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segunda-feira, 22 de junho de 2015

#Partiu Chile: Dia 6

Pula a parte que vai fazer um ano que fui viajar e não terminei os posts

Bom, chegamos ao sexto dia! (tá acabando :/) e na verdade não tínhamos programado muito bem o que íamos fazer, só tínhamos reservado o jantar no Giratorio e talvez fôssemos esquiar novamente na quinta-feira.
A bem da verdade é que estava um tempo bem chuvoso e friiiiioooo, por isso rolou uma preguiça geral na galera em acordar cedo. Então todos acordaram por volta das 10h e decidimos que se a chuva parasse, já estava bem fraquinha, íamos no Cerro San Cristóbal.
A chuva deu trégua, e lá fomos nós. Pegamos o metrô até a estação Baquedano (bem perto do bairro em que estávamos, o Republica, cerca de 10 min), e seguimos a pé até o Cerro. É bem fácil chegar lá, só seguir reto sentido o bairro Bella Vista, entra na rua Pio Nono (a rua dos barzinhos, bem bonita por sinal! Queria ter curtido um dos bares, mas não deu) e segue reto até o final.
Ao chegar no fim da rua, tem o museu La Chascona (ou a descabelada rs) do Pablo Neruda. Eu e minha prima optamos por entrar no museu enquanto o resto da galera foi ao zoológico. No museu você tem um guia digital, em português, durante todo o trajeto na casa. Conta toda a história de Neruda, seus amigos, influência, suas mulheres, enfim é uma experiência cultural bem legal e dá pra perceber que Neruda era uma pessoa bem divertida. Dentro não pode tirar fotos, mas vale a pena observar cada detalhe dos objetos da casa. Estudantes pagam 2.500 pesos para entrar e vale a carteirinha brasileira!
Pra quem curte umas comprinhas, no fim do tour tem uma lojinha e tem um café também! Na lojinha tem umas coisas bem bonitas de papelaria, lógico que tudo do Neruda. Comprei uma caneta que tinha a verba revertida para a Fundación Pablo Neruda, que visa preservar o legado poético, artístico e humanista de Neruda, além de colaborar para o desenvolvimento dos novos poetas/escritores.

Espelho d'água meio seco no lado de fora da La Chascona

La Chascona

e essa janela personalizada? Mara! 

Essa foto tá aqui só pra mostrar esse "regador" de planta. É uma bola com um tubo comprido que você finca na terra e daí ela vai liberando água pra plantinha. No apê também tinha, achei muito legal, além de deixar a planta com um enfeitinho. Nunca tinha visto aqui no Brasil.
Depois do nosso tour na Chascona, fomos pegar o furnicular pra subir o Cerro. Você pode ir a pé também se quiser, mas já te adianto que depois tem uma boa subia até os pés da Virgen Maria. Se você quiser ir ao zoológico pode pegar o furnicular também e depois pegá-lo novamente para subir o restante do Cerro. Você paga cerca de 2.000 pesos para subir e descer no furnicular. 
Meus primos adoraram o zoológico, tem vários animais diferentes, e é um dos mais completos da América do Sul. Gostaria muito de ter ido também, mas não deu tempo. Acho que vale a pena ir ao Zoo caso você curta esse tipo de passeio.
O que dizer do Cerro San Cristóbal? Me faltam palavras, sério. É um dos lugares mais incríveis de Santiago! Você tem uma vista maravilhosa! Lá foi o lugar em que eu falei: putz eu tô meeeesmo aqui! Para nossa sorte, como havia chovido, as cordilheiras estavam branquinhas, o que contribuiu para uma vista ainda mais inesquecível!
Até me emocionei por lá, senti saudades do resto da minha família pois queria eles lá comigo vendo aquela coisa maravilhosa.

Imagine com o por do sol? Deve ficar cem vezes mais lindo também *-* En-can-ta-da!!
E então, com muito fôlego, fomos subindo as escadarias para chegar aos pés de la Virgen.
Antes de chegar na Virgen, tem uma capelinha bem bonitinha. Vale a pena entrar lá e agradecer por poder viver aquele momento único.

La Virgen Maria


Prestes a irmos embora, já era umas 15h30, demos uma xeretada nas lojinhas mas não tem muita coisa interessante não.
Vale ficar de olho nos horários e dias de funcionamento do furnicular e do Zoo.
Depois de descermos com o furnicular maravilhoso, precisávamos decidir como iríamos para a estação de esqui no dia seguinte, já que tinha bastante neve dessa vez! Antes de subirmos o Cerro, um brasileiro, que era de uma agência (nem sei se é agência que fala ou se é só transfer mesmo, sei lá), nos ofereceu seus serviços, disse que dava pra fazer um tour por várias estações sem precisar necessariamente esquiar e que ele alugava os equipamento e talz, por um preço bem camarada. Como não tínhamos gostado muito da Ski Total devido à demora em tudo, resolvemos ir na onda do tal brasileiro. Eu já tinha decidido que não ia esquiar, devido ao meu fracasso na primeira tentativa. É que pra esquiar é um pouco caro sabe, e como íamos para o Valle Nevado e lá não tem uma pista de iniciante muito camarada, resolvi não arriscar. Meus primos tiveram que ir lá na tal agência pra experimentar e reservar os esquipamentos e então já tava meio tarde e eu queria ir um pouco mais arrumada e aquecida pro nosso jantar (imagina se eu não ava bem mulambenta? haha). Resolvemos voltar pro apê acreditando que ia dar tempo de chegar no horário da reserva. No corre, tomamos um belo Nescafé de máquina (era o que mais tomávamos no frio, tinha em qualquer birosca e era bem bom, tipo Dolce Gusto mesmo, só não ganhou do cappuccino da Coca que encontrei em um único lugar, que saudades desse cappuccino :/), comemos algo correndo também e ao chegar no apê, tcharan:

Essa vista maravilhosaaa!! Dá pra sentir falta das cordilheiras todos os dias, sério
Bom, pra ir no Giratorio, primeiramente você precisa fazer uma reserva com uns 3/4 dias de antecedencia, segundamente é só pegar o metrô e descer em Los Leones. E então já estará praticamente na cara do restaurante. Nossa ideia era ver o por do sol, mas não rolou muito, quando chegamos, umas 19h15, já tinha escurecido. Vale a pena ver o por do sol pra poder sentir a graça e o diferencial do restaurante. A noite não dá pra ver quase nada porque as luzes do restaurante refletem no vidro. Enfim, ele gira mesmo gente! haha! No começo dá uma sensação um pouco estranha, porque como é bem suave o giro, seu corpo começa a estranhar. Mas não é nada que vá embrulhar o estômago ou dar tontura, a não ser que você seja muuuuito sensível. Eu fiquei toda confusa na hora de ir ao banheiro porque uma hora tô perto da porta, na outra não sei mais onde tô haha.
A comida é boa, não é a mais maravilhosa, mas assim, quase não comi comida no Chile, e dentre os poucos pratos que experimentei, o de lá foi o melhor sem dúvidas! Pedi um frago grelhado com queijo e a salada de acompanhamento. Meus primos pediram peixe e frutos do mar e gostaram também. Para beber, um vinho branco chileno e na sobremesa um pudim de doce de leite bem dispensável. O jantar não ficou barato, em torno de R$100,00 cada um, mas acho que vale a pena. É um lugar mais refinado e tem esse diferencial, que é bem mais válido durante o dia.

Saladona, e o frango grelhado com uma alga frita horrorosa

Pudim de doce de leite dispensável. Deu pra perceber que prato bonito não é bem o forte deles né? haha
Já eram umas 22h e daí tivemos a incrível ideia de ir ao Hard Rock já que estávamos ali perto e tínhamos ânimo sobrando. O Hard Rock fica no Shop. Costanera Center e dá pra ir a pé direto do Giratorio.
Que lugar incríííível que é o Hard Rock né? Desde criança eu via aquelas pessoas com uma jaqueta bordada Hard Rock Café e morria de curiosidade de conhecer esse tal lugar! Até pouco tempo atrás eu imaginava que só existia no EUA, quando vi ele lá no Chile em nosso primeiro dia fixei na cabeça que tínhamos muito que ir lá!

Hard Rock Santiago

Hard Rock Santiago

Lá tem uma lojinha, com camisetas, copos, chaveiros, enfim, várias coisas bonitinhas e bem caras do Hard Rock rs. Eu já queria levar um copo, porque sou a loca dos copo, mas ainda bem que esperei entrar no bar.
O garçon que nos atendeu posso considerá-lo o garçom mais simpático que encontramos no Chile, devido ao monte de mal criações que tínhamos passado rs, e nos contou várias coisas legais sobre o Hard Rock, sobre os "pins" ou bottons que ele tem no colete. E depois nos deixou até subir no palquinho e tirar foto por lá (também, fechamos o bar praticamente rs). Um coisa um pouco diferente daqui do Brasil, é que lá no Hard Rock e em outros lugares que fomos, você era obrigado a pedir uma comida pra continuar no bar, não podia simplesmente sentar e beber. Whatever, chato isso. No cardápio tem vários drinks que você ganha o copo e paga mais barato no "refil", assim como no chopp. Amo drinks e fiquei sem sentido lá querendo escolher todos. No fim eu escolhi um azul, que não lembro o nome, mas era maravilhoso! Minha prima pediu um outro mais tropical, e bem bom também. Eles são um pouco docinhos, então quem não curte, melhor pedir um drink mais tradicional mesmo tipo mojito. Os drinks que você leva o copo saem em torno de R$40,00, mei caro né? Mas gente, não tem no Brasil né? Aliás porqueeeee não tem Hard Rock aqui? Eu quero, eu preciso! Queríamos ter ficado bem mais lá, mas como era uma quarta, o Hard Rock fecha às 01h30 e com muito pesar no coração fomos embora. Pegamos um táxi porque o metrô tava fechado e tivemos que guiar o taxista, já que ele não tinha GPS e não fazia a menor ideia da onde era o bairro em que estávamos hospedados. Se ele não sabia, imagina nós né? hahaha deu certo, não sei como, mas deu!

E depois dessa noite super agradável com música boa, e uns bons drinks era hora de dormir pra ter energia pra encarar a neve e algumas muitas curvas até o topo da montanha.

Quer saber o que eu fiz nos demais dias? Confere aí: #dia1 #dia2 #dia3 #dia4 #dia5

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

#Partiu Chile: Dia 3

Continuando a incrível viagem ao Chile, agora chegamos no terceiro dia. (Você pode conferir o que fiz nos dias 1 e 2 clicando aqui e aqui).
Já tínhamos planejado aqui no Brasil mesmo que iríamos às vinícolas no domingo, nosso terceiro dia, pois precisava agendar a visita com pelo menos uma semana de antecedência, já que era alta temporada.
No Chile podemos encontrar uma diversidade incrível de vinícolas, o clima e o solo são propícios para o cultivo das mais variadas uvas, então ir pro país e não visitar uma vinícola é como ir ao RJ e não visitar o cristo rs. Mesmo para quem acha que o passeio não é lá muito interessante, posso te garantir que é sim, pois vinícola são sempre donas de uma paisagem incrível, fora o fato de você poder tomar uns bons goles de vinho rs.
Agendamos visita na Concha Y Toro, a vinícola mais famosa para os turistas e também na Undurraga. Escolhemos as duas por estarem sempre bem recomendadas nos blogs e guias que consultamos. No final das contas só conseguimos ir de manhã na Concha Y Toro, pois não imaginávamos que era tão longe assim da onde estávamos. A Undurraga estava agendada para as 15:00, último horário de visita, mas saímos da Concha Y Toro eram quase 14h, e concluímos que era melhor mudar o passeio da tarde já que não ia dar tempo.
Pegamos o metrô na estação Los Heroes, descemos e Los Leones e fizemos a integração na linha azul até Las Mercedes. A viagem é bem longa, dá uns 40 minutos, dá pra conhecer um bom pedaço de Santiago rs. Achei legal que passamos em locais rurais, me senti num filme viajando de uma cidade pra outra de trem haha. Na estação de Las Mercedes pegamos um táxi até a vinícola, pois é o meio mais prático e não dá nem 10 minutos até lá.
Chegamos lá e tinha fila pra comprar o passaporte, porque apesar de ter agendado, era preciso fazer o pagamento do tour. Optamos pelo tour mais completo, o Marques de Casa Concha e por fim chegamos atrasados e perdemos a primeira parte do tour. Mas depois conversamos com o guia e fomos juntos na próxima turma ver essa primeira parte que era conhecer as plantações. O local é bem bonito, o guia dá uma breve, mas bem breve explicação dos tipos de uvas e como fomos no inverno, os galhos estavam secos, mas se você for em época frutífera, pode provar as uvas. De verdade? Achei bem fraca essa primeira parte do tour.
Vinícola Concha Y Toro

Vinícola Concha Y Toro
As parreiras tudo seca :(  | Vinícola Concha Y Toro
A segunda parte é a entrada na adega do Casillero del Diablo, o vinho mais famoso da marca. Há uma degustação e explicação de sabores, aroma, de dois vinhos. 
Primeira degustação | Vinícola Concha Y Toro

Depois entramos na adega, onde ficam os barris e o temido "Diablo". Lá, eles fazem um showzinho para contar a lenda do Casillero, apagam luzes, e um áudio em português conta a história. E então para finalizar o tour tradicional, voltamos ao saguão de entrada e experimentamos mais um tipo de vinho, um branco agora. 
Adega do Casillero | Vinícola Concha Y Toro

El Diablo | Vinícola Concha Y Toro

Quem comprou o tour Marques, tem direito a ir a um outro salão, onde haverá mais degustação de vinhos e queijos. No salão, há quatro tipos de vinhos, da linha Marques, e os devidos queijos que fazem a combinação perfeita. Confesso que eu já estava morrendo de fome e um pouco bêbada, afinal beber vinho dez horas da manhã não tá muito na minha rotina, ainda mais 3 taças e depois mais 4 hahaha. A guia explica as combinações e os sabores perceptíveis, e ensina a degustar. Essa parte foi bem legal, mas admito que não senti os sabores que a guia falava que tinha, acho que não sei apreciar vinho ainda. Logicamente, não dei  conta de mais quatro taças e repassei algumas pros meus primos que obviamente não recusaram.
Eu e meus primos comentamos que o passeio deveria começar pela casa do Marques, porque daí você já fica alegre e acha o passeio todo pela vinícola uma coisa maravilhosa haha.
Foi muito legal conhecer, mas confesso que esperava um pouco mais em questão de informações. Acho que faltou explicar o processo de fabricação do vinho, as diferenças entre as uvas, enfim, os guias não perderam muito tempo falando no tour. Minha prima foi na Undurraga num outro dia e disse que é mais completo no sentido de passarem mais informações.
Depois do tour você pode comer algo no restaurante, tem um pastel de Choclo muito bom, (as empanadas não são boas), e pode ir fazer compras na loja. 
Pastel de Choclo e Empanada | Vinícola Concha Y Toro
Dá uma vontade de levar muitos e muitos vinhos por causa do preço e da qualidade, porém tem sempre que lembrar do espaço que as garrafas vão ocupar na mala =( Recomendo pegar os vinhos mais especiais, já que o Casillero é encontrado facilmente aqui no Brasil e por um preço razoável, lógico que lá é mais barato, mas vale investir em algo mais especial. Ah, eles vendem embalagens próprias pra transportar as garrafas, mas se você não quiser gastar com isso não tem problema, pois colocam os vinhos em umas caixas de papelão bem reforçadas.
Me pergunta agora se na hora de comprar eu lembrava o nome dos vinhos que degustei e gostei? hahahahaha nããão, acho que deveria ter anotado.
Como já disse, perdemos o tour na Undurraga e então resolvemos ir pra casa resolver o passeio do quarto dia e como iríamos para Valparaíso e Viña Del Mar.

E que venha o quarto dia e o primeiro contato com a neve *-*

Dica: Na hora de embarcar, você pode levar os vinhos na mala de mão, só embalar bem. Coloquei as minhas garrafas na mala de despacho mesmo e chegaram intactas aqui no Brasil, mas envolvi em saquinhos e muito cachecol de lã haha. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

#Partiu Chile: Dia 2

Tava forçando a memória pra lembrar o que fizemos no segundo dia, e daí fui olhar as fotos pra lembrar porque a cabeça não ajudou rs.
Segundo nosso planejamento desplanejado, a ideia era fazer um city tour gratuito a pé ou com o Bus, guiado por um guia que são disponibilizados em alguns pontos de Santiago. Então saímos em direção ao Palácio de La Moneda que era perto do nosso apê. Estávamos sem pressa, então fomos explorando as ruas da cidade e tirando fotos.
Nossa primeira parada foi uma igreja que tinha próximo à avenida principal O' Higgins, e lá conversamos com o padre que nos contou que há muitos católicos brasileiros que visitam o Chile em missões e também nos explicou que a igreja estava em reforma devido a um protesto, onde destruíram os vidros das janelas e as portas. Quer dizer, a realidade aqui também existe lá.
La Iglesia do padre simpático

Seguimos nós e nossos amigos cachorros pela avenida, onde há uma praça grande com vários canteiros floridos bem bonitos, esculturas e algumas fontes e espelhos d'agua onde nossos amigos cachorros tomam banho haha. Caminhando em direção ao Palacio, conseguimos avistar a enorme bandeira do Chile, que fica em frente ao Palacio.
Praça a caminho do Palacio de La Moneda

Nossos peros amigos-companheiros 

Bom, achávamos que o Palacio fosse mais interessante, já que tem que passar no raio-x pra entrar lá dentro e não ver nada, além dos fofos cães dos "carabineros". Para se fazer o tour completo precisa agendar. É um lugar bem bonito e para aí. É lá que acontece a troca de guardas, mas tem dias e horários certos, nós não vimos, mas dizem que vale a pena por ser algo bem tradicional lá. NO subsolo da praça do Palacio, fica o Centro Cultural Palacio La Moneda, não vou afirmar se vale a pena, porque só entramos pra dar uma olhada e não exploramos pois queríamos economizar tempo.
Partimos pro centro histórico da cidade afim de ir ao ponto de encontro de onde sairia o city tour com o guia gratuito. Fomos a pé mesmo, e andamos bastante mas nada que fosse cansativo. Paramos na linda Catedral de Santiago, uma igreja riquíssima em detalhes, bem grande, e tem até um subsolo para velórios (meio tenebroso), mas foi um lugar onde me emocionei e agradeci muito por poder viver tudo aquilo com pessoas tão queridas.
A bandeira enorme do Chile que nos fez ficar bastante tempo para conseguir tirar uma foto com ela toda aberta e ainda assim não conseguimos rs

Lateral do Palacio de La Moneda

Como estávamos com fome, resolvemos comer as tais empanadas no El Rapido, um restaurantinho muito bem falado em um blog que estávamos pegando dicas (e que não lembro qual é). O local é bem simples, tipo balcão de bar, porém as empanadas estavam ótimas e saiam bem rápido mesmo haha.
E então, finalmente, tinha dado o horário do nosso city tour e partimos para a Plaza de Armas, na época estava em reforma o que gerou um vuco-vuco no centro que me senti em São Paulo de novo. O city tour é o da Turistik, bem famosa por lá, e você pode pegar os horários e pontos de encontro em uma Turistik mesmo, tem lá próximo a Plaza de Armas, ou em estação de metrô, terminal de ônibus. Enfim, estávamos em um grupo com alemães, argentinos, americanos e mais gente lá que não lembro. Começamos o city tour pela Plaza, Correios, Museo Historico, Prefeitura e fomos pro Palacio de La Moneda (de novo) e de lá chegamos no Cerro Santa Lucia. Assim, particularmente não sabia que era em inglês (nosso planejamento quem escolheu) e não aproveitei o city tour porque o guia só falou em inglês, então entendi o que me traduziram e mesmo assim foi difícil pois ele falava o inglês com espanhol tudo junto e misturado e rápido que só por Deus viu. O que é ruim, porque o legal é você ir passando nesses lugares tão ricos de história e ir aprendendo, mas enfim, a internet taí pra isso né? rs 
Nos irritamos porque ninguém tava entendendo nada e resolvemos ficar ali no Cerro Santa Lucia. Outro forte ponto turístico de Santiago. O Cerro é bem legal também, me senti num castelinho de época rs. A vista é boa mas não é a mais panorâmica, porém vale a pena, principalmente se for no por do sol, como nós fomos. Só que daí você vai pegar a feirinha fechada. Na saída tem que tomar cuidado porque ficam uns guias brasileiros e chilenos também, te empurrando passeio turístico a todo custo, perguntando pra onde estamos indo depois dali com a desculpa de nos ajudar a ir nos melhores lugares. Teve um que nos abordou insistentemente e que não achamos nada confiável, sei lá, pode ser um preconceito, mas é bom prevenir né.
Cerro Santa Lucia

Cerro Santa Lucia

Cerro Santa Lucia

Vista do Cerro Santa Lucia (ai essas paisagens de Santiago, só saudades e amores)

Se você quer mesmo aprender tudo e não entende a língua como eu, recomendo pagar pra fazer o city tour. Se tivéssemos feito isso teríamos mais dias pra fazer outras coisas, já que fomos uns 3 dias atrás de pontos turísticos na mesma região praticamente rs.
E pra finalizar a noite, fomos em direção à feirinha do BellaVista, uma das minhas regiões preferidas de Santiago. A feirinha fica aberta até umas 20h se não me engano, e vale a pena devido a variedade de coisas que tem. É a Feira Hippie Campineira de Santiago rs. Mas rola aquela coisa de pagar 10.000 pesos em um colar em uma banca e depois encontrá-lo por 7.000 na outra banca. Então tem que ir com tempo e explorar bem. Lá encontramos várias bijus com a famosa pedra Lápis Lázuli, ponchos, gorros e tudo o mais de lã de alpaca (oin, amei a alpaca), comida típica tipo o hot dog com creme de abacate. É um bom lugar pra se comprar lembrancinhas porém acho que não é o melhor.
Um pouco mais a frente da feira tem o Patio BellaVista, um shopping a céu aberto, com pub, restaurantes com música ao vivo, caixa eletrônico, e muitas lojinhas. Adorei o Patio, não só porque ele é bonitinho, mas porque tem umas lojas muito boas pra comprar lembrancinhas, acabei com meus pesos lá rs. Tem lojas com umas bijus mais finas do que na feirinha, lenços bem típicos e uma variedade de lembranças como imãs de geladeira, casinhas, camisetas, canetas, enfim muita coisa e por um preço razoável, basta saber escolher porque achei tudo caro no Chile mesmo rs. Lá também tem lojas de artigos de couro, roupas, chapéus, enfim, bem diversificado.
Parte inferior do Patio BellaVista

Eu e minhas primas estávamos acabadas e com frio e então enquanto os boys tavam no pub tomando uma cerveja básica, decidimos sentar nuns pufes que estavam do lado de fora de um dos restaurantes (não lembro o nome) e tinham uns aquecedores por perto e daí que chega o garçom e fomos obrigadas a pedir um drink pelo menos. Estávamos tão a vontade ali que colocamos os pés em cima de uma espécie de pufe, pra nós era um pufe ok, até que chega o garçom de novo, super-hiper-mega simpático só que ao contrário, e nos diz: "En Chile no es bien visto colocar los pies en la mesa" (arrasei no portunhol). Uma olhou pra cara da outra com cara de "hã? Eles chamam ISSO de mesa?" e nem preciso dizer que caímos na gargalhada né? Ai gringo só causa mesmo no país alheio né hahahaha.
Fim do dia 2, ufaaaaaa! Pernas doendo de tanto andar.

Logo mais o dia 3 com uns bons drinks na vinícola :)

sábado, 15 de novembro de 2014

#Partiu Chile: Dia 1

Sei que no último post sobre a viagem pro Chile disse que o assunto seria o Chile e os chilenos, mas comecei a escrever e achei que ia ficar monótono demais, então resolvi fazer um diário de viagem mesmo, contando cada dia :)
Bom, ao descer no aeroporto e fazer todo o trâmite de entrada de estrangeiros (já aviso que demora mas você se distrai tentando descobrir o idioma que o colega da frente ou de trás tá falando e quando vê já está lá sendo autorizado a entrar no país), demos uma passada no Duty Free pra ver se o preços compensavam, (olha posso dizer que pelo menos o perfume que eu queria estava mais barato em Santiago do que em Buenos Aires mas não sei generalizar se compensa mesmo, o que gostei é que não ficam aqueles vendedores te enchendo o saco e te impedindo de experimentar a loja inteira) e fomos atrás de um motorista. Já tínhamos visto em blogs que todo cuidado era necessário na hora de pegar um táxi, porque assim como aqui, há sempre os picaretas. Como estávamos em sete pessoas, tivemos que alugar uma van, fomos na que nos pareceu mais honesta e que fez um preço fechado rs. Demos sorte, o motorista foi simpático e nos deu algumas dicas bem legais como o melhor dia pra ir pra montanha. E então já fechamos o dia da volta com ele também.
Ficamos hospedados em um apartamento no bairro Republica, cheio de jovens estudantes e bares mais alternativos. Achei ótima a localização, pois estávamos perto da estação de metrô Republica, o que nos fazia chegar no centro da cidade em 10 minutos no máximo, haviam dois mercados próximos, e dava pra ir a pé tranquilamente em alguns pontos turísticos como o Palacio de La Moneda. Fora que por não estarmos no centro, o aluguel/hotel é mais em conta. E claro, além da linda paisagem que víamos ao acordar.
O apartamento que ficamos tinha de tudo, cobertas, eletrodomésticos, ótimo sinal de wifi, lavanderia, utensílios de cozinha, não sentimos falta de nada (além de um aquecedor no apartamento todo rs), e os donos eram muito atenciosos e solicitos. Acho que vale a pena alugar um apartamento pelo custo, independente se você vai em 3 ou em 7 pessoas. Como passamos a maior parte do tempo na rua, uma boa cama basta, particularmente acho besteira ficar em hotéis de luxo se sua intenção for explorar a cidade.
Vista da sala do apê

Depois que nos acomodamos, fomos ao mercado fazer algumas compras pra café da manhã e pra comer antes de irmos ao nosso primeiro passeio em Santiago. O primeiro contato com as ruas de Santiago foi bem encantador, prédios bonitos, estilo europeu e muitos cachorros civilizados rs. O primeiro contato com um mercadinho não foi muito agradável, o segurança nos seguia corredor a corredor e assim foi durante todos os dias em que íamos lá, o que me fez pensar que brasileiros não devem deixar uma boa impressão por onde passam. De novidade de mercado posso destacar uns refrigerantes que pareciam desinfetante por causa da cor e que não tivemos coragem de comprar, as batatas Lays em tamanho família e de vários sabores, a variedade de chocolates Nestlé, cerveja Corona barata e ceveja Chilena ruim, galletas (ou bolachas) deliciosas da marca Costa, água potável ruim (achei que era impossível existir água ruim, mas no Chile tem), pãozinho maravilhoso tipo uma mistura de pão sírio com pão caseiro e que só vende em mercado porque não existe padaria lá, queijo manteigoso que é mais maravilhoso ainda (não achei por aqui ainda), e falta de frutas/verduras/legumes, o que na verdade já era esperado.
Rua próxima ao local em que estávamos hospedados, muita árvore de folhinha canadense
Após um lanchinho, resolvemos seguir nossa programação e ir pra um shopping e escolhemos o Costanera, por ser mais próximo. Tivemos que pegar metrô e para facilitar carregamos o Bip!, um cartão semelhante ao Bilhete Único daqui de Campinas, onde você pode utilizá-lo em metrô ou ônibus, aliás o ônibus só aceita cartão. Descemos na estação Tobalaba, (o que foi muito difícil de entender o que a atendente estava falando, só sei que no fim entendemos Balada e deu certo haha). Logo que você sai da estação, anda um pouquinho e já tem uma passarela que praticamente é ligada ao shopping. Só fomos ao Costanera por falta de (planejamento) tempo, mas achei que foi super válido, o shopping é lindo e enorme, onde cada andar representa um segmento: feminino, masculino, presentes, etc. Amei essa organização deles e amei mais ainda as lojas, todas lojas eram cheirosas (a nível dar dor de cabeça em algumas), com um design super diferente uma da outra o que tornava muito convidativo entrar em todas rs. Como publicitária e amante de criatividade e em especial de merchan/PDV, achei tudo muito incrível, aqui no Brasil não há essa preocupação em todas as lojas de montar algo bonitinho e conceitual, aqui as lojas são muito iguais, com fachada simples, nada muito criativo. Pode ser que isso seja pra compensar o mau atendimento que eles prestam lá haha. Enfim, era tanta loja pra entrar que tivemos que selecionar algumas mais atraentes como: Converse All Star, Puma, TopShop, H&M, Zara. A Converse tem uns tênis maravilindos, Top Shop e H&M não achei nada de tão interessante e bonito, Zara é o mesmo daqui e Puma entramos só pelo design de fora mesmo rs. Entramos em mais lojas atrás de roupas pra ir na neve mas nada com preço atraente, aliás os preços lá eram muito semelhantes com os daqui, senão mais caros, então se não fosse diferente não compensava trazer. Lá no Costanera e em vários pontos de Santiago tem a loja Paris, uma loja de departamento bem grande com inúmeras coisas, lá sim haviam alguns itens que compensavam comprar principalmente cosméticos/perfumes.
Um pouco do Costanera Center. Detalhe para a separação de andares. Tem uma cascatinha iluminada bem linda que cai a partir do 3º andar acho mas a esperta aqui não tirou foto.
Como estávamos sem comer decentemente a um bom tempo, resolvemos procurar algo na praça de alimentação e pra nossa surpresa era tudo bem caro se comparado ao que/quanto comemos aqui rs. Optamos por uma hamburgueria estilo anos 80 mesmo que não lembro o nome mas fica ao lado do restaurante Tony Ramos (imagina se esse eu não ia decorar né?), e olha foi o melhor lanche que comi lá em Santiago! A maionese era simples, mas muito boa, tanto que tentamos descobrir a marca mas a garçonete não informou rs, o hamburguer saborosíssimo, enfim muito bom! Experimentei o Dr. Peppers, aquele refrigerante de cereja, no começo eu gostei mas depois ficou parecendo xarope rs. Lá, o gelo eram bolinhas pequenas ao invés de cubos ou tubos, achei legal também rs. Além do lanche e das "papas" fritas muuuuito bons, tínhamos uma vista maravilinda! Segundo a garçonete, ficamos num lugar vip da hamburgueria (o que eu duvido muito, acho que era apenas a mesa que cabia bastante gente), onde da janela víamos as Cordilheiras (ainda tímidas no nosso primeiro dia), e lá também há uma varanda com mesas onde dá pra tomar um milk shake olhando as montanhas brancas ou quase isso.
Vista da hamburgueria
E depois quis tomar um sorvete Freddo que eu já havia experimentado na Argentina e tava morrendo de saudades, mas para minha surpresa como mal tínhamos gasto nossos pesos chilenos, não tínhamos dinheiro trocado e então o atendente da Freddo simplesmente não quis nos vender o sorvete porque "no hay cambio". Insistimos e nada, serviram apenas para elogiar nossa beleza. Só sei que arranjamos o dinheiro trocado e só então nos venderam o sorvete. Tipoassim, eu que faço o favor de comprar e não eles de vender, tendeu? Okay, valeu pelo sorvete.
Por fim, fomos embora, ninguém tava mais com saco pra shopping e todos morrendo de sono e cansaço, o que não significa que dormimos cedo ou que não tínhamos pique para o próximo dia.

Próximo post: Dia 2 (estou tentando lembrar o que fizemos, abafa).