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domingo, 9 de agosto de 2015

#Partiu Chile: Dia 10



Último dia de: uma viagem inesquecível, momentos de reaproximação, diversão, cansaço, muita risada, descobertas, curiosidades, falar outra língua, morrer de frio, olhar pro céu e avistar as cordilheiras.
Último dia de viagem não é bem um dia muito proveitoso, afinal você tem que correr pra fechar a mala, deixar o apartamento/hotel em ordem e chegar no aeroporto com antecedência.
Nosso vôo era só às 17h, então aproveitamos para acordar um pouco mais tarde, dar uma última geral no apartamento (lê-se acabar com a comida/bebida) e ainda assim sobrou um tempinho para darmos mais uma voltinha por Santiago.
Não dava pra ir muito longe, então ficamos no bairro do apê mesmo e decidimos comer algo no Mc Donald's pra não ter que pagar uma fortuna em comida de aeroporto. Demorou pra caramba pra fazerem nossos lanches, tipo meia hora (sem exagero) e então nos restou menos tempo ainda pra ir embora. 
Nos despedimos da esposa do meu primo que ia ficar lá mais quinze dias em intercambio pra finalizar o curso de espanhol e partimos rumo ao aeroporto. Optamos por chamar a mesma minivan que usamos na chegada em Santiago, por já ter confiança no motorista e ter achado o preço bem ok (deu cerca de R$120,00).
E foi isso, agora nos restava aguardar o voo até Buenos Aires e de lá #partiu São Paulo.

Não tenho muito mais o que falar do nosso último dia, porque só fizemos isso mesmo mas sei que havia um misto de sentimentos dentro de mim: queria ficar até o fim das minhas férias (tinha mais 20 dias) e conhecer muitas outras coisas, ir pra Chilán, ir pro Atacama mas também queria voltar pra casa e contar cada detalhe pra minha família e amigos de tão encantada que fiquei.
Uma amiga já tinha me dito que Santiago era encantadora, que se ela pudesse voltaria lá todo ano. Quando decidi que queria ir pro Chile, como contei aqui, imaginei que seria como Buenos Aires, uma cidade grande com cara de São Paulo porém mais fria e que após ter conhecido os pontos principais ia me satisfazer. A verdade é que 10 dias não foram suficientes pra me satisfazer. Eu queria e quero ir ao Chile sempre que uma oportunidade aparecer, gostei muito, muito mesmo. É simplesmente maravilhoso olhar pras cordilheiras desde a hora que você está no avião até a hora em que está lá, "pisando" nelas.

"Tudo o que é bom dura o bastante pra se tornar inesquecível"

Esse ainda não é o fim da saga de posts #partiu Chile. Quero fazer um último contando o que eu mais gostei e o que eu gostaria de ter visto e não vi. Tipo um resumão mesmo pra finalizar bem lindo :)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Vestido da alegria (Since 2010)

Às vezes a alegria me parece ser um vestido. Mas não um vestido qualquer, mas sim aquele vestido que você tem uma paixão a primeira vista e depois essa paixão se torna amor eterno. Você veste e se sente bem, se sente a pessoa mais linda do mundo e gosta tanto que não quer mais tirá-lo, gosta tanto que nem tendências tornam-o feio.
Às vezes parece que visto a alegria e não quero mais tirá-la, o não querer tirar é tão forte que esqueço que é apenas uma "roupa" cobrindo problemas inacabáveis, tristezas inconsoláveis.
Vesti-me com o vestido da alegria e esqueci que também tenho problemas que me atormentam, me entristecem. Escondi por debaixo do vestido a parte "podre" da minha vida. Só que fiz questão de esconder bem, a ponto que aos olhos externos eu fosse só alegrias sempre.
Quis acreditar que o meu vestido era o mais lindo e por isso eu não o tiraria, e assim acreditei que eu estava vestindo-o quando na verdade eu não tinha roupa alguma em meu corpo.
Tinha só o confuso e instável, cheio de problemas sem soluções, cheio de desesperanças, sem sonhos, sem afeto, tinha só o eu verdadeiro.
E então quando percebi minha nudez, não procurei me vestir. Encontrei duas opções: assumir o real ou colocar o vestido da alegria e nunca mais tirá-lo.
Decidi vestir-me, mas não com o vestido, vesti-me com uma roupa que eu possa brevemente cansar-me dela e procurar outra. Ir vestindo-me, mudando sempre pra ver se eu encontro meus sonhos de volta, se encontro a solução pros meus problemas, a esperança, enfim buscando a roupa onde eu me encontre por completa e não mais um só sentimento.

Por Larissa em 07/02/10


Da série de posts preferidos do meu antigo blog e que estão se encaixando perfeitamente na minha vida hoje. 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

#Partiu Chile: Dia 9 + Dicas de lembrancinhas

Praticamente último dia da viagem já que o último dia mesmo a gente se dedica à fechar a mala e correr pro aeroporto.
Na verdade, eu sinto que esse nosso nono dia em terras chilenas foi um pouco perdido. Mas sei que não tivemos culpa afinal era a primeira viagem em grupo então não soubemos nos organizar muito bem, o que é natural e compreensível. Por outro lado, estávamos um pouco cansados já, então talvez não tívessemos tanto pique assim pra aproveitar alguma atividade intensa. Depois vou fazer um post com o que gostaria de ter feito/conhecido no Chile.
Não me lembro bem se foi no dia 8 ou no dia 9 que cogitamos assistir a famosa troca de guardas no Palacio La Moneda. A troca ocorre em dias pares ou dias ímpares, depende do mês/ano. É algo muito tradicional em Santiago e recomendado para qualquer turista, já que faz parte da cultura do país.
Nós não assistimos a troca por motivos de: não acordamos. hahaha Assim, particularmente, eu gostaria de ter visto ao vivo mas não era algo imperdível em nosso roteiro.
Então no dia 9 partimos para a famosa Bairro Paris-Londres. Em todos os blogs e até no livro que ganhei (Santiago para Brasileiros) indicavam esse bairro como uma atração turística em Santiago.
É bem fácil chegar lá, só descer na estação Universidad de Chile e caminhar um pouquinho. Fica próximo ao Cerro Santa Lucia.
Ao chegar no cruzamento das ruas Paris e Londres você já entende o porque do nome. É um pedacinho da Europa em Santiago. A arquitetura, os cafés, remetem muito bem ao estilo europeu, porém é só um pedacinho-inho-inho mesmo. Achei bonito, legal, mas esperávamos que tivesse alguma atração a mais lá. Por isso, se você fizer uma viagem curta para Santiago, não lamente se não conseguir ir até Paris-Londres, não é algo imperdível. Deixa pra quando for em Paris ou Londres mesmo rs.

Bairro Paris-Londres
Como não tínhamos planejado mais nada pra fazer e faltava todo mundo terminar de comprar as lembrancinhas, partimos rumo ao Bellavista, a pé mesmo.
No caminho, passamos por um parque que eu acho que é o Parque Florestal, como só passamos por ele, não vimos qual era, mas ele é bem grande e estava bem frequentado. No dia, o parque tinha atrações para crianças (se não me engano era Dia das Crianças lá), tava todo colorido, bem bonito.

Parque Florestal
No BellaVista tem a feirinha e também Pátio Bellavista que já comentei aqui. Eles oferecem inúmeras opções de lembrancinha, desde bijus (todas em banho de prata mesmo) com a famosa pedra Lápis Lázuli até os mais tradicionais como camisetas, canetas, etc. E claro, também são inúmeras opções de preço rs. Na feirinha encontrei bijus mais baratas porém não tão bonitas/bem acabadas quanto no shopping. Mas se prepare, as coisas não são baratas. Uma lembrancinha humilde não sai por menos de R$20,00 (se tem a família grande e bastante colegas de trabalho como era o meu caso, esse valor é um pouco alto). Eu sei que correr atrás de lembrancinha é uma coisa meio chata/perda de tempo, mas ao mesmo tempo é tão assim lembrancinha mesmo, tanto que, eu pelo menos, só trouxe coisas pra quem eu realmente queria muito que estivesse lá comigo. No fim, eu achei que comprei tudo errado as lembrancinhas, queria ter comprado mais coisas mas não ia caber na mala. Essas preocupações paralelas, sabe. Brinco até hoje com minhas tias que não trouxe um enfeite de estante pra elas porque é pra elas voltarem lá buscar rs. Preciso adotar uma tática de lembrancinhas pra próxima viagem.
E depois no fim, ao anoitecer, passamos no KFC pra comprar um "balde" de franguitos e comê-los no apê. Talvez depois disso ficamos jogando baralho, mas como já faz um ano que ocorreu a viagem, minha memória tá meio ruim rs.
Então assim termina nosso penúltimo dia, um dia meio "vago" porém deu pra resolver nossas últimas pendências da viagem. Nos restava agora arrumar as malas e se preparar para o Adióssssss!


Dicas de lembrancinhas do Chile:
- Bijus com a pedra Lápis Lázuli
- Cachecol/Manta com a lã da Alpaca
- Lenços/Pashminas: encontrei umas pashminas com estampas e tecido que aparentavam ser algo bem exclusivo de lá
- Acessórios em cobre: o cobre é algo bem típico do Chile
- Copinhos de shot com estampa chilena
- Casinhas decorativas de Valparaíso: comentei aqui das casinhas bonitinhas que tem lá
- Acessórios com a Alpaca: muito amor por essa "lhama" chilena! Trouxe caneta, imã de geladeira e se pudesse teria trazido uma de verdade haha
- Artesanatos locais: o artesanato que encontrei por lá não me pareceu ser algo típico, pareceu muito com artesanato boliviano/peruano, enfim, são bonequinhos bem rústicos que parecem ter sido feitos de barro
- Pedras locais: lápis lázuli, uma verde água e uma cinza brilhante, são as que eu lembro.
- Vinho: mais típico que isso é impossível haha e tem que trazer mesmo já que o preço e qualidade são bem amigos. Só é ruim pra transportar na mala.
- Cosméticos chilenos: comprei esmaltes da marca Petrizzio e me arrependi de não ter trazido mais, são ótimos e poderia ter dado de presente também.
- Guloseimas: eles tem uma marca de bolacha muiiiito boa, a Costa, vale super a pena trazer uns pacotes. E tem outras guloseimas também como um chocolate que tinha uma camada de marshmallow e outra de caramelo e que não lembro o nome mas tem em qualquer "vendinha" de lá.
- Lembrancinhas tradicionais: camisetas, chaveiros, imãs, bandeira, essas coisas que temos em qualquer canto e que são legais também. Apesar de eu preferir trazer algo mais típico do local.

domingo, 26 de julho de 2015

#Partiu Chile: Dia 8

Para variar só mais um pouquinho: era praticamente o fim da viagem e nosso pique tinha diminuído, e por mais que quiséssemos aproveitar muuuuuuiito não conseguíamos, então acordamos tarde na sexta-feira. Tomamos um café reforçado e fomos pegar um metrô rumo ao centro de Santiago.
Como nos primeiros dias demos uma passada rápida na Catedral, quisemos voltar e explorar um pouco mais da sua beleza. Aproveitamos e fomos ao mercado central, pois meus primos queriam comer a famosa Centolla chilena. Particularmente, eu não sou fã de "mercadão" porque sempre cheiram peixe e eu odeio muito peixe, fora que são sempre lotados de gente. Porém podem ser um lugar muito interessante por carregar a cultura real do local. 
Não achei nada demais no mercadão de Santiago, a não ser o fato de que se você quiser uma centolla fresquinha, tem que ir lá mesmo. O único problema é que esse "bicho" gigante não é barato, (cerca de 80 mil pesos para 4 pessoas) então esteja preparado. Fomos num lugar lá onde era um pouco mais em conta e que minha prima já tinha comido num dia anterior. Eu não curti muito o lugar não, achei bem sujinho, fora que pedi um frango a passarinho e parecia que tinham colocado uma pomba frita no meu prato. Além do mais, o cara começou a tirar as patas da centolla e voou caldo pra tudo quanto é lado, inclusive no meu prato. O que me fez parar de comer, porque sou dessas, cheia dos nojinhos quando o assunto é peixe e derivados. Meus primos disseram que a centolla tava boa, mas que devem existir melhores rs. Não guardei o nome do restaurante, mas chegando lá no mercadão você é abordado por uns 200 mil caras que ficam na porta dos restaurantes praticamente te empurrando pra dentro coisa bem chata viu Chile? e então escolha o que te agradar mais.


Já disse aqui que quando se viaja em um grupo com umas 6 pessoas, como era nosso caso atual, não se faz nada rápido. Então nossa ideia inicial era dar uma passadinha no centro e partir rumo ao Mall Sport já que meu primo queria muito surfar na tal onda artificial. Porém demoramos um pouco mais do que o previsto e acabamos chegando no shopping no fim da tarde.
O Mall Sport é um shopping grande voltado ao universo dos esportes mesmo, então tem marcas pra todos os tipos de esporte. Queríamos ter ido nele mais no início da viagem, pra sobrar uns dias pra irmos até Chillán, mas acabamos desistindo de Chillán por motivos de R$ e de lonjura também. O grande porém é que o shopping era um pouco longe de onde estávamos hospedados. Sabíamos que era longe porque passamos por ele nas duas vezes que fomos esquiar, mas não esperávamos que o metrô não chegaria lá. Fomos orientados a descer em Los Dominicos e de lá pegarmos um ônibus. Então ao encontrar um ponto de ônibus, perguntamos pro motorista se passava lá perto e deu certo. Descemos bem próximo ao Mall.
O shopping é bem diferente e vale super a pena conhecê-lo por mais que você não seja fã de esportes. Lá dentro tem pista de patinação no gelo, paredes de escalada, arvorismo, dentre outros. Fora a variedade de lojas. Não posso afirmar se é mais barato/caro porque nosso interesse não foi comprar (apesar de eu quase ter comprado um moletom por causa do frio muito frio que tava lá), mas acredito que pela variedade de lojas há sempre uma promoção ou outra pra aproveitar. E como sou a loca da decoração/merchan no PDV, achei tudo muito lindo e bem decorado, diferente de tudo que já vi no Brasil. Fiquei bem encantada com isso em mais um shopping de Santiago.
Mall Sport por dentro

Pista de patinação no gelo do Mall Sport

Nosso objetivo era o meu primo ir na tal onda artificial, então partimos pra área externa do shopping. Bom, a onda funciona quando tiver no mínimo 3 pessoas pra participar da "brincadeira". O problema é que como chegamos no fim da tarde, pegamos a última turma e como tava muuuuuuito frio, não tinha formado mais nem uma outra. Meu primo queria muuuuuito ir então convocou seu irmão e ele foi, morrendo de frio e quase desistindo mas foi. Você pode me perguntar: mas vocês não estavam em 6? E o resto? Bom, o resto arregou, ninguém queria se molhar e todos com medo de levar capotes incríveis hahaha. Faltava apenas uma pessoa que surgiu lá não sei da onde.
A brincadeira não é muito barata e é curta. Meus primos pagaram 40 mil pesos cada para "brincar" por meia hora. Se tivesse mais pessoas o tempo ia ser maior, mas nada que ultrapassasse 40 minutos. O que é bem relativo, já que se tem mais pessoas o tempo é dividido em mais partes também. 

Onda artificial

Primeiro você coloca a roupa de surfista, pega sua pranchinha e vai pra aula no solo. Depois ligam a tal onda no fraco e começam as primeiras "manobras" ainda deitado de bruços na prancha. Tudo com um supervisor orientando o que fazer, a hora de ir mais adiante pra dar vez pro próximo coleguinha, essas coisas. Depois começam as manobras em pé e a onda mais forte. Eles mudam a força da onda de acordo com o desempenho dos participantes. É bem legal, mas obviamente que você não surfa a valer, até porque pode se quebrar todo né haha, mas é divertido.

Meus primos disseram que nem sentiram frio por conta da adrenalina e que valeu super a pena! Acho que é uma experiência única e nós que estávamos como mero espectadores ficamos vibrando por eles e querendo ir também haha.
Depois sentamos lá na lanchonete BBQ que fica bem ao lado da onda, pra comer (eu tava sem almoço néam). E então comemos o melhor hamburguer e melhor batata frita (e melhor suco) de Santiago! Sério, o atendimento é péssimo, uma má vontade com uma demora gigante, mas vale super a pena! Tava delícia! Foi o pior atendimento e a melhor comida de Santiago, pode isso Arnaldo? Fora que o ambiente tem uma decoração bem descolada, skater, no banheiro tem até tevezinha gente! Super cool o lugar!
Como já eram umas 21h, pra voltar pra casa foi meio problema. O lugar é meio isolado e não tem metrô perto. Estávamos sem o Bip! abastecido então pra pegar ônibus o motorista ia ter que nos dar uma carona. Tentamos táxi, mas tava difícil alguém parar, todos cheios. E sinceramente? Eu não lembro como conseguimos chegar no apê hahaha! Lembro que tínhamos desistido do ônibus e fomos andando na avenida do Mall e não lembro se conseguimos um táxi ou se chegamos a pé na estação mais próxima rs. Um conselho: volte do Mall antes do anoitecer, a região é um pouco deserta sem muitas opções de transporte.

Próximo e penúltimo/último dia: comprinhas e o que mais vamos fazer?