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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

#Partiu Chile: Dia 4

Chegamos ao dia de realizar um grande sonho meu: conhecer a neve! Aeeeeeee!!
Já havíamos resolvido no domingo, quando voltamos pra casa mais cedo depois da vinícola, que iríamos com uma empresa que fazia o transporte e alugava as roupas e equipamentos, a Ski Total. Achamos melhor não ir de carro como pretendíamos, por causa dos equipamentos e porque apenas um primo meu havia dirigido na neve, e como não sabíamos o caminho, era meio arriscado. Escolhemos a Ski Total por ser bem conhecida por lá e pelos turistas, e porque achamos os valores razoáveis em uma breve pesquisa que fizemos. E então faltava apenas decidir qual estação iríamos.
Como não havia chovido, as montanhas não estavam com muita neve e nos restou escolher uma das estações mais altas. Optamos pela La Parva, porque a galera que esquia/snow achou as "pistas" mais interessantes. Eu particularmente, tava doida pra ir na Farellones porque lá tem lugar pra vocês deitar na neve e fazer anjinhos, que é muito mais a minha cara hahaha, porém essa estação estava fechada por causa da falta de neve :( #chatiadíssima
Pegamos o metrô e descemos na estação Escuela Militar e andamos um pouquinho pra chegar na Ski. E lá funciona assim: não precisa reservar a van, você chega, faz os trâmites e pega a próxima van. Lá eles também fazem várias excursões, inclusive pra Viña Del Mar e Valparaíso, então se você gostar e achar em conta, já pode fechar tudo por lá.
Bom, como tudo era novo pra mim, resolvi pegar um esqui (falou A Super Radical hahaha). Meu primo tinha dado umas dicas e me falou que era melhor o esqui porque é mais fácil de parar (oi?), e tem os bastões pra ajudar (oi?). Eu só não tinha noção do quanto era demorado esse processo de escolher esqui, calçar aquela coisa daquela bota, fora que tive que alugar calça e luva.
No começo, achei os moços que estavam nos ajudando a escolher as botas, bem chatos, mas bem chatos mesmo, faziam tudo com má vontade. Depois, eles começaram a ser simpáticos, e até me chavecaram. Vai entender esses chilenos. Whatever, depois disso tudo, você pega o esqui com seu nome (é engraçado o jeito deles de escrever o nosso nome haha) e enfia tudo na van. Se preparem porque o equipamento é pesado e é bem irritante ficar carregando aquilo, principalmente quando você não tem preparo físico nenhum haha.
A van demorou bastante pra sair, tipo quase uma hora, o que nos irritou um pouco. Mas acho que o motorista estava esperando encher outra van e ir de caravana pras montanhas, ACHO e espero que tenha sido isso.
O que dizer do caminho? É lindo ver as montanhas com aquela neve branquinha, ainda que estivessem mais marrons do que brancas, e dá um friozinho na barriga o subir e subir. Bom, tirando o lado bonito da história, o caminho é cheio, mas bem cheio de curvas que são tão fechadas que você acha que vai cair morro abaixo. Então dá um enjoo, mal estar, tampa o ouvido. Se você tem problemas com esse tipo de caminho, já toma um Draminn. Eu não tomei nada, me deu mal estar, calor (coloquei 538776 roupas com medo de passar frio, afinal era neve né minha gente), nada que um ar puro não resolvesse rs. Mas confesso que não via a hora de chegar porque o caminho montanha-russa já não tava mais tão legal. 

A caminho da La Parva. Quase sem neve :(

Mais perto da La Parva, ainda assim é pouca neve.

Demoramos cerca de 50 minutos para chegar na La Parva e a estrada estava tranquila, sem trânsito e sem neve. 
Obviamente, mas obviamente mesmo, a primeira coisa que fiz na estação foi dar uma bela de uma pisada na neve haha. Depois colocar a mão e então fiquei meio decepcionada, porque a neve tava parecendo aquele gelo que forma no freezer de casa :( Mas isso é por causa da falta de chuva.
Bom, a La Parva não é aquela estação de esqui bonitinha que vimos em filme, ou que imaginamos. Na verdade ela nem parece uma estação quando você chega na primeira entrada. Fomos colocar nossos equipamento, e Jesus, que sofrimento colocar aquela bota do esqui! Achei que ia quebrar o pé! É muito desconfortável pra quem não tá acostumado. Fora que pra andar com aquilo, olhaaaaaa, dai-me paciência e equilíbrio, porque você fica com o joelho dobrado apoiando a canela na bota, não dá pra deixar a perna reta. Juro que pensei que seria mais fácil.
Fui eu lá toda linda, peguei meus bastões, minha "prancha" e eu sou muito destrambelhada, não tava dando conta de andar com a bota e carregar aqueles trambolhos. Mas lá vou eu, subir 5467688 degraus, animadérrima pra minha primeira esquiada! 
A princípio ficamos na reta final de uma das pistas, como não tinha ninguém descendo, dava pra ficar. Mas daí me deparo com a primeira dificuldade: calçar a bota no esqui. Tem que bater o pé com muita força e no lugar certinho pro pino travar. Como estava com forças ainda, encaixei fácil o pé direito e daí o esquerdo que demorou mas foi. E tcharã! Eu não conseguia ficar em pé! hahahaha
Meu primo me ajudou e quando eu estava em pé, prontinha pra treinar minhas habilidades, eu começo a escorregar e penso que não vou parar nunca mais, vou bater na rede de proteção e morrer. Meu amado primo resolve me segurar, mas não consegue e então me resta me jogar no chão. E pronto, já não tô mais tão animadérrima com a brincadeira.
Um moço, percebe a dificuldade que eu e minhas primas estamos tendo e nos avisa que tem uma pista pra iniciante e aulas de esqui na outra entrada (demorou hein fio?). Vamos lá, óbvio! Pego os trambolhos e entro no carrinho da estação que leva até lá. Ao chegar, vamos atrás das aulas e pá! Tem que pagar, lóóógico né. Resolvemos não pagar, porque oitenta reais é muito dinheiro pra 50 minutos né minha gente. Começamos a treinar lá na pista de iniciantes, onde havia uma criança de uns dois anos tendo aula e nos matando de #humilhação. E daí aparece uma alma iluminada e brasileira, que percebe nossa dificuldade e nos ensina o que ele aprendeu nas aulas e então começamos a ser amigas do nosso esqui (meus primos já tavam descendo montanhas no snow alucinadamente, que inveja dessa habilidade deles haha). O problema maior que tive foi calçar direito o pé esquerdo, não consegui de jeito nenhum. Então fiquei andando só com um pé, haha, e lógico que eu andava na largura da pista. Jamais me arriscaria descê-la e pegar a esteira de volta depois, uma vez que não havia uma proteção confiável lá e que é tudo lenda que se você cruzar os esquis ele freia.

Pista de iniciantes da La Parva

La Parva, vista de um dos restaurantes

Depois de suar muito, (juro, eu pingava de suor! Dá uma adrenalina que é uma coisa de louco), percebi que estava sem forças pra mais nada e me jogo no chão da pista mesmo haha. Fico ali uns minutos esfriando o corpo e ganhando forças pra ir comer algo.
#morrinaneve
Depois de comer, decidimos que tava bom demais nossa experiência com o esqui. Tiramos a bota e fomos dar um rolê e ficar num lugar quente, porque agora o frio apareceu. Lá tem uns dois restaurantes acho, que são muito bons, pelo menos pra lanche de queijo, batata frita e cappuccino.

Todos lindos na La Parva :)
A La Parva não tem aquelas cabininhas de estação pra você subir, são uns ganchos ou umas cadeirinhas tipo de teleférico. Achei bem sem graça, acabou com minha fantasia rs. Meus primos que fizeram o snow, disseram que tem umas pistas bem boas lá. Agora se você for iniciante como eu, não vale a pena, porque não é uma estação agitada, que tem outras coisas pra fazer, e não é tão bonita.
Quanto aos gastos, eu não me lembro muito bem, mas acredito que o pacote: passaporte pra estação, roupas, equipamento e transporte, ficou em torno de R$300,00. Fora o que gastei para comer lá, mas daí você pode até levar um lanchinho se preferir, já que se for comprar lá vai gastar no mínimo uns R$50,00.
Viemos embora umas 17h e dessa vez pegamos um baita trânsito, então demoramos mais de 2 horas pra chegar em casa, a van nos deixou no apartamento conforme tínhamos combinado. Mas demoramos um pouco mais também porque demos uma "carona" pra uns brasileiros que precisavam ir para o hospital pois um deles havia caído e batido a cabeça. Ele estava consciente, porém com a memória falhando. Assim, foi um tombo bobo, o cara já sabia andar de snow, mas como a neve tava bem dura, acho que contribuiu pro impacto. Ficamos apreensivos junto com eles e queríamos ter tido notícias do cara, espero que ele tenha ficado bem.
E então, como todos estávamos esgotados, tomamos um Dorflex haha e fomos comer algo. Depois era dormir e acordar bem cedo pra conhecer o litoral chileno no quinto dia. Aeeee!


Ah e claro: vale a pena esquiar? Olha, eu acho que toda primeira vez é válida. Apesar de eu não ter feito uma amizade muito boa com os esquis, e ter sentido bastante medo de descer morro abaixo, ainda acho que preciso insistir um pouco mais na ideia. Não tenho muita habilidade com esporte, mas confesso que esqui/snow é uma coisa que eu gostaria de aprender melhor, é tudo muito diferente e dá um mix de sensações bem louco.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

#Partiu Chile: Dia 3

Continuando a incrível viagem ao Chile, agora chegamos no terceiro dia. (Você pode conferir o que fiz nos dias 1 e 2 clicando aqui e aqui).
Já tínhamos planejado aqui no Brasil mesmo que iríamos às vinícolas no domingo, nosso terceiro dia, pois precisava agendar a visita com pelo menos uma semana de antecedência, já que era alta temporada.
No Chile podemos encontrar uma diversidade incrível de vinícolas, o clima e o solo são propícios para o cultivo das mais variadas uvas, então ir pro país e não visitar uma vinícola é como ir ao RJ e não visitar o cristo rs. Mesmo para quem acha que o passeio não é lá muito interessante, posso te garantir que é sim, pois vinícola são sempre donas de uma paisagem incrível, fora o fato de você poder tomar uns bons goles de vinho rs.
Agendamos visita na Concha Y Toro, a vinícola mais famosa para os turistas e também na Undurraga. Escolhemos as duas por estarem sempre bem recomendadas nos blogs e guias que consultamos. No final das contas só conseguimos ir de manhã na Concha Y Toro, pois não imaginávamos que era tão longe assim da onde estávamos. A Undurraga estava agendada para as 15:00, último horário de visita, mas saímos da Concha Y Toro eram quase 14h, e concluímos que era melhor mudar o passeio da tarde já que não ia dar tempo.
Pegamos o metrô na estação Los Heroes, descemos e Los Leones e fizemos a integração na linha azul até Las Mercedes. A viagem é bem longa, dá uns 40 minutos, dá pra conhecer um bom pedaço de Santiago rs. Achei legal que passamos em locais rurais, me senti num filme viajando de uma cidade pra outra de trem haha. Na estação de Las Mercedes pegamos um táxi até a vinícola, pois é o meio mais prático e não dá nem 10 minutos até lá.
Chegamos lá e tinha fila pra comprar o passaporte, porque apesar de ter agendado, era preciso fazer o pagamento do tour. Optamos pelo tour mais completo, o Marques de Casa Concha e por fim chegamos atrasados e perdemos a primeira parte do tour. Mas depois conversamos com o guia e fomos juntos na próxima turma ver essa primeira parte que era conhecer as plantações. O local é bem bonito, o guia dá uma breve, mas bem breve explicação dos tipos de uvas e como fomos no inverno, os galhos estavam secos, mas se você for em época frutífera, pode provar as uvas. De verdade? Achei bem fraca essa primeira parte do tour.
Vinícola Concha Y Toro

Vinícola Concha Y Toro
As parreiras tudo seca :(  | Vinícola Concha Y Toro
A segunda parte é a entrada na adega do Casillero del Diablo, o vinho mais famoso da marca. Há uma degustação e explicação de sabores, aroma, de dois vinhos. 
Primeira degustação | Vinícola Concha Y Toro

Depois entramos na adega, onde ficam os barris e o temido "Diablo". Lá, eles fazem um showzinho para contar a lenda do Casillero, apagam luzes, e um áudio em português conta a história. E então para finalizar o tour tradicional, voltamos ao saguão de entrada e experimentamos mais um tipo de vinho, um branco agora. 
Adega do Casillero | Vinícola Concha Y Toro

El Diablo | Vinícola Concha Y Toro

Quem comprou o tour Marques, tem direito a ir a um outro salão, onde haverá mais degustação de vinhos e queijos. No salão, há quatro tipos de vinhos, da linha Marques, e os devidos queijos que fazem a combinação perfeita. Confesso que eu já estava morrendo de fome e um pouco bêbada, afinal beber vinho dez horas da manhã não tá muito na minha rotina, ainda mais 3 taças e depois mais 4 hahaha. A guia explica as combinações e os sabores perceptíveis, e ensina a degustar. Essa parte foi bem legal, mas admito que não senti os sabores que a guia falava que tinha, acho que não sei apreciar vinho ainda. Logicamente, não dei  conta de mais quatro taças e repassei algumas pros meus primos que obviamente não recusaram.
Eu e meus primos comentamos que o passeio deveria começar pela casa do Marques, porque daí você já fica alegre e acha o passeio todo pela vinícola uma coisa maravilhosa haha.
Foi muito legal conhecer, mas confesso que esperava um pouco mais em questão de informações. Acho que faltou explicar o processo de fabricação do vinho, as diferenças entre as uvas, enfim, os guias não perderam muito tempo falando no tour. Minha prima foi na Undurraga num outro dia e disse que é mais completo no sentido de passarem mais informações.
Depois do tour você pode comer algo no restaurante, tem um pastel de Choclo muito bom, (as empanadas não são boas), e pode ir fazer compras na loja. 
Pastel de Choclo e Empanada | Vinícola Concha Y Toro
Dá uma vontade de levar muitos e muitos vinhos por causa do preço e da qualidade, porém tem sempre que lembrar do espaço que as garrafas vão ocupar na mala =( Recomendo pegar os vinhos mais especiais, já que o Casillero é encontrado facilmente aqui no Brasil e por um preço razoável, lógico que lá é mais barato, mas vale investir em algo mais especial. Ah, eles vendem embalagens próprias pra transportar as garrafas, mas se você não quiser gastar com isso não tem problema, pois colocam os vinhos em umas caixas de papelão bem reforçadas.
Me pergunta agora se na hora de comprar eu lembrava o nome dos vinhos que degustei e gostei? hahahahaha nããão, acho que deveria ter anotado.
Como já disse, perdemos o tour na Undurraga e então resolvemos ir pra casa resolver o passeio do quarto dia e como iríamos para Valparaíso e Viña Del Mar.

E que venha o quarto dia e o primeiro contato com a neve *-*

Dica: Na hora de embarcar, você pode levar os vinhos na mala de mão, só embalar bem. Coloquei as minhas garrafas na mala de despacho mesmo e chegaram intactas aqui no Brasil, mas envolvi em saquinhos e muito cachecol de lã haha. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

#Partiu Chile: Dia 2

Tava forçando a memória pra lembrar o que fizemos no segundo dia, e daí fui olhar as fotos pra lembrar porque a cabeça não ajudou rs.
Segundo nosso planejamento desplanejado, a ideia era fazer um city tour gratuito a pé ou com o Bus, guiado por um guia que são disponibilizados em alguns pontos de Santiago. Então saímos em direção ao Palácio de La Moneda que era perto do nosso apê. Estávamos sem pressa, então fomos explorando as ruas da cidade e tirando fotos.
Nossa primeira parada foi uma igreja que tinha próximo à avenida principal O' Higgins, e lá conversamos com o padre que nos contou que há muitos católicos brasileiros que visitam o Chile em missões e também nos explicou que a igreja estava em reforma devido a um protesto, onde destruíram os vidros das janelas e as portas. Quer dizer, a realidade aqui também existe lá.
La Iglesia do padre simpático

Seguimos nós e nossos amigos cachorros pela avenida, onde há uma praça grande com vários canteiros floridos bem bonitos, esculturas e algumas fontes e espelhos d'agua onde nossos amigos cachorros tomam banho haha. Caminhando em direção ao Palacio, conseguimos avistar a enorme bandeira do Chile, que fica em frente ao Palacio.
Praça a caminho do Palacio de La Moneda

Nossos peros amigos-companheiros 

Bom, achávamos que o Palacio fosse mais interessante, já que tem que passar no raio-x pra entrar lá dentro e não ver nada, além dos fofos cães dos "carabineros". Para se fazer o tour completo precisa agendar. É um lugar bem bonito e para aí. É lá que acontece a troca de guardas, mas tem dias e horários certos, nós não vimos, mas dizem que vale a pena por ser algo bem tradicional lá. NO subsolo da praça do Palacio, fica o Centro Cultural Palacio La Moneda, não vou afirmar se vale a pena, porque só entramos pra dar uma olhada e não exploramos pois queríamos economizar tempo.
Partimos pro centro histórico da cidade afim de ir ao ponto de encontro de onde sairia o city tour com o guia gratuito. Fomos a pé mesmo, e andamos bastante mas nada que fosse cansativo. Paramos na linda Catedral de Santiago, uma igreja riquíssima em detalhes, bem grande, e tem até um subsolo para velórios (meio tenebroso), mas foi um lugar onde me emocionei e agradeci muito por poder viver tudo aquilo com pessoas tão queridas.
A bandeira enorme do Chile que nos fez ficar bastante tempo para conseguir tirar uma foto com ela toda aberta e ainda assim não conseguimos rs

Lateral do Palacio de La Moneda

Como estávamos com fome, resolvemos comer as tais empanadas no El Rapido, um restaurantinho muito bem falado em um blog que estávamos pegando dicas (e que não lembro qual é). O local é bem simples, tipo balcão de bar, porém as empanadas estavam ótimas e saiam bem rápido mesmo haha.
E então, finalmente, tinha dado o horário do nosso city tour e partimos para a Plaza de Armas, na época estava em reforma o que gerou um vuco-vuco no centro que me senti em São Paulo de novo. O city tour é o da Turistik, bem famosa por lá, e você pode pegar os horários e pontos de encontro em uma Turistik mesmo, tem lá próximo a Plaza de Armas, ou em estação de metrô, terminal de ônibus. Enfim, estávamos em um grupo com alemães, argentinos, americanos e mais gente lá que não lembro. Começamos o city tour pela Plaza, Correios, Museo Historico, Prefeitura e fomos pro Palacio de La Moneda (de novo) e de lá chegamos no Cerro Santa Lucia. Assim, particularmente não sabia que era em inglês (nosso planejamento quem escolheu) e não aproveitei o city tour porque o guia só falou em inglês, então entendi o que me traduziram e mesmo assim foi difícil pois ele falava o inglês com espanhol tudo junto e misturado e rápido que só por Deus viu. O que é ruim, porque o legal é você ir passando nesses lugares tão ricos de história e ir aprendendo, mas enfim, a internet taí pra isso né? rs 
Nos irritamos porque ninguém tava entendendo nada e resolvemos ficar ali no Cerro Santa Lucia. Outro forte ponto turístico de Santiago. O Cerro é bem legal também, me senti num castelinho de época rs. A vista é boa mas não é a mais panorâmica, porém vale a pena, principalmente se for no por do sol, como nós fomos. Só que daí você vai pegar a feirinha fechada. Na saída tem que tomar cuidado porque ficam uns guias brasileiros e chilenos também, te empurrando passeio turístico a todo custo, perguntando pra onde estamos indo depois dali com a desculpa de nos ajudar a ir nos melhores lugares. Teve um que nos abordou insistentemente e que não achamos nada confiável, sei lá, pode ser um preconceito, mas é bom prevenir né.
Cerro Santa Lucia

Cerro Santa Lucia

Cerro Santa Lucia

Vista do Cerro Santa Lucia (ai essas paisagens de Santiago, só saudades e amores)

Se você quer mesmo aprender tudo e não entende a língua como eu, recomendo pagar pra fazer o city tour. Se tivéssemos feito isso teríamos mais dias pra fazer outras coisas, já que fomos uns 3 dias atrás de pontos turísticos na mesma região praticamente rs.
E pra finalizar a noite, fomos em direção à feirinha do BellaVista, uma das minhas regiões preferidas de Santiago. A feirinha fica aberta até umas 20h se não me engano, e vale a pena devido a variedade de coisas que tem. É a Feira Hippie Campineira de Santiago rs. Mas rola aquela coisa de pagar 10.000 pesos em um colar em uma banca e depois encontrá-lo por 7.000 na outra banca. Então tem que ir com tempo e explorar bem. Lá encontramos várias bijus com a famosa pedra Lápis Lázuli, ponchos, gorros e tudo o mais de lã de alpaca (oin, amei a alpaca), comida típica tipo o hot dog com creme de abacate. É um bom lugar pra se comprar lembrancinhas porém acho que não é o melhor.
Um pouco mais a frente da feira tem o Patio BellaVista, um shopping a céu aberto, com pub, restaurantes com música ao vivo, caixa eletrônico, e muitas lojinhas. Adorei o Patio, não só porque ele é bonitinho, mas porque tem umas lojas muito boas pra comprar lembrancinhas, acabei com meus pesos lá rs. Tem lojas com umas bijus mais finas do que na feirinha, lenços bem típicos e uma variedade de lembranças como imãs de geladeira, casinhas, camisetas, canetas, enfim muita coisa e por um preço razoável, basta saber escolher porque achei tudo caro no Chile mesmo rs. Lá também tem lojas de artigos de couro, roupas, chapéus, enfim, bem diversificado.
Parte inferior do Patio BellaVista

Eu e minhas primas estávamos acabadas e com frio e então enquanto os boys tavam no pub tomando uma cerveja básica, decidimos sentar nuns pufes que estavam do lado de fora de um dos restaurantes (não lembro o nome) e tinham uns aquecedores por perto e daí que chega o garçom e fomos obrigadas a pedir um drink pelo menos. Estávamos tão a vontade ali que colocamos os pés em cima de uma espécie de pufe, pra nós era um pufe ok, até que chega o garçom de novo, super-hiper-mega simpático só que ao contrário, e nos diz: "En Chile no es bien visto colocar los pies en la mesa" (arrasei no portunhol). Uma olhou pra cara da outra com cara de "hã? Eles chamam ISSO de mesa?" e nem preciso dizer que caímos na gargalhada né? Ai gringo só causa mesmo no país alheio né hahahaha.
Fim do dia 2, ufaaaaaa! Pernas doendo de tanto andar.

Logo mais o dia 3 com uns bons drinks na vinícola :)

sábado, 15 de novembro de 2014

#Partiu Chile: Dia 1

Sei que no último post sobre a viagem pro Chile disse que o assunto seria o Chile e os chilenos, mas comecei a escrever e achei que ia ficar monótono demais, então resolvi fazer um diário de viagem mesmo, contando cada dia :)
Bom, ao descer no aeroporto e fazer todo o trâmite de entrada de estrangeiros (já aviso que demora mas você se distrai tentando descobrir o idioma que o colega da frente ou de trás tá falando e quando vê já está lá sendo autorizado a entrar no país), demos uma passada no Duty Free pra ver se o preços compensavam, (olha posso dizer que pelo menos o perfume que eu queria estava mais barato em Santiago do que em Buenos Aires mas não sei generalizar se compensa mesmo, o que gostei é que não ficam aqueles vendedores te enchendo o saco e te impedindo de experimentar a loja inteira) e fomos atrás de um motorista. Já tínhamos visto em blogs que todo cuidado era necessário na hora de pegar um táxi, porque assim como aqui, há sempre os picaretas. Como estávamos em sete pessoas, tivemos que alugar uma van, fomos na que nos pareceu mais honesta e que fez um preço fechado rs. Demos sorte, o motorista foi simpático e nos deu algumas dicas bem legais como o melhor dia pra ir pra montanha. E então já fechamos o dia da volta com ele também.
Ficamos hospedados em um apartamento no bairro Republica, cheio de jovens estudantes e bares mais alternativos. Achei ótima a localização, pois estávamos perto da estação de metrô Republica, o que nos fazia chegar no centro da cidade em 10 minutos no máximo, haviam dois mercados próximos, e dava pra ir a pé tranquilamente em alguns pontos turísticos como o Palacio de La Moneda. Fora que por não estarmos no centro, o aluguel/hotel é mais em conta. E claro, além da linda paisagem que víamos ao acordar.
O apartamento que ficamos tinha de tudo, cobertas, eletrodomésticos, ótimo sinal de wifi, lavanderia, utensílios de cozinha, não sentimos falta de nada (além de um aquecedor no apartamento todo rs), e os donos eram muito atenciosos e solicitos. Acho que vale a pena alugar um apartamento pelo custo, independente se você vai em 3 ou em 7 pessoas. Como passamos a maior parte do tempo na rua, uma boa cama basta, particularmente acho besteira ficar em hotéis de luxo se sua intenção for explorar a cidade.
Vista da sala do apê

Depois que nos acomodamos, fomos ao mercado fazer algumas compras pra café da manhã e pra comer antes de irmos ao nosso primeiro passeio em Santiago. O primeiro contato com as ruas de Santiago foi bem encantador, prédios bonitos, estilo europeu e muitos cachorros civilizados rs. O primeiro contato com um mercadinho não foi muito agradável, o segurança nos seguia corredor a corredor e assim foi durante todos os dias em que íamos lá, o que me fez pensar que brasileiros não devem deixar uma boa impressão por onde passam. De novidade de mercado posso destacar uns refrigerantes que pareciam desinfetante por causa da cor e que não tivemos coragem de comprar, as batatas Lays em tamanho família e de vários sabores, a variedade de chocolates Nestlé, cerveja Corona barata e ceveja Chilena ruim, galletas (ou bolachas) deliciosas da marca Costa, água potável ruim (achei que era impossível existir água ruim, mas no Chile tem), pãozinho maravilhoso tipo uma mistura de pão sírio com pão caseiro e que só vende em mercado porque não existe padaria lá, queijo manteigoso que é mais maravilhoso ainda (não achei por aqui ainda), e falta de frutas/verduras/legumes, o que na verdade já era esperado.
Rua próxima ao local em que estávamos hospedados, muita árvore de folhinha canadense
Após um lanchinho, resolvemos seguir nossa programação e ir pra um shopping e escolhemos o Costanera, por ser mais próximo. Tivemos que pegar metrô e para facilitar carregamos o Bip!, um cartão semelhante ao Bilhete Único daqui de Campinas, onde você pode utilizá-lo em metrô ou ônibus, aliás o ônibus só aceita cartão. Descemos na estação Tobalaba, (o que foi muito difícil de entender o que a atendente estava falando, só sei que no fim entendemos Balada e deu certo haha). Logo que você sai da estação, anda um pouquinho e já tem uma passarela que praticamente é ligada ao shopping. Só fomos ao Costanera por falta de (planejamento) tempo, mas achei que foi super válido, o shopping é lindo e enorme, onde cada andar representa um segmento: feminino, masculino, presentes, etc. Amei essa organização deles e amei mais ainda as lojas, todas lojas eram cheirosas (a nível dar dor de cabeça em algumas), com um design super diferente uma da outra o que tornava muito convidativo entrar em todas rs. Como publicitária e amante de criatividade e em especial de merchan/PDV, achei tudo muito incrível, aqui no Brasil não há essa preocupação em todas as lojas de montar algo bonitinho e conceitual, aqui as lojas são muito iguais, com fachada simples, nada muito criativo. Pode ser que isso seja pra compensar o mau atendimento que eles prestam lá haha. Enfim, era tanta loja pra entrar que tivemos que selecionar algumas mais atraentes como: Converse All Star, Puma, TopShop, H&M, Zara. A Converse tem uns tênis maravilindos, Top Shop e H&M não achei nada de tão interessante e bonito, Zara é o mesmo daqui e Puma entramos só pelo design de fora mesmo rs. Entramos em mais lojas atrás de roupas pra ir na neve mas nada com preço atraente, aliás os preços lá eram muito semelhantes com os daqui, senão mais caros, então se não fosse diferente não compensava trazer. Lá no Costanera e em vários pontos de Santiago tem a loja Paris, uma loja de departamento bem grande com inúmeras coisas, lá sim haviam alguns itens que compensavam comprar principalmente cosméticos/perfumes.
Um pouco do Costanera Center. Detalhe para a separação de andares. Tem uma cascatinha iluminada bem linda que cai a partir do 3º andar acho mas a esperta aqui não tirou foto.
Como estávamos sem comer decentemente a um bom tempo, resolvemos procurar algo na praça de alimentação e pra nossa surpresa era tudo bem caro se comparado ao que/quanto comemos aqui rs. Optamos por uma hamburgueria estilo anos 80 mesmo que não lembro o nome mas fica ao lado do restaurante Tony Ramos (imagina se esse eu não ia decorar né?), e olha foi o melhor lanche que comi lá em Santiago! A maionese era simples, mas muito boa, tanto que tentamos descobrir a marca mas a garçonete não informou rs, o hamburguer saborosíssimo, enfim muito bom! Experimentei o Dr. Peppers, aquele refrigerante de cereja, no começo eu gostei mas depois ficou parecendo xarope rs. Lá, o gelo eram bolinhas pequenas ao invés de cubos ou tubos, achei legal também rs. Além do lanche e das "papas" fritas muuuuito bons, tínhamos uma vista maravilinda! Segundo a garçonete, ficamos num lugar vip da hamburgueria (o que eu duvido muito, acho que era apenas a mesa que cabia bastante gente), onde da janela víamos as Cordilheiras (ainda tímidas no nosso primeiro dia), e lá também há uma varanda com mesas onde dá pra tomar um milk shake olhando as montanhas brancas ou quase isso.
Vista da hamburgueria
E depois quis tomar um sorvete Freddo que eu já havia experimentado na Argentina e tava morrendo de saudades, mas para minha surpresa como mal tínhamos gasto nossos pesos chilenos, não tínhamos dinheiro trocado e então o atendente da Freddo simplesmente não quis nos vender o sorvete porque "no hay cambio". Insistimos e nada, serviram apenas para elogiar nossa beleza. Só sei que arranjamos o dinheiro trocado e só então nos venderam o sorvete. Tipoassim, eu que faço o favor de comprar e não eles de vender, tendeu? Okay, valeu pelo sorvete.
Por fim, fomos embora, ninguém tava mais com saco pra shopping e todos morrendo de sono e cansaço, o que não significa que dormimos cedo ou que não tínhamos pique para o próximo dia.

Próximo post: Dia 2 (estou tentando lembrar o que fizemos, abafa).