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quarta-feira, 29 de julho de 2015

#Partiu Chile: Dia 9 + Dicas de lembrancinhas

Praticamente último dia da viagem já que o último dia mesmo a gente se dedica à fechar a mala e correr pro aeroporto.
Na verdade, eu sinto que esse nosso nono dia em terras chilenas foi um pouco perdido. Mas sei que não tivemos culpa afinal era a primeira viagem em grupo então não soubemos nos organizar muito bem, o que é natural e compreensível. Por outro lado, estávamos um pouco cansados já, então talvez não tívessemos tanto pique assim pra aproveitar alguma atividade intensa. Depois vou fazer um post com o que gostaria de ter feito/conhecido no Chile.
Não me lembro bem se foi no dia 8 ou no dia 9 que cogitamos assistir a famosa troca de guardas no Palacio La Moneda. A troca ocorre em dias pares ou dias ímpares, depende do mês/ano. É algo muito tradicional em Santiago e recomendado para qualquer turista, já que faz parte da cultura do país.
Nós não assistimos a troca por motivos de: não acordamos. hahaha Assim, particularmente, eu gostaria de ter visto ao vivo mas não era algo imperdível em nosso roteiro.
Então no dia 9 partimos para a famosa Bairro Paris-Londres. Em todos os blogs e até no livro que ganhei (Santiago para Brasileiros) indicavam esse bairro como uma atração turística em Santiago.
É bem fácil chegar lá, só descer na estação Universidad de Chile e caminhar um pouquinho. Fica próximo ao Cerro Santa Lucia.
Ao chegar no cruzamento das ruas Paris e Londres você já entende o porque do nome. É um pedacinho da Europa em Santiago. A arquitetura, os cafés, remetem muito bem ao estilo europeu, porém é só um pedacinho-inho-inho mesmo. Achei bonito, legal, mas esperávamos que tivesse alguma atração a mais lá. Por isso, se você fizer uma viagem curta para Santiago, não lamente se não conseguir ir até Paris-Londres, não é algo imperdível. Deixa pra quando for em Paris ou Londres mesmo rs.

Bairro Paris-Londres
Como não tínhamos planejado mais nada pra fazer e faltava todo mundo terminar de comprar as lembrancinhas, partimos rumo ao Bellavista, a pé mesmo.
No caminho, passamos por um parque que eu acho que é o Parque Florestal, como só passamos por ele, não vimos qual era, mas ele é bem grande e estava bem frequentado. No dia, o parque tinha atrações para crianças (se não me engano era Dia das Crianças lá), tava todo colorido, bem bonito.

Parque Florestal
No BellaVista tem a feirinha e também Pátio Bellavista que já comentei aqui. Eles oferecem inúmeras opções de lembrancinha, desde bijus (todas em banho de prata mesmo) com a famosa pedra Lápis Lázuli até os mais tradicionais como camisetas, canetas, etc. E claro, também são inúmeras opções de preço rs. Na feirinha encontrei bijus mais baratas porém não tão bonitas/bem acabadas quanto no shopping. Mas se prepare, as coisas não são baratas. Uma lembrancinha humilde não sai por menos de R$20,00 (se tem a família grande e bastante colegas de trabalho como era o meu caso, esse valor é um pouco alto). Eu sei que correr atrás de lembrancinha é uma coisa meio chata/perda de tempo, mas ao mesmo tempo é tão assim lembrancinha mesmo, tanto que, eu pelo menos, só trouxe coisas pra quem eu realmente queria muito que estivesse lá comigo. No fim, eu achei que comprei tudo errado as lembrancinhas, queria ter comprado mais coisas mas não ia caber na mala. Essas preocupações paralelas, sabe. Brinco até hoje com minhas tias que não trouxe um enfeite de estante pra elas porque é pra elas voltarem lá buscar rs. Preciso adotar uma tática de lembrancinhas pra próxima viagem.
E depois no fim, ao anoitecer, passamos no KFC pra comprar um "balde" de franguitos e comê-los no apê. Talvez depois disso ficamos jogando baralho, mas como já faz um ano que ocorreu a viagem, minha memória tá meio ruim rs.
Então assim termina nosso penúltimo dia, um dia meio "vago" porém deu pra resolver nossas últimas pendências da viagem. Nos restava agora arrumar as malas e se preparar para o Adióssssss!


Dicas de lembrancinhas do Chile:
- Bijus com a pedra Lápis Lázuli
- Cachecol/Manta com a lã da Alpaca
- Lenços/Pashminas: encontrei umas pashminas com estampas e tecido que aparentavam ser algo bem exclusivo de lá
- Acessórios em cobre: o cobre é algo bem típico do Chile
- Copinhos de shot com estampa chilena
- Casinhas decorativas de Valparaíso: comentei aqui das casinhas bonitinhas que tem lá
- Acessórios com a Alpaca: muito amor por essa "lhama" chilena! Trouxe caneta, imã de geladeira e se pudesse teria trazido uma de verdade haha
- Artesanatos locais: o artesanato que encontrei por lá não me pareceu ser algo típico, pareceu muito com artesanato boliviano/peruano, enfim, são bonequinhos bem rústicos que parecem ter sido feitos de barro
- Pedras locais: lápis lázuli, uma verde água e uma cinza brilhante, são as que eu lembro.
- Vinho: mais típico que isso é impossível haha e tem que trazer mesmo já que o preço e qualidade são bem amigos. Só é ruim pra transportar na mala.
- Cosméticos chilenos: comprei esmaltes da marca Petrizzio e me arrependi de não ter trazido mais, são ótimos e poderia ter dado de presente também.
- Guloseimas: eles tem uma marca de bolacha muiiiito boa, a Costa, vale super a pena trazer uns pacotes. E tem outras guloseimas também como um chocolate que tinha uma camada de marshmallow e outra de caramelo e que não lembro o nome mas tem em qualquer "vendinha" de lá.
- Lembrancinhas tradicionais: camisetas, chaveiros, imãs, bandeira, essas coisas que temos em qualquer canto e que são legais também. Apesar de eu preferir trazer algo mais típico do local.

domingo, 26 de julho de 2015

#Partiu Chile: Dia 8

Para variar só mais um pouquinho: era praticamente o fim da viagem e nosso pique tinha diminuído, e por mais que quiséssemos aproveitar muuuuuuiito não conseguíamos, então acordamos tarde na sexta-feira. Tomamos um café reforçado e fomos pegar um metrô rumo ao centro de Santiago.
Como nos primeiros dias demos uma passada rápida na Catedral, quisemos voltar e explorar um pouco mais da sua beleza. Aproveitamos e fomos ao mercado central, pois meus primos queriam comer a famosa Centolla chilena. Particularmente, eu não sou fã de "mercadão" porque sempre cheiram peixe e eu odeio muito peixe, fora que são sempre lotados de gente. Porém podem ser um lugar muito interessante por carregar a cultura real do local. 
Não achei nada demais no mercadão de Santiago, a não ser o fato de que se você quiser uma centolla fresquinha, tem que ir lá mesmo. O único problema é que esse "bicho" gigante não é barato, (cerca de 80 mil pesos para 4 pessoas) então esteja preparado. Fomos num lugar lá onde era um pouco mais em conta e que minha prima já tinha comido num dia anterior. Eu não curti muito o lugar não, achei bem sujinho, fora que pedi um frango a passarinho e parecia que tinham colocado uma pomba frita no meu prato. Além do mais, o cara começou a tirar as patas da centolla e voou caldo pra tudo quanto é lado, inclusive no meu prato. O que me fez parar de comer, porque sou dessas, cheia dos nojinhos quando o assunto é peixe e derivados. Meus primos disseram que a centolla tava boa, mas que devem existir melhores rs. Não guardei o nome do restaurante, mas chegando lá no mercadão você é abordado por uns 200 mil caras que ficam na porta dos restaurantes praticamente te empurrando pra dentro coisa bem chata viu Chile? e então escolha o que te agradar mais.


Já disse aqui que quando se viaja em um grupo com umas 6 pessoas, como era nosso caso atual, não se faz nada rápido. Então nossa ideia inicial era dar uma passadinha no centro e partir rumo ao Mall Sport já que meu primo queria muito surfar na tal onda artificial. Porém demoramos um pouco mais do que o previsto e acabamos chegando no shopping no fim da tarde.
O Mall Sport é um shopping grande voltado ao universo dos esportes mesmo, então tem marcas pra todos os tipos de esporte. Queríamos ter ido nele mais no início da viagem, pra sobrar uns dias pra irmos até Chillán, mas acabamos desistindo de Chillán por motivos de R$ e de lonjura também. O grande porém é que o shopping era um pouco longe de onde estávamos hospedados. Sabíamos que era longe porque passamos por ele nas duas vezes que fomos esquiar, mas não esperávamos que o metrô não chegaria lá. Fomos orientados a descer em Los Dominicos e de lá pegarmos um ônibus. Então ao encontrar um ponto de ônibus, perguntamos pro motorista se passava lá perto e deu certo. Descemos bem próximo ao Mall.
O shopping é bem diferente e vale super a pena conhecê-lo por mais que você não seja fã de esportes. Lá dentro tem pista de patinação no gelo, paredes de escalada, arvorismo, dentre outros. Fora a variedade de lojas. Não posso afirmar se é mais barato/caro porque nosso interesse não foi comprar (apesar de eu quase ter comprado um moletom por causa do frio muito frio que tava lá), mas acredito que pela variedade de lojas há sempre uma promoção ou outra pra aproveitar. E como sou a loca da decoração/merchan no PDV, achei tudo muito lindo e bem decorado, diferente de tudo que já vi no Brasil. Fiquei bem encantada com isso em mais um shopping de Santiago.
Mall Sport por dentro

Pista de patinação no gelo do Mall Sport

Nosso objetivo era o meu primo ir na tal onda artificial, então partimos pra área externa do shopping. Bom, a onda funciona quando tiver no mínimo 3 pessoas pra participar da "brincadeira". O problema é que como chegamos no fim da tarde, pegamos a última turma e como tava muuuuuuito frio, não tinha formado mais nem uma outra. Meu primo queria muuuuuito ir então convocou seu irmão e ele foi, morrendo de frio e quase desistindo mas foi. Você pode me perguntar: mas vocês não estavam em 6? E o resto? Bom, o resto arregou, ninguém queria se molhar e todos com medo de levar capotes incríveis hahaha. Faltava apenas uma pessoa que surgiu lá não sei da onde.
A brincadeira não é muito barata e é curta. Meus primos pagaram 40 mil pesos cada para "brincar" por meia hora. Se tivesse mais pessoas o tempo ia ser maior, mas nada que ultrapassasse 40 minutos. O que é bem relativo, já que se tem mais pessoas o tempo é dividido em mais partes também. 

Onda artificial

Primeiro você coloca a roupa de surfista, pega sua pranchinha e vai pra aula no solo. Depois ligam a tal onda no fraco e começam as primeiras "manobras" ainda deitado de bruços na prancha. Tudo com um supervisor orientando o que fazer, a hora de ir mais adiante pra dar vez pro próximo coleguinha, essas coisas. Depois começam as manobras em pé e a onda mais forte. Eles mudam a força da onda de acordo com o desempenho dos participantes. É bem legal, mas obviamente que você não surfa a valer, até porque pode se quebrar todo né haha, mas é divertido.

Meus primos disseram que nem sentiram frio por conta da adrenalina e que valeu super a pena! Acho que é uma experiência única e nós que estávamos como mero espectadores ficamos vibrando por eles e querendo ir também haha.
Depois sentamos lá na lanchonete BBQ que fica bem ao lado da onda, pra comer (eu tava sem almoço néam). E então comemos o melhor hamburguer e melhor batata frita (e melhor suco) de Santiago! Sério, o atendimento é péssimo, uma má vontade com uma demora gigante, mas vale super a pena! Tava delícia! Foi o pior atendimento e a melhor comida de Santiago, pode isso Arnaldo? Fora que o ambiente tem uma decoração bem descolada, skater, no banheiro tem até tevezinha gente! Super cool o lugar!
Como já eram umas 21h, pra voltar pra casa foi meio problema. O lugar é meio isolado e não tem metrô perto. Estávamos sem o Bip! abastecido então pra pegar ônibus o motorista ia ter que nos dar uma carona. Tentamos táxi, mas tava difícil alguém parar, todos cheios. E sinceramente? Eu não lembro como conseguimos chegar no apê hahaha! Lembro que tínhamos desistido do ônibus e fomos andando na avenida do Mall e não lembro se conseguimos um táxi ou se chegamos a pé na estação mais próxima rs. Um conselho: volte do Mall antes do anoitecer, a região é um pouco deserta sem muitas opções de transporte.

Próximo e penúltimo/último dia: comprinhas e o que mais vamos fazer?


quarta-feira, 22 de julho de 2015

#Partiu Chile: Dia 7

Aiai, a um ano atrás eu estava morrendo de ansiedade. Faltava apenas uma semana pra embarcar na realização de um sonho ou melhor, de vário sonhos. Estava um pouco nervosa também já que não tinha hospedagem definida e algumas dúvidas na minha cabeça. E hoje tô eu aqui cheia de saudades e sem planos de viajem #triste.

Vamos a parte gelada bem gelada da viagem? haha
Como havia chovido boa parte da quarta, o tempo estava maravilhótimo para esquiar! Quando a neblina permitiu, conseguimos ver as cordilheiras lindas e brancas. Partimos para Valle Nevado com a agência que fechamos lá perto do Cerro San Cristóbal. 
Bom, eu precisava alugar somente calça, já que tinha escolhido não esquiar novamente. Nessa agência, eles até alugam, porém o atendimento é pior que péssimo. Fora que as roupas estavam bem danificadas e fedidas. Perdi a paciência, não encontrava calça do meu tamanho, e decidi que ia pagar mais caro mas que ia ser mais feliz se alugasse no Valle mesmo.
Dessa vez fomos em um ônibus, e achei que foi bem mais tranquilo no que se trata em "sentir as curvas". O estômago não embrulhou, a cabeça não girou rs. Pegamos uma estrada um pouco lotada, já que o tempo tava bom, e cheia de neve, o que nos fez parar para o motorista colocar correntes. Nessa parada já pude sentir a neve de verdade! Tava bem fofinha igual imaginamos quando assistimos aqueles filmes americanos rs.
Chegando em Valle Nevado, pude sentir que estava realmente em uma estação de esqui. Diferente do que aconteceu em La Parva. Aluguei minha calça linda e bem quente rs, paguei caro (não lembro quanto mas era quase o dobro do que ia pagar na agência). Esperei meus primos se equiparem e fomos lá em direção as cabininhas para subir a montanha. 
Não subi a montanha e sinceramente, me arrependi. A estação é linda, nessa valia a pena pagar caro só para curtir a vista mesmo, já que tava bem cheia de neve!

Neve, muita neve!!
Não sei se é verdade ou não, mas a informação que tive é que quem não estava com equipamentos de esqui/snow não podia subir a montanha já que não ia descer esquiando. Mas enfim, fiquei receosa também porque o Valle não tem pista fácil pra iniciante sabe, e tendo em vista meu fiasco na primeira vez, arriscar novamente talvez não fosse uma boa escolha haha.
O restaurante onde fiquei. "Primeiro piso" do Valle Nevado.

Fiquei lá no "primeiro piso" só aproveitando o visual, afinal quando nessa minha vida vou poder comer crepes (quase congelados mas blz) com uma montanha de neve ao fundo?  

Meu crepe delícia e muuuuuita neve

Tentamos amizade com uma hermana argentina que tava ficando com um brasileiro, mas não dei muita bola não já que quando disse: "olha é linda essa paisagem, neve é muito legal né?", ela respondeu: "si, pero es nieve". Pra mim aquilo era demais, pra ela não, aquilo era normal. 
Foi entardecendo e o frio foi pegando. Resolvemos entrar na recepção da estação pra ficar lá no quentinho. Tava tão agradável aquele sofá que eu dormi por umas longas 2 horas hahaha. Sério, quem sai do seu país sem neve, vai pra uma estação de esqui e dorme? hahaha Depois fala que não tem sono, ah tá (Mas a noite eu não tinha muito sono mesmo).
Fomos embora umas 17h pra não pegar mais trânsito do que o normal e tivemos um pequeno problema com os ônibus. O cara mal educado da agência havia trocado os ônibus e feito a maior confusão. Eu sei que no fim nos estressou um pouco e tivemos que voltar pro mesmo ônibus que fomos. Não indico essa agência. Não guardei nada com o nome dela, mas é uma próxima ao Cerro San Cristóbal, onde tem um brasileiro que fica lá oferecendo os pacotes conforme comentei no Dia 6.
No fim do dia, estávamos todos mortos (menos eu que tinha dormido haha) e não saímos mais. Ficamos no apê decidindo os próximos dias.

Valle Nevado
A dica que posso deixar é: se tiver que conhecer uma única estação de esqui, vá ao Valle Nevado, mesmo que você não esquie, é a estação mais bonita e aparentemente mais cheia de neve já que fica bem no alto da montanha. 

Próxima parada: surf

#Partiu Chile: Dia 5 - UPGRADE

Nosso quinto dia no Chile foi tão cheio de coisas que eu acabei esquecendo que bem a noite fomos a um bar e ele não poderia ficar de fora desse diário de viagem, porque foi algo diferente no país estrangeiro.
Bom, por volta das 23h resolvemos sair em busca de algum bar para aproveitarmos até o fim de mais um dia. Sono pra quê minha gente? Tem que aproveitar até o fim do fim do dia haha. Partimos a pé rumo a Av. Brasil, já que era perto e tínhamos avistado vários bares/pubs anteriormente. O único problema é que como era uma terça-feira, todos os bares fechavam entre 23h e 0h, daí não ia rolar ficar minutos num bar fora que a maioria estava vazio já. Se no horário normal os garçons já não eram muito gentis, imagina no fim do expediente. Paramos para perguntar em um bar ali na Av. Brasil mesmo, se conheciam algum bar aberto até mais tarde e então o cara nos indicou o Bar Abajo. Lá fomos nós. 
É um bar substerrâneo que fica numa das ruas que cruzam a Av. Brasil. Não tem muita sinalização indicando que é o lugar, por isso se você quiser ir lá é melhor perguntar pra um dos garçons dos bares da Av. Brasil.
Fomos bem recebidos pelo dono/gerente/whatever que nos disse inclusive que poderia fumar (lê-se fumar qualquer coisa) depois que acabasse o espetáculo. Tava rolando um stand up e pagamos sete mil pesos para entrar e ter direito a bebida. Preço bem amigo. Eu que já sou bem fã de stand up, achei maravilhoso! Apesar do bar parecer bem alternativo, ele não era tão "porraloca" assim. Tinham muitos jovens e o ambiente era bem ajeitadinho. Como estava lotado (é bem pequeno), assistimos o stand up em pé mesmo e até tentamos entender o que o humorista tava falando mas foi difícil haha, ele falava muito rápido e acho que usava algumas gírias néam. Entendemos algumas partes em que ele usava a mão pra interpretar e já dava pra saber que era besteira. E claro, usamos o velho truque de: todo mundo ri, eu rio também. hahaha. Quando acabou o show, conseguimos uma mesa e ficamos lá até o bar fechar, era quase 2h. 
Stand Up no Bar Abajo

Lá pedi o famosos "Terremoto", um drink típico do Chile que o taxista já tinha nos indicado e disse que quem bebe um copo fica com a cabeça parecendo um terremoto mesmo. Olha, sinceramente, achei bem ruim. Parece uma tubaína alcolizada! haha Não conseguimos beber o copo todo. De fato é bem forte porque vai bastante pisco, e acho que no nosso caso a chance de provocar um terremoto na barriga era maior do que na cabeça haha. 
Famoso "Terremoto"
Acho que é legal também conhecer uns lugares diferentes assim, mais alternativos, menores que você encontra despretensiosamente. Particularmente, nunca tinha ido a um bar subterrâneo e foi bem interessante! Sem contar que lá foi um dos poucos lugares que conhecemos chilenos simpáticos.

Tirei poucas fotos porque a iluminação do local é bem fraca, então perdão porque não ficaram muito boas.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

#Partiu Chile: Dia 6

Pula a parte que vai fazer um ano que fui viajar e não terminei os posts

Bom, chegamos ao sexto dia! (tá acabando :/) e na verdade não tínhamos programado muito bem o que íamos fazer, só tínhamos reservado o jantar no Giratorio e talvez fôssemos esquiar novamente na quinta-feira.
A bem da verdade é que estava um tempo bem chuvoso e friiiiioooo, por isso rolou uma preguiça geral na galera em acordar cedo. Então todos acordaram por volta das 10h e decidimos que se a chuva parasse, já estava bem fraquinha, íamos no Cerro San Cristóbal.
A chuva deu trégua, e lá fomos nós. Pegamos o metrô até a estação Baquedano (bem perto do bairro em que estávamos, o Republica, cerca de 10 min), e seguimos a pé até o Cerro. É bem fácil chegar lá, só seguir reto sentido o bairro Bella Vista, entra na rua Pio Nono (a rua dos barzinhos, bem bonita por sinal! Queria ter curtido um dos bares, mas não deu) e segue reto até o final.
Ao chegar no fim da rua, tem o museu La Chascona (ou a descabelada rs) do Pablo Neruda. Eu e minha prima optamos por entrar no museu enquanto o resto da galera foi ao zoológico. No museu você tem um guia digital, em português, durante todo o trajeto na casa. Conta toda a história de Neruda, seus amigos, influência, suas mulheres, enfim é uma experiência cultural bem legal e dá pra perceber que Neruda era uma pessoa bem divertida. Dentro não pode tirar fotos, mas vale a pena observar cada detalhe dos objetos da casa. Estudantes pagam 2.500 pesos para entrar e vale a carteirinha brasileira!
Pra quem curte umas comprinhas, no fim do tour tem uma lojinha e tem um café também! Na lojinha tem umas coisas bem bonitas de papelaria, lógico que tudo do Neruda. Comprei uma caneta que tinha a verba revertida para a Fundación Pablo Neruda, que visa preservar o legado poético, artístico e humanista de Neruda, além de colaborar para o desenvolvimento dos novos poetas/escritores.

Espelho d'água meio seco no lado de fora da La Chascona

La Chascona

e essa janela personalizada? Mara! 

Essa foto tá aqui só pra mostrar esse "regador" de planta. É uma bola com um tubo comprido que você finca na terra e daí ela vai liberando água pra plantinha. No apê também tinha, achei muito legal, além de deixar a planta com um enfeitinho. Nunca tinha visto aqui no Brasil.
Depois do nosso tour na Chascona, fomos pegar o furnicular pra subir o Cerro. Você pode ir a pé também se quiser, mas já te adianto que depois tem uma boa subia até os pés da Virgen Maria. Se você quiser ir ao zoológico pode pegar o furnicular também e depois pegá-lo novamente para subir o restante do Cerro. Você paga cerca de 2.000 pesos para subir e descer no furnicular. 
Meus primos adoraram o zoológico, tem vários animais diferentes, e é um dos mais completos da América do Sul. Gostaria muito de ter ido também, mas não deu tempo. Acho que vale a pena ir ao Zoo caso você curta esse tipo de passeio.
O que dizer do Cerro San Cristóbal? Me faltam palavras, sério. É um dos lugares mais incríveis de Santiago! Você tem uma vista maravilhosa! Lá foi o lugar em que eu falei: putz eu tô meeeesmo aqui! Para nossa sorte, como havia chovido, as cordilheiras estavam branquinhas, o que contribuiu para uma vista ainda mais inesquecível!
Até me emocionei por lá, senti saudades do resto da minha família pois queria eles lá comigo vendo aquela coisa maravilhosa.

Imagine com o por do sol? Deve ficar cem vezes mais lindo também *-* En-can-ta-da!!
E então, com muito fôlego, fomos subindo as escadarias para chegar aos pés de la Virgen.
Antes de chegar na Virgen, tem uma capelinha bem bonitinha. Vale a pena entrar lá e agradecer por poder viver aquele momento único.

La Virgen Maria


Prestes a irmos embora, já era umas 15h30, demos uma xeretada nas lojinhas mas não tem muita coisa interessante não.
Vale ficar de olho nos horários e dias de funcionamento do furnicular e do Zoo.
Depois de descermos com o furnicular maravilhoso, precisávamos decidir como iríamos para a estação de esqui no dia seguinte, já que tinha bastante neve dessa vez! Antes de subirmos o Cerro, um brasileiro, que era de uma agência (nem sei se é agência que fala ou se é só transfer mesmo, sei lá), nos ofereceu seus serviços, disse que dava pra fazer um tour por várias estações sem precisar necessariamente esquiar e que ele alugava os equipamento e talz, por um preço bem camarada. Como não tínhamos gostado muito da Ski Total devido à demora em tudo, resolvemos ir na onda do tal brasileiro. Eu já tinha decidido que não ia esquiar, devido ao meu fracasso na primeira tentativa. É que pra esquiar é um pouco caro sabe, e como íamos para o Valle Nevado e lá não tem uma pista de iniciante muito camarada, resolvi não arriscar. Meus primos tiveram que ir lá na tal agência pra experimentar e reservar os esquipamentos e então já tava meio tarde e eu queria ir um pouco mais arrumada e aquecida pro nosso jantar (imagina se eu não ava bem mulambenta? haha). Resolvemos voltar pro apê acreditando que ia dar tempo de chegar no horário da reserva. No corre, tomamos um belo Nescafé de máquina (era o que mais tomávamos no frio, tinha em qualquer birosca e era bem bom, tipo Dolce Gusto mesmo, só não ganhou do cappuccino da Coca que encontrei em um único lugar, que saudades desse cappuccino :/), comemos algo correndo também e ao chegar no apê, tcharan:

Essa vista maravilhosaaa!! Dá pra sentir falta das cordilheiras todos os dias, sério
Bom, pra ir no Giratorio, primeiramente você precisa fazer uma reserva com uns 3/4 dias de antecedencia, segundamente é só pegar o metrô e descer em Los Leones. E então já estará praticamente na cara do restaurante. Nossa ideia era ver o por do sol, mas não rolou muito, quando chegamos, umas 19h15, já tinha escurecido. Vale a pena ver o por do sol pra poder sentir a graça e o diferencial do restaurante. A noite não dá pra ver quase nada porque as luzes do restaurante refletem no vidro. Enfim, ele gira mesmo gente! haha! No começo dá uma sensação um pouco estranha, porque como é bem suave o giro, seu corpo começa a estranhar. Mas não é nada que vá embrulhar o estômago ou dar tontura, a não ser que você seja muuuuito sensível. Eu fiquei toda confusa na hora de ir ao banheiro porque uma hora tô perto da porta, na outra não sei mais onde tô haha.
A comida é boa, não é a mais maravilhosa, mas assim, quase não comi comida no Chile, e dentre os poucos pratos que experimentei, o de lá foi o melhor sem dúvidas! Pedi um frago grelhado com queijo e a salada de acompanhamento. Meus primos pediram peixe e frutos do mar e gostaram também. Para beber, um vinho branco chileno e na sobremesa um pudim de doce de leite bem dispensável. O jantar não ficou barato, em torno de R$100,00 cada um, mas acho que vale a pena. É um lugar mais refinado e tem esse diferencial, que é bem mais válido durante o dia.

Saladona, e o frango grelhado com uma alga frita horrorosa

Pudim de doce de leite dispensável. Deu pra perceber que prato bonito não é bem o forte deles né? haha
Já eram umas 22h e daí tivemos a incrível ideia de ir ao Hard Rock já que estávamos ali perto e tínhamos ânimo sobrando. O Hard Rock fica no Shop. Costanera Center e dá pra ir a pé direto do Giratorio.
Que lugar incríííível que é o Hard Rock né? Desde criança eu via aquelas pessoas com uma jaqueta bordada Hard Rock Café e morria de curiosidade de conhecer esse tal lugar! Até pouco tempo atrás eu imaginava que só existia no EUA, quando vi ele lá no Chile em nosso primeiro dia fixei na cabeça que tínhamos muito que ir lá!

Hard Rock Santiago

Hard Rock Santiago

Lá tem uma lojinha, com camisetas, copos, chaveiros, enfim, várias coisas bonitinhas e bem caras do Hard Rock rs. Eu já queria levar um copo, porque sou a loca dos copo, mas ainda bem que esperei entrar no bar.
O garçon que nos atendeu posso considerá-lo o garçom mais simpático que encontramos no Chile, devido ao monte de mal criações que tínhamos passado rs, e nos contou várias coisas legais sobre o Hard Rock, sobre os "pins" ou bottons que ele tem no colete. E depois nos deixou até subir no palquinho e tirar foto por lá (também, fechamos o bar praticamente rs). Um coisa um pouco diferente daqui do Brasil, é que lá no Hard Rock e em outros lugares que fomos, você era obrigado a pedir uma comida pra continuar no bar, não podia simplesmente sentar e beber. Whatever, chato isso. No cardápio tem vários drinks que você ganha o copo e paga mais barato no "refil", assim como no chopp. Amo drinks e fiquei sem sentido lá querendo escolher todos. No fim eu escolhi um azul, que não lembro o nome, mas era maravilhoso! Minha prima pediu um outro mais tropical, e bem bom também. Eles são um pouco docinhos, então quem não curte, melhor pedir um drink mais tradicional mesmo tipo mojito. Os drinks que você leva o copo saem em torno de R$40,00, mei caro né? Mas gente, não tem no Brasil né? Aliás porqueeeee não tem Hard Rock aqui? Eu quero, eu preciso! Queríamos ter ficado bem mais lá, mas como era uma quarta, o Hard Rock fecha às 01h30 e com muito pesar no coração fomos embora. Pegamos um táxi porque o metrô tava fechado e tivemos que guiar o taxista, já que ele não tinha GPS e não fazia a menor ideia da onde era o bairro em que estávamos hospedados. Se ele não sabia, imagina nós né? hahaha deu certo, não sei como, mas deu!

E depois dessa noite super agradável com música boa, e uns bons drinks era hora de dormir pra ter energia pra encarar a neve e algumas muitas curvas até o topo da montanha.

Quer saber o que eu fiz nos demais dias? Confere aí: #dia1 #dia2 #dia3 #dia4 #dia5

sexta-feira, 1 de maio de 2015

#Partiu Chile: Dia 5

Vou nem comentar que tá demorando muito pra acabar essa série de posts do Chile, mas não é por falta de vontade em escrever sobre essa viagem maravilhosa, pelo contrário, tenho saudades de lá quase todos os dias. É falta de tempo mesmo.

Após passarmos o resto da segunda-feira mortos depois de esquiar, ou quase isso pra algumas pessoas tipo eu. Decidimos que íamos para Viña Del Mar e Valparaíso em nosso quinto dia.
Já pegamos algumas informações no terminal de ônibus que fomos no domingo, e em algumas agências de turismo. Lá na Ski Total tinham alguns pacotes, mas achamos que o melhor e mais viável seria irmos de ônibus mesmo. Fomos lá pro terminal, não me lembro qual agora, e ao pedir informações sobre qual ônibus ia pra Valparaíso, fomos abordados por uma agência de turismo que nos explicou o trajeto e as paradas que faríamos. Então, nos convenceu pela praticidade e preço, pagamos 12.000 pesos cada (R$48,00 em média) e fomos lá no ônibus rumo a Valparaíso. E sabe de uma coisa? Foi a melhor escolha que fizemos! Se fossemos por conta não íamos saber chegar direito nos lugares e não ia dar tempo de fazer nada.
Depois de um pouco mais de uma hora de viagem, chegamos e Valparaíso. Lá, pegamos um micro-ônibus, com um guia turístico, o Camilo, que estava aprendendo português e falava um portunhol bem compreensível haha. Ele foi nos explicando um pouco da história, e nos disse que Valparaíso é a área pobre do litoral chileno e isso é notável pela simplicidade das casas e pelo ar um pouco interiorano e antigo da cidade.

Entrada de Valparaíso

Nossa primeira parada foi no porto onde ficam os leões marinhos e dá pra ver um pouco do oceano pacífico, porém não é bem uma praia, é um local onde ficam muitos barcos de pesca e cargas, por isso tem um mau cheiro rs.
Os leões marinhos em seu banho de sol

Depois fomos rumo a uma das casas de Pablo Neruda, a La Sebastiana. Para entrar na casa ou museu, você paga um valor que não me lembro qual é. Nota importante: se você é estudante, leve sua carteirinha do Brasil pois lá você tem direito a pagar meia também :)
Dá para entrar e ficar na área externa da casa, e conhecer a Biblioteca de Poesia Chilena. A vista da varanda é bem bonita.

La Sebastiana, casa de Pablo Neruda

La Sebastiana, casa de Pablo Neruda


Na frente da casa tem uma feirinha com artesanato local, com coisas feitas em cobre, camisetas, chaveiros, copinhos de shot, enfim bastante lembrancinha de Valparaíso, Viña Del Mar e do Chile no geral. Uma dica: me arrependi muito de não ter comprado mais lembrancinhas lá, o preço é amigo, e é onde encontrei variedade de coisas, fora que em Viña Del Mar você não vai encontrar lembrancinhas assim.
Na rua da casa do Neruda tem várias casinhas coloridinhas, aliás, Valparaíso apesar de ser "simplória" tem muitas casas coloridas e donas de uma arquitetura bem particular, o que é um charme pra cidade. E logo na esquina você encontra uma praça com a estátua do Neruda e outras figuras importantes da região.

As casinhas na rua da La Sebastiana

Pablo Neruda
Depois fomos pegar um furnicular (hahaha que nominho hein?!), que é um bondinho e nos levou pro alto, onde pudemos ter uma vista panorâmica e linda de Valparaíso. Na cidade toda tem vários furniculares já que a é cheia de morros, dá para perceber bem na foto abaixo:

Valparaíso

O furnicular
Após uma breve parada na praça central da cidade onde fica a Armada de Chile, pegamos a estrada rumo a Viña Del Mar, dá pra ir de metrô também. Na verdade, pra quem é de Campinas é como se estivesse indo pra Sousas, dá uns 30 minutos de uma cidade a outra.
O Camilo nos explicou que Viña Del Mar é a área nobre do litoral chileno, onde gente bem rica tem casas ou apartamentos a beira mar. Então lá sim é praia onde dá pra você entrar no mar, sufar, etc.
Nossa primeira parada foi no relógio de flores, parada obrigatória de todos os turistas néam.

Viña Del Mar

Viña Del Mar
E finalmente, fomos almoçar em um restaurante a beira mar. Não lembro o nome e não fiz muita questão de guardar porque pedi uma carne achando que viria grelhada, e veio um pedaço enorme de carne de panela, que eu não gosto nem um pouco. Meus primos pediram peixes e frutos do mar e gostaram. O atendimento é péssimo, super má vontade. Mas isso já nem nos surpreendia mais rs. O preço é bem carinho, pelo porte do lugar, que era bem simples. Valeria a vista se ao menos tivéssemos sentados próximos a janela, mas beleza haha pra quem gosta de peixe, a costa chilena é uma fartura e uma maravilha de sabores, dizem os apreciadores.
Agora nos faltava conhecer a praia chilena, o oceano pacífico! Fomos lá pisar na areia um pouco, ou quase né, porque tava um frio do caramba. O mar é bem gelado e nos pareceu ser difícil alguém curtir aquelas praias além dos surfistas, já que as ondas eram bem fortes e a areia é aquela bem grossa. Mas só de ver o mar, já vale muito.

Viña Del Mar


Viña Del Mar
Voltando para o centro da cidade, passamos em frente ao Casino (sim, lá podji), e paramos no Jardin Botánico Nacional de Viña del Mar. A parte triste da história é que não tínhamos tempo para explorá-lo direito, então só deu tempo de conhecer o auditório (é esse o nome mesmo?) que é dono de um estilo arquitetônico bem diferente, e é onde ocorrem shows e apresentações culturais, e bem pouco das belezas naturais de lá. Vale a pena explorá-lo um pouco mais, pra quem gosta do verde.

Jardin Botánico Nacional
E acaba por aqui nossa visitinha ao litoral chileno, pegamos nosso micro-ônibus e fomos embora rumo a Valparaíso e depois Santiago.
Valeu super a pena esse passeio, foi bem completo e o Camilo nos explicou bastante coisas das cidades, além de ter sido bem simpático com todos e até ter cantado Roberto Carlos haha. Recomendo a todos fazerem esse passeio, mas já ir com guia pra ter tempo suficiente de conhecer os principais pontos das cidades. 
Outra dica legal é que no caminho para Valparaíso vimos várias vinícolas, o que nos deu vontade de tentar alugar um carro em outro dia e ir explorá-las, mas infelizmente não tivemos tempo. Se você gosta desse tipo de passeio, vale também fazer esse circuito, com certeza devem ter agências de turismo que fazer esse tour.


Próxima parada: mais um tour por Santiago, jantar rodando e dia de rock bebê |m| 

Você pode descobrir o que eu fiz nos dias: 1, 2, 3 e 4 :)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

#Partiu Chile: Dia 4

Chegamos ao dia de realizar um grande sonho meu: conhecer a neve! Aeeeeeee!!
Já havíamos resolvido no domingo, quando voltamos pra casa mais cedo depois da vinícola, que iríamos com uma empresa que fazia o transporte e alugava as roupas e equipamentos, a Ski Total. Achamos melhor não ir de carro como pretendíamos, por causa dos equipamentos e porque apenas um primo meu havia dirigido na neve, e como não sabíamos o caminho, era meio arriscado. Escolhemos a Ski Total por ser bem conhecida por lá e pelos turistas, e porque achamos os valores razoáveis em uma breve pesquisa que fizemos. E então faltava apenas decidir qual estação iríamos.
Como não havia chovido, as montanhas não estavam com muita neve e nos restou escolher uma das estações mais altas. Optamos pela La Parva, porque a galera que esquia/snow achou as "pistas" mais interessantes. Eu particularmente, tava doida pra ir na Farellones porque lá tem lugar pra vocês deitar na neve e fazer anjinhos, que é muito mais a minha cara hahaha, porém essa estação estava fechada por causa da falta de neve :( #chatiadíssima
Pegamos o metrô e descemos na estação Escuela Militar e andamos um pouquinho pra chegar na Ski. E lá funciona assim: não precisa reservar a van, você chega, faz os trâmites e pega a próxima van. Lá eles também fazem várias excursões, inclusive pra Viña Del Mar e Valparaíso, então se você gostar e achar em conta, já pode fechar tudo por lá.
Bom, como tudo era novo pra mim, resolvi pegar um esqui (falou A Super Radical hahaha). Meu primo tinha dado umas dicas e me falou que era melhor o esqui porque é mais fácil de parar (oi?), e tem os bastões pra ajudar (oi?). Eu só não tinha noção do quanto era demorado esse processo de escolher esqui, calçar aquela coisa daquela bota, fora que tive que alugar calça e luva.
No começo, achei os moços que estavam nos ajudando a escolher as botas, bem chatos, mas bem chatos mesmo, faziam tudo com má vontade. Depois, eles começaram a ser simpáticos, e até me chavecaram. Vai entender esses chilenos. Whatever, depois disso tudo, você pega o esqui com seu nome (é engraçado o jeito deles de escrever o nosso nome haha) e enfia tudo na van. Se preparem porque o equipamento é pesado e é bem irritante ficar carregando aquilo, principalmente quando você não tem preparo físico nenhum haha.
A van demorou bastante pra sair, tipo quase uma hora, o que nos irritou um pouco. Mas acho que o motorista estava esperando encher outra van e ir de caravana pras montanhas, ACHO e espero que tenha sido isso.
O que dizer do caminho? É lindo ver as montanhas com aquela neve branquinha, ainda que estivessem mais marrons do que brancas, e dá um friozinho na barriga o subir e subir. Bom, tirando o lado bonito da história, o caminho é cheio, mas bem cheio de curvas que são tão fechadas que você acha que vai cair morro abaixo. Então dá um enjoo, mal estar, tampa o ouvido. Se você tem problemas com esse tipo de caminho, já toma um Draminn. Eu não tomei nada, me deu mal estar, calor (coloquei 538776 roupas com medo de passar frio, afinal era neve né minha gente), nada que um ar puro não resolvesse rs. Mas confesso que não via a hora de chegar porque o caminho montanha-russa já não tava mais tão legal. 

A caminho da La Parva. Quase sem neve :(

Mais perto da La Parva, ainda assim é pouca neve.

Demoramos cerca de 50 minutos para chegar na La Parva e a estrada estava tranquila, sem trânsito e sem neve. 
Obviamente, mas obviamente mesmo, a primeira coisa que fiz na estação foi dar uma bela de uma pisada na neve haha. Depois colocar a mão e então fiquei meio decepcionada, porque a neve tava parecendo aquele gelo que forma no freezer de casa :( Mas isso é por causa da falta de chuva.
Bom, a La Parva não é aquela estação de esqui bonitinha que vimos em filme, ou que imaginamos. Na verdade ela nem parece uma estação quando você chega na primeira entrada. Fomos colocar nossos equipamento, e Jesus, que sofrimento colocar aquela bota do esqui! Achei que ia quebrar o pé! É muito desconfortável pra quem não tá acostumado. Fora que pra andar com aquilo, olhaaaaaa, dai-me paciência e equilíbrio, porque você fica com o joelho dobrado apoiando a canela na bota, não dá pra deixar a perna reta. Juro que pensei que seria mais fácil.
Fui eu lá toda linda, peguei meus bastões, minha "prancha" e eu sou muito destrambelhada, não tava dando conta de andar com a bota e carregar aqueles trambolhos. Mas lá vou eu, subir 5467688 degraus, animadérrima pra minha primeira esquiada! 
A princípio ficamos na reta final de uma das pistas, como não tinha ninguém descendo, dava pra ficar. Mas daí me deparo com a primeira dificuldade: calçar a bota no esqui. Tem que bater o pé com muita força e no lugar certinho pro pino travar. Como estava com forças ainda, encaixei fácil o pé direito e daí o esquerdo que demorou mas foi. E tcharã! Eu não conseguia ficar em pé! hahahaha
Meu primo me ajudou e quando eu estava em pé, prontinha pra treinar minhas habilidades, eu começo a escorregar e penso que não vou parar nunca mais, vou bater na rede de proteção e morrer. Meu amado primo resolve me segurar, mas não consegue e então me resta me jogar no chão. E pronto, já não tô mais tão animadérrima com a brincadeira.
Um moço, percebe a dificuldade que eu e minhas primas estamos tendo e nos avisa que tem uma pista pra iniciante e aulas de esqui na outra entrada (demorou hein fio?). Vamos lá, óbvio! Pego os trambolhos e entro no carrinho da estação que leva até lá. Ao chegar, vamos atrás das aulas e pá! Tem que pagar, lóóógico né. Resolvemos não pagar, porque oitenta reais é muito dinheiro pra 50 minutos né minha gente. Começamos a treinar lá na pista de iniciantes, onde havia uma criança de uns dois anos tendo aula e nos matando de #humilhação. E daí aparece uma alma iluminada e brasileira, que percebe nossa dificuldade e nos ensina o que ele aprendeu nas aulas e então começamos a ser amigas do nosso esqui (meus primos já tavam descendo montanhas no snow alucinadamente, que inveja dessa habilidade deles haha). O problema maior que tive foi calçar direito o pé esquerdo, não consegui de jeito nenhum. Então fiquei andando só com um pé, haha, e lógico que eu andava na largura da pista. Jamais me arriscaria descê-la e pegar a esteira de volta depois, uma vez que não havia uma proteção confiável lá e que é tudo lenda que se você cruzar os esquis ele freia.

Pista de iniciantes da La Parva

La Parva, vista de um dos restaurantes

Depois de suar muito, (juro, eu pingava de suor! Dá uma adrenalina que é uma coisa de louco), percebi que estava sem forças pra mais nada e me jogo no chão da pista mesmo haha. Fico ali uns minutos esfriando o corpo e ganhando forças pra ir comer algo.
#morrinaneve
Depois de comer, decidimos que tava bom demais nossa experiência com o esqui. Tiramos a bota e fomos dar um rolê e ficar num lugar quente, porque agora o frio apareceu. Lá tem uns dois restaurantes acho, que são muito bons, pelo menos pra lanche de queijo, batata frita e cappuccino.

Todos lindos na La Parva :)
A La Parva não tem aquelas cabininhas de estação pra você subir, são uns ganchos ou umas cadeirinhas tipo de teleférico. Achei bem sem graça, acabou com minha fantasia rs. Meus primos que fizeram o snow, disseram que tem umas pistas bem boas lá. Agora se você for iniciante como eu, não vale a pena, porque não é uma estação agitada, que tem outras coisas pra fazer, e não é tão bonita.
Quanto aos gastos, eu não me lembro muito bem, mas acredito que o pacote: passaporte pra estação, roupas, equipamento e transporte, ficou em torno de R$300,00. Fora o que gastei para comer lá, mas daí você pode até levar um lanchinho se preferir, já que se for comprar lá vai gastar no mínimo uns R$50,00.
Viemos embora umas 17h e dessa vez pegamos um baita trânsito, então demoramos mais de 2 horas pra chegar em casa, a van nos deixou no apartamento conforme tínhamos combinado. Mas demoramos um pouco mais também porque demos uma "carona" pra uns brasileiros que precisavam ir para o hospital pois um deles havia caído e batido a cabeça. Ele estava consciente, porém com a memória falhando. Assim, foi um tombo bobo, o cara já sabia andar de snow, mas como a neve tava bem dura, acho que contribuiu pro impacto. Ficamos apreensivos junto com eles e queríamos ter tido notícias do cara, espero que ele tenha ficado bem.
E então, como todos estávamos esgotados, tomamos um Dorflex haha e fomos comer algo. Depois era dormir e acordar bem cedo pra conhecer o litoral chileno no quinto dia. Aeeee!


Ah e claro: vale a pena esquiar? Olha, eu acho que toda primeira vez é válida. Apesar de eu não ter feito uma amizade muito boa com os esquis, e ter sentido bastante medo de descer morro abaixo, ainda acho que preciso insistir um pouco mais na ideia. Não tenho muita habilidade com esporte, mas confesso que esqui/snow é uma coisa que eu gostaria de aprender melhor, é tudo muito diferente e dá um mix de sensações bem louco.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

#Partiu Chile: Dia 3

Continuando a incrível viagem ao Chile, agora chegamos no terceiro dia. (Você pode conferir o que fiz nos dias 1 e 2 clicando aqui e aqui).
Já tínhamos planejado aqui no Brasil mesmo que iríamos às vinícolas no domingo, nosso terceiro dia, pois precisava agendar a visita com pelo menos uma semana de antecedência, já que era alta temporada.
No Chile podemos encontrar uma diversidade incrível de vinícolas, o clima e o solo são propícios para o cultivo das mais variadas uvas, então ir pro país e não visitar uma vinícola é como ir ao RJ e não visitar o cristo rs. Mesmo para quem acha que o passeio não é lá muito interessante, posso te garantir que é sim, pois vinícola são sempre donas de uma paisagem incrível, fora o fato de você poder tomar uns bons goles de vinho rs.
Agendamos visita na Concha Y Toro, a vinícola mais famosa para os turistas e também na Undurraga. Escolhemos as duas por estarem sempre bem recomendadas nos blogs e guias que consultamos. No final das contas só conseguimos ir de manhã na Concha Y Toro, pois não imaginávamos que era tão longe assim da onde estávamos. A Undurraga estava agendada para as 15:00, último horário de visita, mas saímos da Concha Y Toro eram quase 14h, e concluímos que era melhor mudar o passeio da tarde já que não ia dar tempo.
Pegamos o metrô na estação Los Heroes, descemos e Los Leones e fizemos a integração na linha azul até Las Mercedes. A viagem é bem longa, dá uns 40 minutos, dá pra conhecer um bom pedaço de Santiago rs. Achei legal que passamos em locais rurais, me senti num filme viajando de uma cidade pra outra de trem haha. Na estação de Las Mercedes pegamos um táxi até a vinícola, pois é o meio mais prático e não dá nem 10 minutos até lá.
Chegamos lá e tinha fila pra comprar o passaporte, porque apesar de ter agendado, era preciso fazer o pagamento do tour. Optamos pelo tour mais completo, o Marques de Casa Concha e por fim chegamos atrasados e perdemos a primeira parte do tour. Mas depois conversamos com o guia e fomos juntos na próxima turma ver essa primeira parte que era conhecer as plantações. O local é bem bonito, o guia dá uma breve, mas bem breve explicação dos tipos de uvas e como fomos no inverno, os galhos estavam secos, mas se você for em época frutífera, pode provar as uvas. De verdade? Achei bem fraca essa primeira parte do tour.
Vinícola Concha Y Toro

Vinícola Concha Y Toro
As parreiras tudo seca :(  | Vinícola Concha Y Toro
A segunda parte é a entrada na adega do Casillero del Diablo, o vinho mais famoso da marca. Há uma degustação e explicação de sabores, aroma, de dois vinhos. 
Primeira degustação | Vinícola Concha Y Toro

Depois entramos na adega, onde ficam os barris e o temido "Diablo". Lá, eles fazem um showzinho para contar a lenda do Casillero, apagam luzes, e um áudio em português conta a história. E então para finalizar o tour tradicional, voltamos ao saguão de entrada e experimentamos mais um tipo de vinho, um branco agora. 
Adega do Casillero | Vinícola Concha Y Toro

El Diablo | Vinícola Concha Y Toro

Quem comprou o tour Marques, tem direito a ir a um outro salão, onde haverá mais degustação de vinhos e queijos. No salão, há quatro tipos de vinhos, da linha Marques, e os devidos queijos que fazem a combinação perfeita. Confesso que eu já estava morrendo de fome e um pouco bêbada, afinal beber vinho dez horas da manhã não tá muito na minha rotina, ainda mais 3 taças e depois mais 4 hahaha. A guia explica as combinações e os sabores perceptíveis, e ensina a degustar. Essa parte foi bem legal, mas admito que não senti os sabores que a guia falava que tinha, acho que não sei apreciar vinho ainda. Logicamente, não dei  conta de mais quatro taças e repassei algumas pros meus primos que obviamente não recusaram.
Eu e meus primos comentamos que o passeio deveria começar pela casa do Marques, porque daí você já fica alegre e acha o passeio todo pela vinícola uma coisa maravilhosa haha.
Foi muito legal conhecer, mas confesso que esperava um pouco mais em questão de informações. Acho que faltou explicar o processo de fabricação do vinho, as diferenças entre as uvas, enfim, os guias não perderam muito tempo falando no tour. Minha prima foi na Undurraga num outro dia e disse que é mais completo no sentido de passarem mais informações.
Depois do tour você pode comer algo no restaurante, tem um pastel de Choclo muito bom, (as empanadas não são boas), e pode ir fazer compras na loja. 
Pastel de Choclo e Empanada | Vinícola Concha Y Toro
Dá uma vontade de levar muitos e muitos vinhos por causa do preço e da qualidade, porém tem sempre que lembrar do espaço que as garrafas vão ocupar na mala =( Recomendo pegar os vinhos mais especiais, já que o Casillero é encontrado facilmente aqui no Brasil e por um preço razoável, lógico que lá é mais barato, mas vale investir em algo mais especial. Ah, eles vendem embalagens próprias pra transportar as garrafas, mas se você não quiser gastar com isso não tem problema, pois colocam os vinhos em umas caixas de papelão bem reforçadas.
Me pergunta agora se na hora de comprar eu lembrava o nome dos vinhos que degustei e gostei? hahahahaha nããão, acho que deveria ter anotado.
Como já disse, perdemos o tour na Undurraga e então resolvemos ir pra casa resolver o passeio do quarto dia e como iríamos para Valparaíso e Viña Del Mar.

E que venha o quarto dia e o primeiro contato com a neve *-*

Dica: Na hora de embarcar, você pode levar os vinhos na mala de mão, só embalar bem. Coloquei as minhas garrafas na mala de despacho mesmo e chegaram intactas aqui no Brasil, mas envolvi em saquinhos e muito cachecol de lã haha.