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quarta-feira, 29 de julho de 2015

#Partiu Chile: Dia 9 + Dicas de lembrancinhas

Praticamente último dia da viagem já que o último dia mesmo a gente se dedica à fechar a mala e correr pro aeroporto.
Na verdade, eu sinto que esse nosso nono dia em terras chilenas foi um pouco perdido. Mas sei que não tivemos culpa afinal era a primeira viagem em grupo então não soubemos nos organizar muito bem, o que é natural e compreensível. Por outro lado, estávamos um pouco cansados já, então talvez não tívessemos tanto pique assim pra aproveitar alguma atividade intensa. Depois vou fazer um post com o que gostaria de ter feito/conhecido no Chile.
Não me lembro bem se foi no dia 8 ou no dia 9 que cogitamos assistir a famosa troca de guardas no Palacio La Moneda. A troca ocorre em dias pares ou dias ímpares, depende do mês/ano. É algo muito tradicional em Santiago e recomendado para qualquer turista, já que faz parte da cultura do país.
Nós não assistimos a troca por motivos de: não acordamos. hahaha Assim, particularmente, eu gostaria de ter visto ao vivo mas não era algo imperdível em nosso roteiro.
Então no dia 9 partimos para a famosa Bairro Paris-Londres. Em todos os blogs e até no livro que ganhei (Santiago para Brasileiros) indicavam esse bairro como uma atração turística em Santiago.
É bem fácil chegar lá, só descer na estação Universidad de Chile e caminhar um pouquinho. Fica próximo ao Cerro Santa Lucia.
Ao chegar no cruzamento das ruas Paris e Londres você já entende o porque do nome. É um pedacinho da Europa em Santiago. A arquitetura, os cafés, remetem muito bem ao estilo europeu, porém é só um pedacinho-inho-inho mesmo. Achei bonito, legal, mas esperávamos que tivesse alguma atração a mais lá. Por isso, se você fizer uma viagem curta para Santiago, não lamente se não conseguir ir até Paris-Londres, não é algo imperdível. Deixa pra quando for em Paris ou Londres mesmo rs.

Bairro Paris-Londres
Como não tínhamos planejado mais nada pra fazer e faltava todo mundo terminar de comprar as lembrancinhas, partimos rumo ao Bellavista, a pé mesmo.
No caminho, passamos por um parque que eu acho que é o Parque Florestal, como só passamos por ele, não vimos qual era, mas ele é bem grande e estava bem frequentado. No dia, o parque tinha atrações para crianças (se não me engano era Dia das Crianças lá), tava todo colorido, bem bonito.

Parque Florestal
No BellaVista tem a feirinha e também Pátio Bellavista que já comentei aqui. Eles oferecem inúmeras opções de lembrancinha, desde bijus (todas em banho de prata mesmo) com a famosa pedra Lápis Lázuli até os mais tradicionais como camisetas, canetas, etc. E claro, também são inúmeras opções de preço rs. Na feirinha encontrei bijus mais baratas porém não tão bonitas/bem acabadas quanto no shopping. Mas se prepare, as coisas não são baratas. Uma lembrancinha humilde não sai por menos de R$20,00 (se tem a família grande e bastante colegas de trabalho como era o meu caso, esse valor é um pouco alto). Eu sei que correr atrás de lembrancinha é uma coisa meio chata/perda de tempo, mas ao mesmo tempo é tão assim lembrancinha mesmo, tanto que, eu pelo menos, só trouxe coisas pra quem eu realmente queria muito que estivesse lá comigo. No fim, eu achei que comprei tudo errado as lembrancinhas, queria ter comprado mais coisas mas não ia caber na mala. Essas preocupações paralelas, sabe. Brinco até hoje com minhas tias que não trouxe um enfeite de estante pra elas porque é pra elas voltarem lá buscar rs. Preciso adotar uma tática de lembrancinhas pra próxima viagem.
E depois no fim, ao anoitecer, passamos no KFC pra comprar um "balde" de franguitos e comê-los no apê. Talvez depois disso ficamos jogando baralho, mas como já faz um ano que ocorreu a viagem, minha memória tá meio ruim rs.
Então assim termina nosso penúltimo dia, um dia meio "vago" porém deu pra resolver nossas últimas pendências da viagem. Nos restava agora arrumar as malas e se preparar para o Adióssssss!


Dicas de lembrancinhas do Chile:
- Bijus com a pedra Lápis Lázuli
- Cachecol/Manta com a lã da Alpaca
- Lenços/Pashminas: encontrei umas pashminas com estampas e tecido que aparentavam ser algo bem exclusivo de lá
- Acessórios em cobre: o cobre é algo bem típico do Chile
- Copinhos de shot com estampa chilena
- Casinhas decorativas de Valparaíso: comentei aqui das casinhas bonitinhas que tem lá
- Acessórios com a Alpaca: muito amor por essa "lhama" chilena! Trouxe caneta, imã de geladeira e se pudesse teria trazido uma de verdade haha
- Artesanatos locais: o artesanato que encontrei por lá não me pareceu ser algo típico, pareceu muito com artesanato boliviano/peruano, enfim, são bonequinhos bem rústicos que parecem ter sido feitos de barro
- Pedras locais: lápis lázuli, uma verde água e uma cinza brilhante, são as que eu lembro.
- Vinho: mais típico que isso é impossível haha e tem que trazer mesmo já que o preço e qualidade são bem amigos. Só é ruim pra transportar na mala.
- Cosméticos chilenos: comprei esmaltes da marca Petrizzio e me arrependi de não ter trazido mais, são ótimos e poderia ter dado de presente também.
- Guloseimas: eles tem uma marca de bolacha muiiiito boa, a Costa, vale super a pena trazer uns pacotes. E tem outras guloseimas também como um chocolate que tinha uma camada de marshmallow e outra de caramelo e que não lembro o nome mas tem em qualquer "vendinha" de lá.
- Lembrancinhas tradicionais: camisetas, chaveiros, imãs, bandeira, essas coisas que temos em qualquer canto e que são legais também. Apesar de eu preferir trazer algo mais típico do local.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

#Partiu Chile: Dia 2

Tava forçando a memória pra lembrar o que fizemos no segundo dia, e daí fui olhar as fotos pra lembrar porque a cabeça não ajudou rs.
Segundo nosso planejamento desplanejado, a ideia era fazer um city tour gratuito a pé ou com o Bus, guiado por um guia que são disponibilizados em alguns pontos de Santiago. Então saímos em direção ao Palácio de La Moneda que era perto do nosso apê. Estávamos sem pressa, então fomos explorando as ruas da cidade e tirando fotos.
Nossa primeira parada foi uma igreja que tinha próximo à avenida principal O' Higgins, e lá conversamos com o padre que nos contou que há muitos católicos brasileiros que visitam o Chile em missões e também nos explicou que a igreja estava em reforma devido a um protesto, onde destruíram os vidros das janelas e as portas. Quer dizer, a realidade aqui também existe lá.
La Iglesia do padre simpático

Seguimos nós e nossos amigos cachorros pela avenida, onde há uma praça grande com vários canteiros floridos bem bonitos, esculturas e algumas fontes e espelhos d'agua onde nossos amigos cachorros tomam banho haha. Caminhando em direção ao Palacio, conseguimos avistar a enorme bandeira do Chile, que fica em frente ao Palacio.
Praça a caminho do Palacio de La Moneda

Nossos peros amigos-companheiros 

Bom, achávamos que o Palacio fosse mais interessante, já que tem que passar no raio-x pra entrar lá dentro e não ver nada, além dos fofos cães dos "carabineros". Para se fazer o tour completo precisa agendar. É um lugar bem bonito e para aí. É lá que acontece a troca de guardas, mas tem dias e horários certos, nós não vimos, mas dizem que vale a pena por ser algo bem tradicional lá. NO subsolo da praça do Palacio, fica o Centro Cultural Palacio La Moneda, não vou afirmar se vale a pena, porque só entramos pra dar uma olhada e não exploramos pois queríamos economizar tempo.
Partimos pro centro histórico da cidade afim de ir ao ponto de encontro de onde sairia o city tour com o guia gratuito. Fomos a pé mesmo, e andamos bastante mas nada que fosse cansativo. Paramos na linda Catedral de Santiago, uma igreja riquíssima em detalhes, bem grande, e tem até um subsolo para velórios (meio tenebroso), mas foi um lugar onde me emocionei e agradeci muito por poder viver tudo aquilo com pessoas tão queridas.
A bandeira enorme do Chile que nos fez ficar bastante tempo para conseguir tirar uma foto com ela toda aberta e ainda assim não conseguimos rs

Lateral do Palacio de La Moneda

Como estávamos com fome, resolvemos comer as tais empanadas no El Rapido, um restaurantinho muito bem falado em um blog que estávamos pegando dicas (e que não lembro qual é). O local é bem simples, tipo balcão de bar, porém as empanadas estavam ótimas e saiam bem rápido mesmo haha.
E então, finalmente, tinha dado o horário do nosso city tour e partimos para a Plaza de Armas, na época estava em reforma o que gerou um vuco-vuco no centro que me senti em São Paulo de novo. O city tour é o da Turistik, bem famosa por lá, e você pode pegar os horários e pontos de encontro em uma Turistik mesmo, tem lá próximo a Plaza de Armas, ou em estação de metrô, terminal de ônibus. Enfim, estávamos em um grupo com alemães, argentinos, americanos e mais gente lá que não lembro. Começamos o city tour pela Plaza, Correios, Museo Historico, Prefeitura e fomos pro Palacio de La Moneda (de novo) e de lá chegamos no Cerro Santa Lucia. Assim, particularmente não sabia que era em inglês (nosso planejamento quem escolheu) e não aproveitei o city tour porque o guia só falou em inglês, então entendi o que me traduziram e mesmo assim foi difícil pois ele falava o inglês com espanhol tudo junto e misturado e rápido que só por Deus viu. O que é ruim, porque o legal é você ir passando nesses lugares tão ricos de história e ir aprendendo, mas enfim, a internet taí pra isso né? rs 
Nos irritamos porque ninguém tava entendendo nada e resolvemos ficar ali no Cerro Santa Lucia. Outro forte ponto turístico de Santiago. O Cerro é bem legal também, me senti num castelinho de época rs. A vista é boa mas não é a mais panorâmica, porém vale a pena, principalmente se for no por do sol, como nós fomos. Só que daí você vai pegar a feirinha fechada. Na saída tem que tomar cuidado porque ficam uns guias brasileiros e chilenos também, te empurrando passeio turístico a todo custo, perguntando pra onde estamos indo depois dali com a desculpa de nos ajudar a ir nos melhores lugares. Teve um que nos abordou insistentemente e que não achamos nada confiável, sei lá, pode ser um preconceito, mas é bom prevenir né.
Cerro Santa Lucia

Cerro Santa Lucia

Cerro Santa Lucia

Vista do Cerro Santa Lucia (ai essas paisagens de Santiago, só saudades e amores)

Se você quer mesmo aprender tudo e não entende a língua como eu, recomendo pagar pra fazer o city tour. Se tivéssemos feito isso teríamos mais dias pra fazer outras coisas, já que fomos uns 3 dias atrás de pontos turísticos na mesma região praticamente rs.
E pra finalizar a noite, fomos em direção à feirinha do BellaVista, uma das minhas regiões preferidas de Santiago. A feirinha fica aberta até umas 20h se não me engano, e vale a pena devido a variedade de coisas que tem. É a Feira Hippie Campineira de Santiago rs. Mas rola aquela coisa de pagar 10.000 pesos em um colar em uma banca e depois encontrá-lo por 7.000 na outra banca. Então tem que ir com tempo e explorar bem. Lá encontramos várias bijus com a famosa pedra Lápis Lázuli, ponchos, gorros e tudo o mais de lã de alpaca (oin, amei a alpaca), comida típica tipo o hot dog com creme de abacate. É um bom lugar pra se comprar lembrancinhas porém acho que não é o melhor.
Um pouco mais a frente da feira tem o Patio BellaVista, um shopping a céu aberto, com pub, restaurantes com música ao vivo, caixa eletrônico, e muitas lojinhas. Adorei o Patio, não só porque ele é bonitinho, mas porque tem umas lojas muito boas pra comprar lembrancinhas, acabei com meus pesos lá rs. Tem lojas com umas bijus mais finas do que na feirinha, lenços bem típicos e uma variedade de lembranças como imãs de geladeira, casinhas, camisetas, canetas, enfim muita coisa e por um preço razoável, basta saber escolher porque achei tudo caro no Chile mesmo rs. Lá também tem lojas de artigos de couro, roupas, chapéus, enfim, bem diversificado.
Parte inferior do Patio BellaVista

Eu e minhas primas estávamos acabadas e com frio e então enquanto os boys tavam no pub tomando uma cerveja básica, decidimos sentar nuns pufes que estavam do lado de fora de um dos restaurantes (não lembro o nome) e tinham uns aquecedores por perto e daí que chega o garçom e fomos obrigadas a pedir um drink pelo menos. Estávamos tão a vontade ali que colocamos os pés em cima de uma espécie de pufe, pra nós era um pufe ok, até que chega o garçom de novo, super-hiper-mega simpático só que ao contrário, e nos diz: "En Chile no es bien visto colocar los pies en la mesa" (arrasei no portunhol). Uma olhou pra cara da outra com cara de "hã? Eles chamam ISSO de mesa?" e nem preciso dizer que caímos na gargalhada né? Ai gringo só causa mesmo no país alheio né hahahaha.
Fim do dia 2, ufaaaaaa! Pernas doendo de tanto andar.

Logo mais o dia 3 com uns bons drinks na vinícola :)