por ela sozinhos, todos tem seus caminhos já traçados mas ninguém sabe o que encontra no próximo quilômetro, curva ou bifurcação. Uns tem pressa e vão rápidos demais, outros vão bem devagarinho e empacam no meio do caminho, e outros vão bem, no tempo certo, sem fortes emoções ou grandes buracos. E outros ainda não sabem dirigir. O problema é que eu ainda não sei dirigir.

sábado, 7 de março de 2015

Adaptar

Pode usar um desses pra vida também?


Adaptar: v.t. Ajustar, adequar: adaptar uma peça à máquina.
Transpor uma obra literária para outro meio de comunicação: adaptar um romance ao cinema.Pôr em harmonia, em conformidade: adaptar a linguagem ao tema.Fig. Aplicar convenientemente: adaptar os meios ao fim.V.pr. Acomodar-se, conformar-se: adaptar-se às circunstâncias.

Sinônimos de adaptar: adequarajustarapropriarconciliar e harmonizar



Sabia que esse não seria um ano fácil. Eu teria que tomar decisões difíceis que doeriam meu coração e teria que me adaptar ao novo. Mas acreditava/acredito que toda mudança trás bons ventos, e pensei que também seria um ano próspero, principalmente profissionalmente.
Então, tomei a decisão e fui para o novo, novo emprego.
Hoje, com uma semana de emprego novo, sinto que talvez eu não tivesse tão aberta assim pro novo e que eu tomei a decisão totalmente racional, e que não ter colocado nem 1% de coração nela, tá me fazendo sofrer um pouco e enchendo minha cabeça de dúvidas.
Sei que ainda é cedo pra falar se tô gostando ou não do emprego novo. Ainda estou na fase "será que tomei a decisão certa?". O que eu sei é que sinto saudade todos os dias do antigo emprego e das amizades que construí lá. Sinto falta da minha rotina lá, das risadas, da janela, da minha mesinha, de saber resolver os problemas, de me empolgar com novos projetos por mais que eles fossem só projetos mesmo. Acho que não desapeguei ainda.
Tá sendo bem difícil me adaptar a um ambiente bem diferente, com pessoas bem diferentes. Senti pessoas me medindo da cabeça aos pés, o que você vai me dizer que é normal em qualquer lugar, ok, concordo. Senti panelinhas mais preocupadas com a foto que ia dar status do que em se enturmar com outras panelinhas. Senti rivalidade, no sentido de cada um querer segurar o seu peixe com medo do coleguinha pegá-lo. Senti individualismo num lugar que o coletivo tem que imperar, senti ego demais. Senti tristeza ao ir almoçar sozinha e não ver o tempo passar e não ter ninguém pra rir. Senti que estava recomeçando e não progredindo.
Acho que na verdade, não me senti bem recebida. 
Dizem que a primeira impressão é a que fica, e eu estou querendo acreditar que isso seja mentira e que logo logo esse "mal-estar" e essa saudade louca vai passar e vou estar feliz e realizada.
Pode parecer que reclamo demais, ou faço drama demais (como diria minha antiga chefe), mas acho que não amadureci meu lado emocional no tanto que queria. Eu devia tá feliz com essa oportunidade,  é a continuação de um sonho, mas tô achando cedo ainda pra isso. Por enquanto, fui mas quero voltar. Tô fraca.


Um sonho por trás da tela

Há um tempo atrás, época em que eu era viciadinha em TV e teatro, comentava com uma amiga o quão seria legal trabalhar no backstage de uma TV ou teatro. Que na TV, deveria ser uma coisa incrível cruzar com artistas (só com os queridos por nós rs) ou participar da produção de um programa. Porém, sempre achamos que trabalhar nesses dois lugares seria algo bem impossível, porque ou você já tem experiência ou você tem o Q.I. (Quem Indica), e mais impossível ainda seria conhecer uma emissora ou a coxia de um teatro.
Enfim, tentávamos encontrar uma maneira de entrar nesse meio, e nossa melhor maneira seria criar laços com alguns artistas que gostávamos (e que não eram tão pop assim na época), através do Twitter (Facebook não tava bombando ainda) ou de várias encontros pessoais pra eles marcarem bem nosso rosto rs.
O tempo passou e conseguimos conhecer uma coxia, graças a uma amiga que é do teatro. Mas faltava a TV ainda. Aquele veículo que encanta todo mundo, tipo invenção do milênio.
Há uns cinco anos atrás, tinha que cumprir umas horas de atividades complementares na faculdade, e a maneira mais prática de ganhar pontos (além de estagiar) era fazer visitas. Lógico que eu e minhas amigas já de cara quisemos ir conhecer uma TV ou rádio. E sem criar expectativas, arriscamos a Band. Para nossa surpresa, a autorização pra ir visitar veio rapidamente e dali uns dias lá estávamos nós, andando por uma TV!
Fiquei surpresa novamente com a “grandiosidade” que a TV proporciona, são vários funcionários, várias salinhas, e estúdios que parecem gigantes na TV mas que ao vivo são minúsculos. Conheci também estúdios de rádio, que também me surpreenderam pelo tamanho pequeno, imaginava algo totalmente diferente.
Vontade saciada mais uma vez. Mas devo confessar que quando fiz essa visita a emissora, fiquei pensando que devia ser legal trabalhar lá porque as pessoas me pareceram ser super legais, o ambiente descontraído, mas encuquei quando o responsável por nos acompanhar na visita disse que era tudo muito correria. Aí já imaginei que o tamanho da responsabilidade era proporcional ao da correria, então que talvez eu não serviria pra acompanhar o ritmo de uma TV, estava já desencanando de tentar emprego na área, até porque continuei achando que só entra na área é porque tem Q.I. mesmo.
Menos de seis meses depois, quando comecei minha tranquila busca por estágio novo, a primeira entrevista que faço é em uma emissora de TV, dessa vez é a Record. Tive que calar minha boca quanto ao lance do Q.I. né? Quando soube que estava contratada me empolguei ao máximo e todas as conversas que tinha tido com aquela amiga vieram a mente. Foi uma conquista, não importava se ia gostar ou não, se ia me adaptar a correria, enfim, era uma conquista.
Fiquei quatro anos lá, e posso afirmar com toda certeza do mundo: o universo da TV me encantou e sempre me encantará. Na TV você descobre uma novidade a cada dia e por ter trabalhado numa emissora pequena, me fez almejar ir mais longe e pensar nas milhares de coisas legais que deve ter numa emissora maior.
Minha adaptação foi um pouco lenta, posso dizer que depois de um ano que passei a entender os processos desde a captação da imagem à exibição no ar, mas sempre foi algo muito agradável, com pessoas legais que me ajudaram e acho que isso conta muito e te faz realmente gostar de um lugar.
Quanto mais coisas eu descobria, mais coisas eu queria descobrir, desde a área financeira até a área técnica e cara, eu me encantava cada vez mais pelo meu trabalho e pelo dos meus colegas. Meus olhos brilhavam quando alguém me perguntava algo sobre TV e eu sabia responder.
Acho que me apaixonei mesmo de vez por TV quando fui pra Record SP, lá nos estúdios e tive a oportunidade de entender a loucura de uma gravação de programa nacional, e o tanto de gente envolvidada pra que aquilo ocorresse. De verdade, é realmente uma fábrica de sonhos por mais ilusórios que sejam. Acho que essa é a parte que me traz mais amor por esse veículo, mesmo a maioria dizendo que os programas contam histórias tristes e dramáticas pra se ganhar audiência (e dinheiro consequentemente), ainda acredito que pelo menos é uma maneira, um caminho, de ajudar um monte de gente que precisa de uma ajuda e que vê sua solução só em um programa de TV. Pensa no tanto de gente que reencontrou parente, que teve a casa ou o carro reformadas, que ganhou um dinheiro pra pagar as dívidas, enfim, é, de certo modo, uma ação social. Nem tudo é interesse financeiro.
Enfim, esse textão todo foi pra dizer que eu acredito que quando você deseja algo e se imagina lá, esse algo pode sim ocorrer e da maneira que você menos espera. E que hoje, infelizmente eu precisei sair da emissora, foi uma decisão muito difícil (que já devo até ter comentado aqui) pois eu amava o que fazia e amava aquele lugar e as inúmeras oportunidades que ele me ofereceu/oferecia. Sinto uma falta imensa, mesmo estando longe há uma semana só, acho que sempre vou lembrar dessa experiência e realização de sonho com muito carinho. Vai me servir pra lembrar que o impossível não existe. 
Tenho um amor aqui dentro que me faz acreditar que eu volto ainda pra trabalhar em uma TV.




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Decepção



Certamente todo mundo já se decepcionou com alguém. Se isso ainda não aconteceu, irá acontecer, faz parte do ciclo da vida. Eu achava que já tinha me decepcionado com muita gente, mas hoje eu sei o que é realmente uma decepção e o quanto ela dói.
Sabe, a vida toda eu procurei ser uma pessoa solicita, que quer o bem de todos, que ajuda sem esperar nada em troca, nem um elogio ou obrigada. A vida toda eu apanhei por causa desse meu jeito coração mole de ser.
Lembro até hoje, na escola primária, eu sempre ajudava as amiguinhas, emprestava minhas coisas, dava lanchinho e em troca recebia o desprezo delas sem ter feito nada. Então eu ia lá com os meninos, mas não demorava muito e outra "coleguinha" se aproximava de mim. E assim foi, sempre passando cola, fazendo trabalho sozinha, etc. No colegial continuei assim, mas posso dizer que valeu a pena pois lá recebi gratidão como recompensa. 
Enfim, já apanhei com amizades, já tive prejuízo financeiro e emocional e nem por isso eu achei que tinha que mudar meu jeito. Não posso querer ser alguém que não combina comigo, por mais que várias vezes eu olhe pra mim mesma e me ache uma idiota, em seguida eu lembro da história dos meus avós paternos e penso que não posso tirar de mim essa herança tão boa que eles me deram.
Mas ainda assim, nesses 23 anos de coração mole, eu nunca havia me decepcionado tanto como essa semana.
Por muitas vezes passou na minha cabeça largar meu emprego de repente e mandar todo mundo se foder, porque até agora ninguém tava nem aí pra mim ou pro quanto eu contribuí pra empresa. Mas não combina comigo fazer isso, não posso prejudicar as pessoas que eu gosto. O meu travesseiro não veria uma noite de sono bem dormida se eu fizesse isso.
Então eu fiz tudo certo dessa vez, como fiz a vida toda, avisei com antecedência, fiquei mais do que queria, pra no final das contas não levarem em consideração nada, mas nada mesmo, de bom que eu fiz pela empresa. Não consideraram a vez que eu cobri férias da secretária (o que nunca foi minha função) e não pedi um real a mais por isso, das vezes que cobri férias de mais pessoas e que nunca cobrei nada por isso, da vez em que assumi mais um função sem ninguém me pedir e demorei mais de um ano pra pedir um aumento por isso, das inúmeras coisas que fiz e que não eram minha função, mas fiz pra ajudar e sem esperar nada em troca. Fora que podem contar nos dedos as cagadas que fiz por lá e que nem foram tão catastróficas assim. Além do mais, podem perguntar a qualquer um que eu ajudei e atendi se eu fui eficiente no que fiz que tenho certeza que a resposta será sim.
Ainda assim, teem a coragem de fazer uma cachorrada comigo e com meu suado dinheirinho.
De verdade? Eu nunca senti uma tristeza tão grande quanto essa decepção. Me decepcionei com a empresa (mais ainda) e com uma pessoa.
Ainda assim, a trouxa aqui continua lá ajudando os colegas de trabalho. Juro que depois disso tudo, eu ainda faço o que faço com todo o amor à profissão e em respeito a tantas pessoas que eu gosto.
Sabe, o dinheiro vai me fazer falta sim, não estamos vivendo um momento favorável aqui em casa, mas já passei por situação pior e nunca me faltou uma comida na mesa porque tenho uma família maravilhosa (aquela herança dos avós). O que mais me magoa nisso tudo é a atitude, ou a falta dela. Alguém que poderia me ajudar, querer me ajudar, dar a mão pra mim e dizer: calma, vamos tentar resolver isso! E no lugar disso, a pessoa olha pra mim e diz: é a lei.
A lei do interesse sempre prevalece. Enquanto você é útil, "eu tô te ajudando". Quando já não é mais: "não posso fazer nada".
Mas mesmo assim, eu sinto vontade de pedir desculpas pra essa pessoa e ficar de bem com ela novamente, sabe por que? Porque ela não tem culpa de não corresponder às minhas expectativas. Os meus sentimentos só pertencem à mim, assim como meus erros. E eu admito, errei, não deveria ter sido tão coração e acreditado em tudo.
Ainda continuo sem entender onde que eu errei, sendo que procurei e procuro fazer tudo tão certo a vida toda e em troca recebo uma injustiça desse tamanho?
Peço forças à Deus a todo momento pra que eu supere tudo isso, afinal, quem planta o bem, colhe o bem e eu já tô colhendo muita coisa boa, e por isso mesmo nem deveria ligar pra essa situação. A justiça divina é o que me motiva a seguir em frente com o mesmo jeito da menina do primário que emprestava as coisas, só que buscando empedrar um pouco esse coração mole, pra sofrer menos.
A todos que tem um coração mole, que cede a quase tudo, como eu: continue assim, você vai sofrer e muito, mas vai aprender mais do que ninguém e vai ter a certeza que sempre foi muito superior a todos que te passaram pra trás. A vida flui pra quem almeja e faz o bem.

P.S.: Não quero nem descobrir o que é uma decepção amorosa depois dessa péssima experiência. Espero que isso nunca me ocorra.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Projeto Felicidade 2015

E começa mais um ano e com ele novas promessas e a convicção da mudança.
Bom, como já declarei nos posts anteriores, fiquei com várias pendências de 2014 e não posso afirmar que isso foi o motivo do meu ano ter sido tão confuso, afinal, surgem imprevistos em nossa vida que nos faz mudar os planos. Mas apesar disso tudo, 2014 foi um ano de grandes realizações pessoais e profissionais que valeram qualquer problema que me apareceu.
Então, decidi que em 2015 preciso ser um pouco(muito) mais determinada para que essas realizações continuem ocorrendo e dando espaço para novos sonhos. Confesso que não pensei muito para montar meu "Projeto Felicidade 2015", afinal vai ser quase uma cópia de 2014, de tantas pendências, mas acho também que acrescentei itens que são indispensáveis todos os anos em nossa vida e que deixamos de lado por não nos incomodar no presente.
Vamos ver o que me espera nesse novo ano junto com as emoções surpresas que só Deus sabe o que virá rs:

  • Tirar carta: putz, terceiro ano consecutivo na lista. Mas dessa vez vai ter que ir, vai me ajudar muito profissionalmente e também nos rolês da vida que tenho fé que vão continuar firmes e fortes nesse ano.
  • Fazer algum curso profissional ou de idiomas: resolvi mudar um pouco já que o de inglês não é uma motivação ainda para mim. Pretendo fazer a pós-graduação ganha, algum curso na minha área profissional, e talvez um de idioma.
  • Continuar participando de alguma causa social: nem que seja só doando, pretendo muito continuar ajudando os bichinhos mas bem mais firme que ano passado.
  • Tirar passaporte: aff, teve que voltar pra lista. Já vi exemplos de gente que teve uma oportunidade pra ir pra fora do país a trabalho e um mês pra acertar tudo, e isso pode acontecer comigo, por que não? Ou vai que me dá uns 5 minutos e resolvo ir numa aventura que precisa de passaporte? É tão fácil, não posso ser tão preguiçosa assim...
  • Economizar dinheiro: ano passado fiz uma planilha de gastos onde dividi por categorias, e me surpreendi por ter gasto tanto com remédios e roupas/calçados/acessórios. Tudo bem que remédio é imprevisto, mas isso é um reflexo de que não estou me cuidando muito bem. Então concluí que dá pra economizar sim e mais do que nunca, esse ano eu preciso economizar pra ajudar em casa e pra próxima viagem.
  • Mudar meu plano do celular: de volta pra lista só que de outra maneira rs. Preciso mudar pra pré-pago afinal mal uso os benefícios do pós, fora que nem sou eu quem pago ainda.
  • Praticar alguma atividade física: de volta. Fui num otorrino que me tratou com uns tapas na cara e acho que vai dar mais alguns quando sair o resultado dos outros exames que fiz e ver que demorei mais de 3 meses pra retornar a consulta. E um desses tapas foi que tudo bem eu tenho rinite/sinusite e vou ter que conviver com isso a vida toda, mas que se eu fizesse alguma atividade física talvez amenizaria as crises. Fora isso, também não estou contente com minha falta de disposição e dores nas pernas e costas.
  • Ler mais: fiquei chocada quando percebi que não tinha lido um livro por inteiro em 2014. É um relaxo muito grande de minha parte. Preciso muito criar o hábito de ler livros e notícias de entretenimento ou profissional.
  • Ir buscar meu diploma: olha, se bobear vou ter que pagar pra retirá-lo de tanto tempo que faz.
  • Cuidar mais da minha saúde: como disse já acima, dentre as pendências de 2014 ficou o resultado de uns exames que fiz no último dia de validade da guia, só porque não tinha mais como fugir. Odeio fazer exame, odeio médio, e passo mal nesse ambiente todo. Preciso vencer esse medo/pânico, fiquei com muitas crises em 2014 e não quero isso no novo ano.
  • Viajar à lazer: um dos melhores investimentos que fiz no ano passado e gostaria muito de repetir nesse ano, seja pra perto ou longe. Meu sonho mesmo é ir passar o ano novo em outro país, vamos ver se acontece.
  • Tomar mais decisões racionais: tenho uma decisão muito importante pra tomar nessa primeira semana do ano, é relacionada ao meu emprego e vou precisar ser bem racional pra tomá-la, posso dizer que meu ano tá dependendo disso por enquanto. Fora essa principal decisão, sei que vou ter muitas outras não previstas, e pretendo agir mais com a cabeça do que com o coração, apesar disso não combinar muito comigo, mas será preciso. 
  • Ser mais amiga: confesso que não sou a melhor amiga pra ninguém. Acho que as pessoas não podem contar muito comigo, não por confiança, mas por presença mesmo. Isso me incomoda demais, sou muito desleixada com os outros. Talvez seja parte de uma fase que tô vivendo a um tempinho e que me tornou um pouco introspectiva demais, mas de qualquer forma, não tá me fazendo bem ser quem eu não quero ser. Preciso me aproximar mais das pessoas que amo e que quero por perto pra que elas permaneçam por perto.
  • Ter mais paciência: em 2014 não fui tão paciente, fui mais ansiosa. E isso fez com que eu tratasse mal e não desse atenção pra algumas pessoas sem necessidade. Preciso de uma alma leve em 2015.
  • Amadurecer mais meu lado emocional: acho que é uma ligação entre ser mais racional e ter mais paciência. Ainda não sei segurar choro e falar ao mesmo tempo, separar chateação de compromisso, disfarçar mágoa.
  • Ser menos preguiçosa: confesso que não dormi muito em 2014, mas em compensação fui mega preguiçosa com os serviços da casa, com o cachorro, com minhas coisas do trabalho. Não dá pra continuar assim né?
  • Terminar tudo aquilo que comecei: ano passado gerou muitas pendências por eu enrolar e não concluir quase nada do que eu havia planejado, ou tentado planejar. Então acho que em 2015 será fundamental um planejamento profissional pelo menos. E claro, terminar as pendências que ficaram e que ficarão, isso inclui os posts sobre o Chile aqui do blog rs.
  • Ter mais encontros: com família, amigos, gente nova, gente antiga, um futuro namorado quem sabe. 
  • Deixar o passado no passado e viver o presente: passado bom fica no presente e  passado ruim também e isso as vezes atrapalha. Acho que falta-me um pouco de viver o dia a dia.


Espero que consiga concluir muita coisa daí ou tudo. Pode ser que então, a felicidade do dia a dia apareça novamente e faça de 2015 um ano bem especial, como todos nós esperamos.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

2014 já foi?

O tempo tá voando, correndo, e quando a gente vê não percebe no tanto de coisas que fez ou deixou de fazer em um ano. Particularmente, 2014 foi tão confuso que ainda não me caiu a ficha se ele já foi embora mesmo.
Tava lendo meu último post de 2013 e vi que meu maior problema naquele ano foi meu emprego e terminei desejando que eu fizesse um melhor emprego ou mudasse.
Bom, não me lembro ao certo como iniciei 2014, acho que posso até ter começado sem muito ânimo mas depois fiquei com a cabeça mais tranquila dando tempo ao tempo pra tudo e então percebi que as coisas começaram a fluir em tudo.
No emprego surgiu a oportunidade de fazer um curso em SP, o que me desafiou a me virar sozinha (ou quase já que a tia quis passear também), estudar, fazer prova, conhecer gente nova. Me empolguei, tirei dez nas duas provas, tive novo ânimo pra seguir em frente feliz.
Em fevereiro, a Gabi decidiu comemorar seu aniversário e foi a minha primeira "saída" de 2014, lutei contra o bichinho do desânimo e fui toda trêmula parece que prevendo que algo ia acontecer. E aconteceu, conheci gente nova e que foi legal enquanto durou, e revi gente que marcou minha adolescência. Parece que tive um remember da festa de quinze anos da mesma amiga. Foi bem legal e me causou umas perguntas da cabeça, gerou uma confusão na minha vida e acho que até hoje não resolvi ainda. Ahh em janeiro teve a formatura da Gabi, e me senti muito feliz por viver essa conquista com ela e a Nanny, minhas amigas de infância que conheci na adolescência e que nada muda ou separa.
No mês seguinte fui viajar pra Serra Negra, e depois de anos (lê-se muitos anos) tive tempo pra tomar sol, nadar, descansar. Voltei e já era abril, que teve o Lollapalooza. Até então não tinha decidido se ia, mas daí bateu um aperto no coração ao ouvir uma música do Imagine Dragons e não me imaginar lá no show. Então só tenho a agradecer a Bia por ter sido tão generosa e ter permitido que eu vivesse o show, o festival. Toda fila que enfrentamos valeu a pena. Amo festivais de música, shows, e não poderia ter sido diferente com o Lola. Fiquei na casa da tia da Gabi, onde fui muito bem acolhida, me senti uma partezinha da família como em vários momentos no ano. E de quebra fomos dar uma volta e conhecer a tão famosa Forever 21. Foi tudo bem marcante.
Voltei e fiquei doente por quase um mês, entre sinusite e otite. Foi uma crise bem forte.
Então é maio e depois junho e a Copa. Tava empolgada com a Copa, queria ter ido em um jogo se tivesse oportunidade. Apesar do fracasso do Brasil e da roubalheira de dinheiro com estádio e blablabla, acho um evento que sempre traz ânimo. Queria ter ido em bar assistir os jogos mas daí deu falta de ânimo e de companhia. Até que chega o aniversário da minha prima, um dia antes do meu, e reencontro com toda família depois de muitos acontecimentos. E percebo em como que eu pude ficar tanto tempo longe dos meus primos, no quanto eles me fazem bem e me animam quando estamos juntos, e no quanto que eu devo ter perdido. Quase perdi uma viagem. Já contei aqui a história da viagem, onde fui cara de pau e me convidei e fiquei confusa comigo mesma pensando se tinha agido certo, se minha espera era esperada, e na falta de intimidade que estava com minha família. No fim, depois de quase desistir de ir, Deus responde tudo e dá tudo certo. 
Me ocupei com a viagem em julho e agosto demorou mas chegou.
Férias e uma das viagens mais incríveis que já fiz. Me marcou por muitos motivos e um deles foi a reaproximação dos meus primos. Sinto que eles devem ter mudado alguns conceitos que tinham sobre mim. Realizei o sonho de conhecer a neve, senti frio na barriga, senti frio de frio mesmo, passei noites sem dormir e nem senti sono, conheci lugares inesquecíveis e fui embora com vontade de voltar e de programar a próxima viagem. Voltei pra casa e fiquei doente novamente, mais uma crise forte de rinite/sinusite que me deixou mal por mais de uma semana. Depois fui no melhor show do Jota Quest que já fui, vi tudo de pertinho, vi a banda descontraída e como sempre, lavei a alma. E o resto das férias fiquei em casa até cansar.
Voltei pro trabalho com uma pendência bem grande de último dia antes das férias. Foi difícil, mas tive que resolvê-la antes do desânimo me dominar. Em setembro fiquei mal, bem pra baixo, achando que tava totalmente desvalorizada naquele emprego e que precisava mudar o quanto antes. E daí converso, primeiro com Deus, depois com o chefe e decido esperar e então me acalmo.
Em outubro teve o casamento da Daia, amiga da faculdade e finalmente pude reencontrar as amigas da faculdade e botar um pouco do papo em dia. Foi emocionante e me senti bem feliz de ver pela primeira vez uma amiga casar.
Até o fim do ano tiveram muitos encontros com as amigas, com os primos, tiveram momentos no trabalho bem divertidos, festa da empresa, muitas risadas.
E no último mês do ano, me dá um desespero de muita coisa e toda aquela confusão que 2014 causou vem à tona. Acho que foi um ano tão complexo pra mim que meu corpo sentiu e não podia ser diferente, encerro o ano doente de novo. Dessa vez é gripe. Decido ir fazer os exames que o médico pediu em outubro.
Me estresso em dezembro como se toda a carga do ano caísse de uma vez só. E pra variar, meu emprego me causando chateação. Na verdade, sei que não é o emprego, mas sim algumas pessoas (ou uma só pessoa) que lá estão. Decido tentar uma nova oportunidade e parece que dá certo, só depende de mim.
Sabe, comecei muitas coisas em 2014 e não as terminei porque deixei o desânimo e a chateação me dominar. Tinha muito mais planos pra fazer meu ano valer a pena, mas as coisas vão acontecendo e nos fazendo mudar os planos ainda mais se você não tiver determinação o suficiente para levá-los a diante mesmo na dificuldade.. Resumindo 2014 em uma palavra: confuso.
Fiquei com muita incerteza na cabeça, meio perdida, sem saber que rumo tomar e na dúvida se quando escolhia algo, escolhia direito. Mas também fiquei bem feliz porque consegui criar histórias pra contar, conheci e me cerquei de gente que fez do meu ano mais leve, as minhas 365 páginas foram bem preenchidas. Foi um ano bom, que deixará algumas saudade.
Termino o ano com um aprendizado: é preciso ser racional em alguns momentos para que as coisas realmente aconteçam. Pra mim, dói muito um "não" mas tenho a certeza de que doeria muito mais se eu fosse só coração e dissesse "sim" para tudo. Não é errado ser racional.
Começo 2015 com algumas decisões a tomar, mas que eu quero pensar nelas só na segunda... Por enquanto fico aqui tentando entender que 2014 já acabou.

Projeto felicidade 2014: feedback

E como num estourar de fogos de artifício estamos em 2015! A ideia de que o tempo tá voando continua firme e forte...
Tenho tanta pendência ainda com 2014 que nem sei se começo 2015 passando a borracha em tudo e recomeçando ou se resolvo logo. Mas enfim, dentre as pendências tem mais da metade que faz parte do meu "Projeto Felicidade 2014" e por isso vim aqui dar um feedback do que eu fiz ou não fiz e em breve volto com o "Projeto Felicidade 2015", com um pouco mais de determinação para que tudo dê certo e a felicidade predomine.

  • Tirar carta: não tirei, e sabe, fez muita falta não dirigir esse ano. Tá me incomodando demais.
  • Cursar inglês: mais uma vez não comecei e fez falta, principalmente na viagem.
  • Ir visitar a Bia: não deu certo, mas continuamos a amizade de longinho mesmo :)
  • Continuar participando de alguma causa social só doando ou ativamente: continuei ajudando os bichinhos mas confesso que relaxei no segundo semestre.
  • Viajar à lazer: viajei duas vezes a lazer, pra pertinho e pra longe e ambas viagens salvaram meu lado relax do ano. Fora as inúmeras vezes que fui pra SP à  trabalho mas que valeram como lazer também, SP é sempre uma surpresa.
  • Tirar passaporte: "esse ano vaaai" mas não foi hahaha. Vai pra 2015 de novo.
  • Projeto 2,00 por semana: até que fiz por um período mas depois que fui pro Chile não deu mais pra continuar com o projeto, inclusive usei na viagem o dinheiro que consegui juntar com o projeto.
  • Me empenhar mais no meu trabalho: deixei em azul, porque acho que me empenhei muito no primeiro semestre mas depois relaxei por vários motivos de dentro da empresa mesmo, mas acho que eu poderia ter sido melhor já que estava no barco.
  • Visitar o Scot todos os dias: visitei, passeei bastante, levei ele em lugares diferentes como na casa da mãe dele rs, mas ainda assim não fui visitá-lo todos os dias.
  • Levar o Scot pra vacinar: ufa! consegui cumprir essa pelo menos.
  • Começar a pagar minha conta de celular: ainda não por motivos de: preguiça.
  • Deixar minha casa mais confortável: financeiramente falando, esse ano não foi fácil pra ninguém eu acho. Quando pensei que ia dar pra fazer algumas coisas, outras impediram. Então o máximo que deu foi arrumar uma sapateira pra mim e foi bem útil.
  • Praticar alguma atividade física: caminhei até que bastante em vista de 2013, mas nada firme e forte.
  • Ouvir mais música: ouvi mais, e como sempre, a música me alegrou um muitos momentos.
  • Ler pelo menos 1 livro por trimestre: putz eu acho que não li um livro inteiro esse ano, relaxo, bastante relaxo.
  • Sair mais com os amigos: saí com os amigos, com novos amigos, com os primos, com os colegas de trabalho, com a mãe, com as tias, enfim, saí bem mais.
  • Ser mais sociável com todos: acho que fui melhor que em 2013 mas ainda assim é uma barreira que não posso dizer que concluí.
  • Fazer a pós-graduação ganha na faculdade: eu ganhei a pós e achei que 2014 não era um ano bom pra fazê-la mas até agora não me inscrevi no vestibular 2015, tô até com medo de ter expirado.
  • Ir buscar meu diploma: eu me formei? oi? Até esqueci que tenho um diploma hahaha
  • Fazer algo diferente no Natal e Ano Novo: posso dizer que fiz algo diferente, passei na casa dos primos. Ainda não foi a virada de Ano que queria mas foi com pessoas queridas e isso é o que vale.
  • Planejar viagem ao Canadá ou outro país com a Gabi e a Nanny: acho que falamos bem pouco disso nesse ano, mas acho que não deu certo ainda de planejar porque o plano das três está bem incerto.
  • Mudar tudo aquilo que me causar mágoa, chateação, tristeza independente do comodismo que a situação me dá: posso dizer que consegui mudar muita coisa dentro de mim, tomei atitudes que ninguém esperava, fui mais firme e se não eliminei, pelo menos coloquei pra fora muita chateação e decepção.
Enfim, como podem ver eu pouco concluí em 2014, e tive bastante inícios e poucos fins e isso acho que foi em muita coisa do meu ano, não só nessas "metas". Agora é pensar bem no que realmente importa pra felicidade de 2015.

domingo, 24 de agosto de 2014

#Partiu Férias

Já fazia quase dois anos que não tirava férias e da última vez que tirei, passei os dias fazendo TCC, ou seja, férias de verdade mesmo não tirava a bem mais que dois anos. A gente vai crescendo e perdendo tempo até pra férias, um grande erro da vida. Mas enfim, já estava no meu limite de tudo, ocasionado por um tempo bem conturbado no trabalho, onde assumi várias funções e consequentemente novas responsabilidades que me pesaram mais do que eu imaginava. Um acúmulo de coisas que me fazia ir trabalhar bem cansada e chegar em casa mais cansada ainda. Sabe quando tudo influencia pro seu cansaço triplicar, até o fato de você mal ver a rua, o por do sol? Então, tava me sentindo sufocada, com desespero de não ter o dia pra respirar. Daí percebi que precisava de férias, mas férias de verdade, bem aproveitada. E para mim, férias assim você tem que viajar, pra longe ou perto, mas pra descansar o suficiente para esquecer da sua rotina, sua realidade.
Desde o começo do ano, quando tinha convicção de que ia tirar férias o mais tardar em agosto, procurei alguns lugares que gostaria de ir e a princípio queria muito ir pra fora do país porque meu maior sonho é conhecer boa parte do mundo e porque estava bem mais em conta viajar fora do que dentro do país. E nessa pesquisa, excluí a Europa e os EUA porque quero ir pra esses lugares com uma grana "folgada", e como não tinha conseguido juntar muito dinheiro, me sobrou a América do Sul. Como já conheço Buenos Aires, o Chile foi o país que me chamou a atenção, gostei de Santiago pelas fotos e ainda de quebra poderia realizar outro sonho meu de conhecer a neve.
Os meses foram passando, as férias chegando e então desisti do Chile e resolvi que ia pro sul do Brasil ou pra algum resort no nordeste (queria descanso poxa rs), mas também não resolvi com tanta certeza.
Sempre tive certeza que Deus está no comando da nossa vida e por isso o que tiver que ser, bom ou ruim, será. Então na véspera do meu aniversário, reencontrei meus primos depois de meses sem vê-los e surgiu uma oportunidade que exigiu uma coragem que eu nem tinha mas foi: soube que eles estavam planejando ir ao Chile em agosto já a muito tempo, e me convidei pra ir junto com eles já que tinha uma vaga sobrando.
Meu melhor presente de aniversário foi ter a confirmação de que tudo estava dando certo pra viagem dar certo e assim começou minha correria de praticamente um mês pra tudo finalmente acontecer.
Essa viagem foi muito incrível e me ajudou em muitas coisas na minha vida, meus primos foram gentis e ótimas companhias como sempre e me acolheram muito bem em tudo e com certeza jamais vou esquecer, tá pra sempre no coração. E por isso, hoje digo pra todo mundo ir pro Chile rs. É um país maravilhoso, cheio de lugares diferentes e legais pra conhecer, e por isso surgiu uma vontade grande em contar um pouco da minha experiência aqui no blog pra convencer mais pessoas a se divertirem no Chile!
Me inspirei tanto nessa viagem que pretendo fazer outra muito em breve e por isso criei mais uma categoria aqui no blog a "#Partiu", onde vou contar desde o começo de tudo: a mala!
Até o próximo...

domingo, 29 de junho de 2014

23 em 23

Cheguei nos 23 anos, no dia 23.
Como em todos os anos, quando vai chegando perto do meu aniversário sinto uma bad trip bem forte que me faz desistir de fazer festa, comemorar. Sei lá, chamam esse fenômeno de inferno astral e é constatado que bastante gente tem isso. Realmente não sei o que ocorre. Feliz são as crianças que se divertem com qualquer festinha onde tenha um coleguinha pra brincar e tão nem aí pro peso da idade.
Tirando o #mimimi todo de quero fazer uma festa mas não sei onde, quero comemorar mas tenho medo que ninguém vá, até que consegui festejar com poucas pessoas, porém pessoas queridas e pra vida toda.
Já listei aqui meus motivos pra amar junho, e um deles é a Copa. Tudo bem que geralmente tem jogo e do Brasil ainda, no dia do meu aniversário, o que pode dificultar ou não né, tudo uma questão de logística. Esse ano teve jogo, do Brasil e com comemoração o que me fez sentir que foi um aniversário também especial e inesquecível.
Nunca pensei que fosse receber tantas mensagens de parabéns de pessoas que não são tão próximas de mim, mas que deram um jeitinho de ir lá me desejar coisas boas. Em suma, acho que os parabéns recebidos definem bem minha fase atual, onde tenho focado bem mais no meu profissional do que no pessoal, o que ainda me confunde se estou realmente indo no caminho certo.
Fiz 23 e ainda quase nada mudou, meus sonhos continuam os mesmos, os planos talvez tenham ido pra outro rumo, a cabeça continua confusa, a "falta de" persiste junto com a alegria de sempre. Quem sabe um novo ano de vida seja também um estímulo pra tomar atitude naquelas coisas que estão estagnadas nos outros 22 anos deixados pra trás...
Só posso afirmar que o que desejei na madrugada do dia 22 pro dia 23 está se realizando. Uma notícia boa, acompanhada de muita coragem, um "espero que a minha espera também seja esperada". E assim sigo, com um só foco depois desse aniversário: férias.

Bolo dos 23: não podia faltar morangos e Fuleco #VaiBrasil

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Vida meio cheia

Andei bem sumida do blog por motivos de: vida cheia. Comecei o ano trabalhando muito, mas apesar da sobrecarga, eu tava de bem. Não dei piti na frente do chefe, não chorei de doer o coração. A fase ruim passou, graças a Deus. Posso dizer que sou uma pessoa mais serena esse ano, com mais paciência, com mais afeto no coração. Tudo de ruim que a gente passa tem uma consequencia e a minha foi essa, aprender a lidar melhor com minha vida. E continuei trabalhando muito, no horário de trabalho e um pouco além, o que me gerava um cansaço bem grande que tinha de lutar contra ele pra aceitar sair me divertir e muitas das vezes ele ganhava. Mas no fim das contas, acabei indo em todos os lugares que queria ir e tinha que ir. Tô cumprindo bem o item "Sair mais com os amigos" do meu Projeto Felicidade desse ano, rs. Revi pessoas do passado que eu gostaria muito de rever mesmo, revi algumas amigas da faculdade, conheci gente nova no trabalho e fora, saí com gente nova. Depois fui viajar pra descansar, depois fiquei doente por quase um mês, o que não me acontecia há muitos anos e por aí vai...é assim que meus dias estão sendo ocupados.
E apesar da minha vida nesse ano estar bem cheia ainda sinto uma parte bem vazia que não me tira o pensamento de que é difícil se livrar do passado quando ele foi bem mais prazeroso, quando você acha que viveu bem mais o passado do que o presente. Dentre tudo que tem acontecido na minha vida tenho sentido muita falta de algumas amizades que queria muito que voltassem ou de novas amizades como as de antes, pra me fazer ter mais histórias pra contar. Falta-me coragem pra retomar algumas pessoas e novos ares pras novas.
Mas sabe do que mais sinto falta? Das amizade com homens que eu tinha no ensino médio, sem malícia, sem maldade. Não tinha ninguém ali dentre meus amigos que se um dia quisesse ficar comigo e eu não, iam me ignorar pra sempre. Aliás, que eu saiba ninguém quis ficar comigo ali (que eu saiba, pq né recentemente descobri que um carinha morria de amores por mim e sequer demonstrava um interesse). Mas enfim, eu sinto falta desses amigos, que me tratavam com carinho, com cuidado, que me deram conselhos que me fizeram chorar por ciúmes e que hoje me fazem chorar por saudade em não tê-los mais comigo. Cansei de ser o rostinho bonito que uns caras aí querem pegar e depois tchau, cansei de conquistas baratas que rendem apenas uma conversa e depois só uns 'Ois' acompanhado de falta de coragem, ou então umas longas conversas pra chegar no ponto X da questão e depois de entender que você não quer o X, e sim o Y, resolver te ignorar como se fosse uma vingancinha barata como todo cara de certo nível faz. Até porque eu acho que nunca me coloquei na posição de quem demonstra interesse, se insinua, provoca, acho que não é pedir muito um pouco mais de conquista. Quero amigos que me encantem, que me entendam, que me façam rir, que sentem e conversem, que topem sair comigo numa boa e não em troca de um beijo. Quero amigos que podem sim virar namorados, mas que primeiro de tudo sejam meus amigos sem segundas ou terceiras intenções tão explícitas. Quero meu passado de volta, reviver o melhor ano da minha vida. Não me perdoaria se perdesse essas pessoas pra sempre por uma simples falta de coragem.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Projeto Felicidade 2014

Pensei, pensei, pensei no que eu queria fazer num novo ano e visitando o blog da Bia, lembrei do tal "Projeto Felicidade" que é um livro que ela leu, resenhou aqui e adotou pra vida dela e desde que li seu post sobre, fiquei com vontade de ler e "seguir" essa filosofia que o livro prega. Afinal a gente perde muito tempo com preguiça, cuidando da vida dos outros, e caindo no ócio. Confesso que desperdicei muito tempo do meu 2013 por causa de preguiça e desânimo, não me preocupei em ser feliz, em fazer coisas que sempre me fizeram bem. E então na virada de ano bateu uma forte vontade de reverter essa situação, de fazer do meu ano, um ano com mais horas em pé do que deitada dormindo.
Assim, achei bem mais apropriado nomear as metas de 2014, como "Projeto Felicidade 2014", soa bem mais leve, sem sentido de imposição e tensão que a palavra "meta" traz.
Vamos lá ao meu "Projeto Felicidade 2014" :)


  • Tirar carta: hahaha volta pra listinha, esse ano vaiiiiii! Meu irmão conseguiu comprar um carro e minha tia está praticamente aposentada e isso significa que vou ter um carro a disposição pra me estimular mais!
  • Cursar inglês: de volta também. Acho que vou ter que cumprir pra poder cumprir o desejo de ir cursar no exterior.
  • Ir visitar a Bia: tirei o Brasília porque o que vai valer é a gente se encontrar aqui, lá, sei lá, em algum lugar.
  • Continuar participando de alguma causa social só doando ou ativamente: me esforçarei mais para participar ativamente.
  • Viajar à lazer: já estou planejando uma viagem pra "salvar" meu dias extras do trabalho e outra pra minhas férias.
  • Tirar passaporte: é esse ano vaaai! Quem sabe a viajem das férias não se torna internacional né?
  • Projeto 2,00 por semana: descobri essa forma de guardar dinheiro e quero seguir pra poder conseguir comprar coisas maiores em curto prazo, tipo um carro, apartamento.
  • Me empenhar mais no meu trabalho: já que estou no barco, favor fazer o possível para mantê-lo flutuando.
  • Visitar o Scot todos os dias: ano passado fiquei muito desleixada com ele, e ainda assim ele me ama rsrs. Passava dias sem ir vê-lo a noite em troca de ficar dormindo.
  • Levar o Scot pra vacinar: essa teve que voltar pra metas, tenho muito que cumprir. São Francisco tá sendo muito bom protegendo-o de doenças que poderia ter por falta da vacina.
  • Começar a pagar minha conta de celular: porque nunca é tarde pra criar vergonha na cara.
  • Deixar minha casa mais confortável: quero pegar firme nesse projeto, acho que passou da hora de termos um sofá gostoso, uma tv legal, uns armários bons que caibam tudo o que está espalhado, sentir feliz com a casa.
  • Praticar alguma atividade física: por muito pouco não me matriculei no pilates essa semana, vamos ver se semana que vem vaaaai.
  • Ouvir mais música: por incrível que pareça em 2013 quase não ouvi música, e me faz tão bem ficar viajando na letra e ritmo das músicas, preciso voltar com isso.
  • Ler pelo menos 1 livro por trimestre: é pouco eu sei, mas quero recomeçar a gostar de ler e tem que ser aos poucos.
  • Sair mais com os amigos: deixei muito de lado os meus amigos no ano passado e não gostaria de repetir isso, fora que preciso ter vida social extra-trabalho.
  • Ser mais sociável com todos: do tipo puxar conversa, se interessar mais pelo próximo.
  • Fazer a pós-graduação ganha na faculdade: eu acho que ganhei uma pós a distância por causa da minha nota no ENADE, essa meta inclui ir atrás disso antes de mais nada.
  • Ir buscar meu diploma: também teve que virar meta haha.
  • Fazer algo diferente no Natal e Ano Novo.
  • Planejar viagem ao Canadá ou outro país com a Gabi e a Nanny: estamos falando disso a anos, tá na hora de acontecer.
  • Mudar tudo aquilo que me causar mágoa, chateação, tristeza independente do comodismo que a situação me dá: taí a principal meta de 2014 e a que com certeza vai fazer a minha vida bem mais feliz, me fazer voltar a ser Larissa.
No ano que vem eu volto pra falar que cumpri tudo, tipo alcancei a felicidade  :)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Metas 2013

Sempre fui contra ficar planejando a vida. Acho que o lado paterno da família me fez ter a cabeça assim, meus primos sempre vivem o hoje, mesmo que estejam ferrados de grana tão indo pra praia. E sabe, as vezes eu acho eles tão errados e as vezes eu acho tão certo. A gente nunca sabe o dia de amanhã, então pra que ter tanta segurança? Acho que na verdade não existe certo ou errado. Cada um vive da forma que acha que está bom pra você. As vezes dá vontade de largar tudo e ir pro exterior, mas ainda não consigo. Tenho o bichinho da insegurança que me faz pensar na questão financeira, e outras dificuldades. As vezes queria me desprender disso. Mas enfim... 
No ano passado, frequentando blogs, resolvi fazer duas listinhas pra tentar organizar melhor minha vida, já que eu não estaria mais estudando e teria tempo livre, mas nada tão planejado nivel "virei chata" ou que se descumprisse ia ficar me punindo mentalmente. 
Uma foi a de "Metas do Ano", a outra foi a de "Compras" onde separei uma coluna com "Coisas que eu quero" e a outra com "Coisas que eu preciso", e aí tive que saber ponderar bem se eu precisava mesmo ou não e confesso que fiquei feliz em saber que mesmo tendo comprado muita coisa que eu queria, comprei a maioria das coisas que eu precisava, só ficaram para traz coisas mais caras tipo o concerto do meu notebook e móveis pro meu quarto.
Bom, vamos a lista de "Metas 2013", dá até vergonha postar do tanto de coisas que não cumpri, mas vamos lá:


  • Tirar carta de motorista: ééé não tirei, não tive vontade de tirar, fui estimulada pelas minhas primas, mãe e tias, mas não fui nem me matricular.
  • Cursar inglês: olha até tentei fazer aulas com um professor particular, mas ele morava muito fora de mão e meu pai não quis me levar, eu também não queria mais ir, fiquei de ir numa escola mesmo ver os valores e não fui.
  • Ir à minha colação de grau: sei lá, tive medo de não dar certo de colar grau, faltar algum documento, essas coisas, mas consegui ir e finalmente me formar :)
  • Ir à minha festa de formatura: neste caso, como tava passando por um momento tenso devido ao meu emprego, fiquei com gastrite atacada e senti um leve sintoma de fobia de gente, igual que tive uma vez no passado, mas daí estava cercada de tantas pessoas queridas que fui numa boa e curti!
  • Ir à Brasília, casa da Bia: não deu :( esperei juntar dinheiro e férias quando tinha dinheiro ficou tudo muito em cima da hora e não tive uma folguinha sequer e a Fer não pode ir também.
  • Desenvolver layout pro blog: ééé esse cumpri mais ou menos, fiz um logo, arrumei umas aplicações, mas falta pegar firme e voltar de verdade ao meu tempo de web designer
  • Participar de alguma atividade social, seja só doando ou participando ativamente (não vale só o Boldrini): no caso, o Boldrini é referente a um especial que tem na emissora que trabalho. Consegui cumprir também, desde que fui contratada tenho doado para ONGs que cuidam de animais, e também senti que esse ano foi o ano que mais contribuí para o especial.
  • Viajar: ir pra Hortolândia conta como viagem? hahahahaha aiai preciso especificar melhor esse viajar nas metas 2014. Fui pra São Paulo umas quatro vezes, três delas a trabalho. Mas viagem de lazer não fiz nenhuma.
  • Tirar passaporte: não, nem cogitei muito isso em 2013.
  • Fazer curso de inglês de um mÊs no Canadá (pode ser em 2014): na-na-ni-na-não, acho que devia ter colocado pode ser até 2020.
  • Economizar 100,00 por mês desde fevereiro: consegui além! Juntei 100,00 desde janeiro mesmo \o/
  • Emagrecer até chegar nos 62kg mais ou menos: hahahahaha só engordei, fui parar nos 68kg, mas estou voltando pros meus 66kg de sempre.
  • Fazer algum curso além do inglês: até procurei no Senac e em outros lugares mas não encontrei nenhum do meu interesse e de fácil acesso.
  • Aprender mais sobre o que eu trabalho: vou dizer não, porque não me empenhei muito para devido a minha grande troca de funções no ano.
  • Ajudar mais nas tarefas de casa: ajudei mais que em 2012, cuidei toda semana da área do meu cachorro, limpei meu quarto algumas vezes, lavei mais louça, cozinhei mais.
  • Jogar fora e organizar tudo o que não preciso e o que preciso respectivamente: isso devia ser lei, não meta. A gente junta tanta tranqueira né? Arrumei uma parte do meu guarda-roupa e saíram alguns vários sacos de lixo reciclável.
  • Montar um álbum de fotos decorado (scrapbook): não fiz, faltou vontade em ser criativa.
  • Fazer pilates ou outra atividade física: até comecei a fazer uns exercícios de pilates em casa, mas só no final do ano e confesso que gostei. Mas não vou dizer que cumpri essa meta porque não levei a sério.
  • Passear mais com o Scot: meu bichinho passeou mais que em 2012 sem dúvidas, mas ainda assim é pouco.
  • Ir a um show do Jota Quest: eu amo a banda e sempre gosto de lembrar que o show deles me faz lavar a alma, fora que sempre ocorre alguma coisa memorável rs. Mas não fui por desânimo.
  • Levar Scot pra vacinar: tô enrolando tanto que teve que deixar de ser obrigação e virar meta, mas ainda assim não levei, por preguiça mesmo.
  • Encontrar alguém: olha eu não encontrei ninguém, continuo solteira e acho que o ano não pedia para que eu encontrasse alguém.
  • Conhecer pelo menos 10 pessoas novas: bom essa eu cumpri melhor que todas as outras, conheci umas 30 novas pessoas graças ao meu emprego e família.
Fimmm das metas bem mal cumpridas de 2013. Vou pensar agora nas de 2014 e vamos ver se meu desempenho sai do vermelho.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Vai tarde 2013

Cá estou eu no último dia do ano. E como sempre, gosto de fazer aquele balanço sobre o ano que vai ficar no ontem. Aliás acho que boa parte da população faz isso.
Esse ano fiquei em casa na virada, só eu e minha família, parte porque quis outra parte porque não tinha opção mais atraente mesmo. E como sempre, nos prometemos que ano que vem, ou melhor, esse ano, vamos pra algum lugar diferente. É ver pra crer.
Se disser que 2013 foi um ano péssimo estarei mentindo, mas se disser que foi um ano ótimo também estarei mentindo. O que posso dizer é que não foi um ano fácil pra mim, engoli muito sapo, e ainda tenho na memória toda chateação que sofri. Devo agradecer a Deus por ser chateações pequenas e mais relacionadas ao meu trabalho mas que tem uma solução ainda. Apesar disso, uma vez uma amiga me disse que não devemos nos culpar por ter um problema pequeno e se magoar tanto com ele perto de muita gente que está numa cama de hospital por exemplo. Ela disse que Deus escuta as dores de todos e cada um tem o direito de achar que a sua dor é realmente uma dor. Isso me alivia bastante quando paro pra pensar no tanto que chorei nesse ano por causa do meu emprego.
Aliás, meu emprego fez o meu ano todo. Meu psicológico ficou tão ligado a isso que me perdi.
Comecei 2013 com incerteza e angústia se eu ia mesmo ficar no meu emprego, e daí me noticiam que iam me contratar temporária por 3 meses, me chateio e continuo com angústia. Até que vem a segunda e mais frustrante notícia de que eu ia cobrir férias de uma secretária, e foi tudo em tom de ameaça, impondo que eu aceitasse. Só Deus sabe o porque eu aceitei, só Deus me deu força naqueles dias em que eu chorava até me faltar lágrimas, me senti em partes humilhada por estar ali principalmente no dia em que meu antigo diretor convidou todo o departamento para dar uma notícia e me esqueceu ali na função de secretária.
No meio disso tudo, colei grau e confesso que achei que ia me emocionar mais, mas sei lá eu tava vivendo um turbilhão de coisas na minha cabeça por causa de um emprego, não tinha mais o mesmo ânimo. Depois tive festa de formatura do meu primo, foi linda, mas também me mantive quieta com o estômago estranho. Depois a minha festa de formatura, onde consegui aproveitar bem, dançar com as amigas, curtir mesmo a festa e fiquei feliz comigo por causa disso, no meio de tudo e consegui ter ânimo pra mim por uma noite ao menos. Senti uma sensação muito boa na festa.
Voltando ao meu emprego, a história de contratação me sugou até o fim de maio e em junho finalmente me contrataram, uma pena não ter conseguido expressar uma plena felicidade com a notícia ou ter considerado uma conquista, foi tudo tão difícil tão dolorido, aguentei muita coisa, muita gente, não consegui elevar meu ânimo.
Segui em frente, com alguns dias de empolgação em minha nova função. Mas até o fim do ano, descobri que não sinto mais aquele frio na barriga ao entrar no escritório e uma vez ouvi de um ator (não lembro qual, mas acho que vários falam isso), que o frio na barriga que sentimos antes de abrir uma porta é sinal de que amamos o que fazemos, quando o frio acaba, torna-se obrigação. E especialmente em dezembro, me senti obrigada a ir trabalhar. Especificamente uma pessoa, que antes até tinha um sentimento de consideração, acabou com todo aquele desejo de continuar na empresa por amar descobrir coisas novas a cada dia, pois a cada palavra que eu tento dizer levo uma apunhalada como se eu fosse a errada da história, fui obrigada novamente a aceitar fazer uma coisa que eu não queria e ainda ouvi muita coisa absurda por expressar o porque não queria. Hoje, não sinto a menor vontade de voltar a trabalhar, cansei de algumas pessoa de lá, cansei de ouvir calada, cansei do monopólio todo que é a empresa sem valorizar os funcionários que realmente merecem, cansei de imaginar no quanto vou ter que esperar pra receber um aumento salarial e me dói só de pensar que nunca vou poder pedir esse aumento já que tudo que falo sou recriminada e desmerecida, cansei de egocentrismos, cansei de me acabar psicologicamente por causa de um emprego. Se tudo fosse diferente, seria o emprego dos sonhos pra uma recém-formada em publicidade, quem sabe outra pessoa aguente e tenha mais ânimo.
Mas sabe que essa novela toda com meu emprego me fez perceber que sou mais persistente do que imaginava e que aguento um fardo pesado que eu desejo nunca mais carregar, mas se um dia precisar, estarei lá com a força necessária. Se em 2014 tudo acabar por mim ou por decisão do meu chefe que já percebeu meu nível de descontentamento com tudo, e sei que se um dia sentar pra conversar francamente com ele, com ele bem quer, não volto mais no outro dia, não por falta de respeito, mas porque ele vai saber que posso não saber o que quero da minha vida, mas sei bem que não vou querer ser aquilo por mais um mês. Lamentarei pelas amizades que construí, pelos contatos com as pessoas do Brasil todo, pelo reconhecimento e carinho que conquistei ao longo de quase 3 anos e até pela própria empresa que poderia ser melhor se soubesse dar reconhecimento a quem realmente merece e aí não digo por mim.
Pedi a Deus pra iluminar bem minha cabeça e me fazer ter a decisão certa na hora certa, mas confesso que surgiu uma oportunidade no fim do ano passado que tem me feito cócegas de querer que dê certo logo, mas dessa vez não vou sofrer esperando algo, vou deixar rolar como fiz na última vez que quis mudar de emprego. Não tenho certeza ainda se quero mudar, mas olho pra grama do vizinho e vejo ela mais verde.
Pra não dizer que só circulei em volta do meu emprego, minha família esteve mais unida, tivemos pelo menos uma festa por mês, nos vemos bem mais que no ano passado, e isso só seria melhor pra mim se eu soubesse aproveitar. Estive ausente em conversas, em risadas, em quase tudo. Se eu não fosse nas festas, talvez nem notariam minha ausência física de tão sem sal que fui. 
Estive assim também com as amizades, tanto faz como tanto fez, se me mandassem mensagem eu respondia, se não, também não me importava em mandar um "oi" sequer. Recusei alguns convites de saída por falta de ânimo, várias vezes preferi meu quarto a uma saída  com gente que eu gosto, várias vezes lutei contra essa falta de ânimo e insisti em me arrumar e sair.
Me culpo muito por ter me deixado abalar tão fortemente por causa de um emprego. Mas daí também começo a lembrar dos meus últimos anos e noto que ainda não me recuperei da morte da minha avó, onde minha vida mudou mas meu psicológico mudou muito mais e olha que já faz três anos.
Nesse ano tão pra baixo, não empolguei a ir em muitos lugares, mas experimentei shows diferentes como Marisa Monte, Naldo, rodeio com Claudia Leitte, e devo ter ido ao menos uma vez no teatro. O resto do lazer foi indo comer em algum lugar ou em shoppings, aliás, meu psicológico abalado resultou no ano mais consumista da minha vida. Comprei roupas e sapatos como ninguém, aliás foi algo do tipo em 2012 tinha 5 sapatilhas, em 2013 terminei com 15, bijuteria, maquiagem, esmaltes, coisas pra casa, coisas pra minha mãe, presentes, enfim, gastei mas em nenhum mês estourei meu cartão, pelo contrário, até consegui guardar um dinheirinho com essa história de contrata-descontrata-contrata. Como disse uma vez pra minha mãe, tava tudo tão difícil que adotei como lema: "gastar pra ter motivação em ir trabalhar".
Se tem uma coisa boa que 2013 deixou pra 2014 tenho certeza que foi o desejo de mudança, ou o poder da mudança. Graças a Deus os meus problemas de emprego consigo solucionar mudando de emprego, mesmo sabendo que em qualquer emprego terei chateações, mas talvez isso renove meu ânimo. Aos problemas que me magoaram pelo meu jeito de agir, como na falta com a família e os amigos, também consigo solucionar tendo um mês de férias bem aproveitadas e indo a um psicólogo. De resto só tenho a agradecer pela paciência de todos queridos amigos e parentes comigo nesse ano, ninguém sabe realmente o quão triste passei o ano, não me abri com ninguém por achar que poucos entenderiam como um momento difícil, mas mesmo assim estão ao meu lado.
Também não vou ser totalmente ingrata a 2013, houve momentos bons sim, como a emoção do meu pai na minha colação, ou os momentos com meu priminho mais novo que é um encanto de criança sempre com sorriso no rosto.
Aproveito que é novo ano e vou fazer como a maioria da população, vou começar um novo ano com a cabeça aberta pra uma nova vida, sem muita esperança ainda, disposição também não, mas com vontade de fazer as coisas que irão me reacender pra vida. Não tenho outro plano além do voltar a ser Larissa, vulgo alegria, e fazer uma viajem de descanso. Vou me policiar pra não começar um dia lamentando pro ter que ir trabalhar, talvez se eu começar melhor, meu emprego fique melhor e eu nem queira mais mudar.
Como dizem: quando o sol nasce, nós temos o poder de decidir se o dia vai ser bom ou ruim.
É isso aí, pra não perder o costume, se 2013 coubesse em uma palavra, essa palavra seria: pesado.
Feliz, feliz ano novo!